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  • Corrida aos consignados causa colapso no sistema do INSS; em Porto Alegre houve tumulto

    Corrida aos consignados causa colapso no sistema do INSS; em Porto Alegre houve tumulto

    À véspera de uma paralisação programada para atualização do sistema, o INSS foi surpreendido com uma avalanche de acessos em busca de empréstimos consignados.

    O presidente do INSS, Gilberto Waller,  disse em entrevista à Gaúcha que o aplicativo Meu INSS colapsou diante de uma demanda seis vezes maior nos últimos dias.

    Nesta segunda-feira, 26, em Porto Alegre, na agência central do INSS, onde há atendimento presencial, uma grande fila se formou desde cedo e houve tumulto quando as pessoas que estavam há horas sob sol quente foram informadas que o sistema havia caído, sem previsão de retomar.  A Brigada Militar foi chamada para conter os ânimos.

    Segundo o INSS, a situação foi causada por um erro na divulgação de um mutirão de atendimento, que não ocorreu na unidade central.

    O tumulto ficou restrito a Porto Alegre, mas a instabilidade digital é nacional. A suspensão temporária de serviços como bloqueio e desbloqueio de consignado afeta beneficiários em todo o país.
    O aplicativo Meu INSS e a Central 135 já apresentam falhas intermitentes nos últimos dias.

    A causa da corrida é o aumento da margem consignável para aposentados e pensionistas do INSS com o reajuste salarial e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

    O salário mínimo foi reajustado para R$ 1.621,00, representando um aumento de 6,79% em relação ao ano anterior. Benefícios acima do mínimo tiveram um reajuste de 3,90%, elevando o teto do INSS para R$ 8.475,55.

    A isenção do Imposto de Renda até R$ 5.000, a partir de 1º de janeiro, aumenta o valor líquido do benefício e amplia diretamente a capacidade de crédito para milhões de segurados que antes tinham imposto  retido na fonte.

    Com o novo piso, a margem de 35% destinada a empréstimos subiu para R$ 567,35.
    A nova margem começou a ser liberada após o processamento da folha de pagamento de janeiro de 2026 na semana passada.

    Além da pane momentânea, o INSS confirmou que o sistema passará por uma paralisação programada para modernização a partir desta terça-feira (27/01), às 19h, com retorno previsto apenas para 2 de fevereiro.
    O atendimento presencial será suspenso em todo o Brasil de 28 a 30 de janeiro para a atualização dos sistemas.

     

  • Porto Alegre ganha novo local de arte, o Espaço Físico, no Bom Fim

    Porto Alegre ganha novo local de arte, o Espaço Físico, no Bom Fim

     

    Porto Alegre acaba de ganhar, no Bom Fim, bairro cult da cidade, um novo endereço de arte para exposições, com ateliê e cursos de pintura, desenho, História da Arte e mentorias. Trata-se do Espaço Físico, comandado por Ana Zavadil, mestre em História, Teoria e Crítica de Arte e ex-curadora-chefe do MARGS e do MACRS.

    A primeira exposição, uma coletiva, foi aberta sábado (24/01) no endereço, à Rua Felipe Camarão, 700, sala 101, a poucos metros da Avenida Osvaldo Aranha, na região central da cidade. A mostra, em cartaz até 11 de abril, reúne 22 artistas, sob a curadoria de Zavadil.

    Ela, que também acumula a experiência de curadora assistente da 10ª Bienal Mercosul (2015), vem organizando um curso de características inéditas a ser lançado em breve.

    Com vários ambientes no andar térreo do imóvel, Espaço Físico tem como logomarca, ao lado do nome, um sinal de parênteses preenchido com a letra X. A curadora deu à primeira exposição o título “E tudo inicia com o Espaço Físico”.

    Obra de Otto Sulzbach . Foto Carlos Souza/ Divulgação

    O novo espaço significa a realização de um sonho para a curadora, formada pelo IA/UFRGS (Instituto de Artes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul) há mais de 20 anos. “A exposição inaugural do Espaço Físico assume o mesmo título que define o tema e o conceito do espaço. E Tudo inicia com o Espaço Físico reúne artistas de diversas gerações, apresentando obras em múltiplas modalidades artísticas, organizadas a partir da investigação do espaço físico como condição material, conceitual, sensível e experiencial da prática artística”, explica ela.

    A curadoria, acrescenta Zavadil, propõe o espaço como ponto de partida da produção de sentido, examinando relações entre corpo, matéria, forma, percepção e sensibilidade artística. “Como projeto inaugural, a exposição articula diferentes temporalidades da produção artística e inaugura o programa expositivo como campo estruturado de reflexão, experimentação e produção de conhecimento”.

    Público na abertura da exposição no Espaço Físico – Foto Carlos Souza/ Divulgação

    Dezenas de pessoas ligadas às artes compareceram à abertura da mostra, entre elas Gilberto Perin, Graça Craidy, Rosane Morais, Kika Hermann, Tereza Albano e Vera Carlotto. Os visitantes apreciaram as obras e conheceram os ambientes do imóvel em meio ao coquetel de inauguração.

    O Espaço Físico funcionará de segunda a sexta, das 13h às 17h e aos sábados das 9h às 13h. Whats: 51 9 9914 5819.

    Curadora Ana Zavadil com a artista Helena d’Avila e sua obra/ Divulgação

    Participantes da primeira exposição

    A mostra inaugural é integrada por: Alexandra Eckert, Augusto Lima, Beatriz Dagnese, Clara Koppe, Edson Possamai, Fátima Pinto, Fernando da Luz, Flávio Morsch, Griseldes Vieira, Helena d’Avila, Isabel Marroni,  Kika Costa, Lisi Wendel, Mara Castilhos, Marinelsa Geyer, Mary Marodin, Mylène d’Huyer, Otto Sulzbach, Rita da Rosa, Simone Barros, Umbelina Barreto e Yas Almeida.

    SERVIÇO

    Exposição: “E tudo inicia com o Espaço Físico”

    Coletiva: 22 artistas

    Curadoria: Ana Zavadil

    Onde: Espaço Físico

    Endereço: Rua Felipe Camarão, 700, sala 01, Bom Fim, Porto Alegre

    Visitação: de segunda a sexta, das 13h às 17h; sábado, das 9h às 13h

    Entrada gratuita

     

  • Erasure em Porto Alegre

    Erasure em Porto Alegre

    Impossível pensar em ir num show como Erasure e não deduzir que será apenas de hits ultradançantes para cantar junto. Apesar disso, Andy Bell trouxe, nesta quarta 21, muito de sua carreira solo para o público que lotou o Araújo Viana em Porto Alegre.

    Com figurino explendoroso e uma banda jovem, inclusive com a presença de Chelsea Blankinship, com quem divide o vocal de “Hart’s a Liar” (no álbum, parceria com Debbie Harry, do Blondie),  com certeza a grande surpresa foi o cover de “Xanadu“, da Electric Light Orchestra (mais conhecida na voz de Olivia Newton John em filme homônimo), especialmente quando Erasure já bebeu muito da fonte do ABBA, que nem deu os ares pelo setlist. Ainda assim, Andy Bell, no auge de seus 61 anos, mostrou carisma impecável, elogiou a plateia (falando da beleza do público aqui do sul), perguntou como se diz “I Love You” em português e fez clássicas danças de pista anos 80/90, num revival de emoções.

    O trabalho solo de Andy, “Ten Crows“, não chegou aqui com a força que o Erasure tem, sendo desconhecido ainda por grande parte do público, mesmo sendo contemporâneo e não abandonando suas origens. Ainda assim, o que levantou o público foram os clássicos “Blue Savannah Song“, “Chains of Love“, “Sometimes“, “Love 2 Hate U“, “Stop“, “Oh L’amour” e “A Little Respect“.

    Sem dúvida, a capital gaúcha vem numa crescente de shows muito interessantes, claramente voltando ao circuito das turnês nacionais, e o synthpop ainda atrai multidões, perceptível até quando, antes do telão subir, começou “Blue Monday“, do New Order, e já colocou as pessoas a dançar e se emocionar.

    Confira algumas imagens do show, de Karina Lacerda.

     

  • Passeios com o Memorial do MP-RS: “A Praça da Matriz e o Positivismo”

    Passeios com o Memorial do MP-RS: “A Praça da Matriz e o Positivismo”

    O Memorial do Ministério Público do RS realiza nesse sábado, 24 de janeiro, a continuação das caminhadas orientadas pelo professor José Francisco Alves, pesquisador e autor do livro “A Escultura Pública de Porto Alegre” (2022).
    O novo roteiro de Passeios com o Memorial vai tratar de duas importantes obras do nosso patrimônio Cultural, o *Monumento a Júlio de Castilhos* (1913) e a *Biblioteca Pública do Estado* (1912-1922).
    • *24 de janeiro*, Sábado,
    • Encontro às *10h*, no Memorial do MP-RS, Praça da Matriz, 110
    • Inscrições gratuitas realizadas pelo WhatsApp *(51) 99731-7119*
    • Vagas limitadas
    O Monumento a Júlio de Castilhos, em seu tempo considerado um dos pais fundadores da República, foi encomendado logo após a sua morte, em 1903. Para executá-lo, o governo do estado contratou o escultor e pintor Décio Villares, do Rio de Janeiro, sendo os bronzes modelados e fundidos na França. Constitui-se em um dos principais monumentos a políticos brasileiros.
    Divulgação
    A Biblioteca Publica do Estado é um dos mais interessantes palácios das belas artes (arquitetura, escultura e pintura) do Rio Grande do Sul. Foi construído em dois momentos, sendo a primeira parte concluída em 1912; a segunda, em 1922. A sua fachada é a única do mundo, destacando uma visão de mundo muito particular, o calendário positivista, fazendo de um prédio laico (Biblioteca) e público um veículo de propaganda do poder, então empolgado pelo Partido Republicano Rio-grandense, identificado com teses e com o jargão Positivista, corrente sociológica concebida por Augusto Comte.
  • Samba pra Namorar e Edu Moreira celebram bailes de clube em  noite de música, brilho e nostalgia

    Samba pra Namorar e Edu Moreira celebram bailes de clube em noite de música, brilho e nostalgia

    Depois de uma estreia marcada por público animado e muitos elogios, o Baile de Carnaval do Grezz retorna em 2026 para sua segunda edição, reafirmando-se como um dos eventos mais charmosos e afetivos do calendário carnavalesco de Porto Alegre. No dia 1º de fevereiro, a partir das 21h, o Grezz (Rua Almirante Barroso, 328 – bairro Floresta) volta a ser palco de uma noite que resgata a elegância, o brilho e a atmosfera dos grandes bailes de clube que marcaram época.

    Idealizado pelo grupo Samba pra Namorar, comandado por Andréa Cavalheiro e André Nascimento, em parceria com o cantor Edu Moreira, o evento nasceu do desejo de reviver os antigos altos bailes de Carnaval — aqueles que uniam música de qualidade, figurinos caprichados, pista cheia e um clima de celebração coletiva. O sucesso da primeira edição confirmou que havia público e saudade desse formato, impulsionando a realização do segundo ano.

    No palco, o público encontrará uma super banda, com arranjos sofisticados e energia contagiante. “Vamos ter o glamour das antigas marchinhas, unindo-as com as músicas dançantes como axé baiano, sambas enredo históricos do carnaval e músicas populares consagradas da nossa MPB, ao som de uma banda com sopro, cordas, Percussão, Rainhas de bateria e três cantores”, afirma André Nascimento. Tudo isso em um ambiente moderno e acolhedor, que oferece farto cardápio e uma carta de bebidas que agrada os gostos mais variados.

    Edu Moreira, Andréa Cavalheiro e André Nascimento. Crédito Ana Maidana / Divulgação

    Mais do que um baile, o evento se consolida como um encontro entre passado e presente, tradição e contemporaneidade, reunindo diferentes gerações em torno da música, da dança e da alegria que só o Carnaval sabe proporcionar. Os ingressos estarão à venda em breve, e a expectativa é repetir — e ampliar — o êxito do ano anterior, com mais uma noite de brilho, fantasia e celebração.

    SERVIÇO

    O QUE: Baile de Carnaval do Grezz

    DATA: 01 de fevereiro

    HORÁRIO: 18h (abertura da casa) – 21h início do show

    LOCAL:  Grezz (R. Alm. Barroso, 328, Floresta, Porto Alegre).

    INGRESSOS: já disponíveis e variam de acordo com a antecipação:

    Lote Promocional: R$ 40,00 + taxas

    Primeiro lote: R$ 50,00 + taxas

    Segundo lote: R$ 60,00 + taxas

    Terceiro lote: R$ 70,00 + taxas

     

    COMPRA PELO SITE:

    https://www.sympla.com.br/evento/aquece-de-carnaval-no-grezz-samba-pra-namorar-andrea-cavalheiro-andre-nascimento-e-edu-moreira/3269366?algoliaID=b06cb9cec2988f80b5e20462674a8c81&share_id=copiarlink

  • Pesquisa mostra queda no preço da cesta básica em todas as capitais no segundo semestre

    Pesquisa mostra queda no preço da cesta básica em todas as capitais no segundo semestre

    O preço da cesta básica de alimentos caiu em todas as 27 capitais brasileiras no acumulado do último semestre de 2025. As  quedas oscilaram entre -9,08%, em Boa Vista (RR,) e -1,56%, em Belo Horizonte (MG).

    Os dados, divulgados nesta terça-feira (20), são do  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Desde julho de 2025, a pesquisa engloba todas as 27 capitais do país. Anteriormente, o levantamento era feito apenas em 17.

    Campeã em queda de preço entre as capitais, Boa Vista (RR) teve a redução de -9,08% no valor da cesta básica no último semestre do ano passado, com o preço passando de R$ 712,83 em julho de 2025, para R$ 652,1,4 em dezembro –  R$ 60,69 menor.

    A segunda capital com maior queda no período foi Manaus (AM), com diminuição de -8,12% no preço da cesta, de R$ 674,78 para R$ 620,42, ou seja, custo R$ 54,36 a menos.

    Fortaleza (CE) ocupa o terceiro lugar em diminuição do preço do conjunto de alimentos essenciais: queda de -7,90%, passando de R$ 738,09, em julho, para R$ 677, em dezembro, R$ 61,09 mais barata.

    As capitais que tiveram menores baixas foram Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) com quedas de -1,56%, -2,10% e -2,16%, respectivamente, no acumulado do período.

    Por regiões, Boa Vista (RR) lidera o cenário de baixa de preços não só nacionalmente, mas também no Norte, assim como Fortaleza (CE), ocupa não somente o terceiro lugar geral, mas também é campeã no Nordeste do país.

    No Centro-Oeste, Brasília (DF), é a recordista em declínio de preço da cesta no período, com variação de -7,65% nos últimos seis meses de 2025.

    No Sul, a capital mais bem colocada é Florianópolis (SC), que teve redução de -7,67% no valor do conjunto de produtos. Vitória (ES) é a capital vencedora no Sudeste do país, com redução de -7,05% no preço da cesta básica de alimentos de julho a dezembro do ano passado..

    Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado dos últimos seis meses de 2025 demonstram que a política agrícola do Brasil está no caminho certo.

    “Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”.
    Ele destacou os planos Safra dos últimos três anos, tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar.

    “Já são três anos que ambos têm valores recordes, não faltando recursos para o financiamento agrícola, e com juros subsidiados”.
     (Com Agência Brasil)

  • Fiergs prevê expansão do PIB e do emprego com acordo Mercosul-União Europeia

    Fiergs prevê expansão do PIB e do emprego com acordo Mercosul-União Europeia

    Presidente Claudio Bier aposta no aumento no fluxo de comércio entre as duas regiões; entidade estima alta de 4,6% do PIB gaúcho em 15 anos e geração de 31 mil empregos.

    O acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado neste sábado (17), no Paraguai, é “um avanço importante”, segundo a Federação das Indústrias do RS.

    “É um passo importante para o futuro da economia do Brasil e do Rio Grande do Sul, especialmente num cenário em que a diversificação de mercado é essencial”, diz o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, lembrado que “foram mais de 25 anos de negociação”.

    O acordo é benéfico para o Rio Grande do Sul,  segundo Bier. “O crescimento econômico, diz ele, será estimulado pelo aumento das exportações e pela atração de novos investimentos, parcerias e joint-ventures. Dessa maneira, se consolida a inserção do Brasil nas cadeias globais de comércio”.

    A Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS projeta que, ao longo dos próximos 15 anos, as exportações industriais gaúchas para a União Europeia possam se expandir em aproximadamente US$ 801,3 milhões.

    Os setores que devem ser mais beneficiados são tabaco (com expansão de US$ 410,5 milhões), químicos (US$ 138,3 milhões), couro e calçados (US$ 84,3 milhões), alimentos (US$ 63,8 milhões) e celulose e papel (US$ 7,4 milhões).

    Esse aumento sustentado nas vendas industriais no longo prazo implicaria impactos relevantes sobre o mercado de trabalho formal, com a geração estimada em 31 mil novos empregos na Indústria de Transformação gaúcha.

    No plano macroeconômico, o efeito agregado desse choque positivo de demanda externa resultaria em um acréscimo aproximado de 4,6% (R$ 31 bilhões) no PIB do Rio Grande do Sul no horizonte de 15 anos, evidenciando que a intensificação do comércio com a União Europeia tem potencial para produzir efeitos significativos e persistentes sobre a produção, sobre o emprego e a renda no Estado, aprofundando os encadeamentos produtivos já identificados na análise de sensibilidade.

    “Sabemos que há pressão especialmente em países como a França, ainda tenho receio que possa ocorrer algum entrave, mas confio que será mantido o posicionamento majoritário da União Europeia para que possamos aproveitar todos os benefícios para o desenvolvimento do nosso país”, diz o presidente do Sistema FIERGS.

    EXPANSÃO DE MERCADOS

    Em 2025, a UE foi o segundo principal destino como bloco econômico das exportações gaúchas (US$ 2,7 bilhões), representando 13% do total exportado e a quarta principal origem das importações (US$ 1,4 bilhão), representando 11,1% do total importado.

    No mesmo ano, o RS foi o sexto estado brasileiro que mais exportou para a União Europeia e o oitavo que mais importou do bloco.

    Nos últimos cinco anos, o Rio Grande do Sul exportou 3,7 mil tipos de produtos, enquanto a União Europeia importou 5,8 mil mercadorias distintas de diferentes países. A interseção entre esses conjuntos, isto é, produtos que o RS já exporta e que a UE já importa, alcança 3,4 mil itens. Desses, cerca de 2,3 mil mercadorias são atualmente exportadas pelo Rio Grande do Sul para a União Europeia, indicando potencial de ampliação do volume exportado desses produtos com a efetivação do acordo. Os 1,1 mil itens restantes, que o RS exporta para outros mercados e que a UE importa de outros países, configuram um potencial adicional de abertura de mercado e diversificação da pauta exportadora estadual.

    Naturalmente, um acordo desta magnitude poderá gerar sensibilidades em segmentos específicos, porém o tratado prevê um cronograma de desgravação tarifária e dispositivos de salvaguarda amplamente discutidos. Esse prazo gradual de desgravação é fundamental para que os setores mais vulneráveis realizem as adequações necessárias e garantam sua competitividade no mercado internacional. “Em relação aos setores industriais sensíveis, precisamos trabalhar junto aos governos estadual e federal instrumentos de defesa que preservem a competitividade, os empregos e a indústria do Rio Grande do Sul”, afirma Bier.

    OPORTUNIDADES E BENEFÍCIOS DO ACORDO

    •         Crescimento da economia, comércio e investimentos;

    •         Maior diversificação da economia brasileira, proporcionando ganhos mais extensos em termos setoriais;

    •         Impacto positivo sobre outras negociações, ampliando a inserção internacional do Brasil por meio de acordos com países prioritários;

    •         Redução de custos das importações de alta tecnologia, gerando ganhos de produtividade e modernização em áreas que a indústria nacional ainda não atua;

    •         Aumento dos fluxos de investimentos estrangeiros;

    •         Novas possibilidades de joint ventures e associações entre empresas;

    •         Maior segurança jurídica e homologação de práticas aduaneiras para transações de investimentos e comerciais;

    •         Aumento das linhas logísticas e eventual redução de fretes internacionais;

    •         Redução das barreiras técnicas e burocracia;

    •         Maior inserção do Brasil nas cadeias globais de valor;

    •         Aperfeiçoamento institucional do Mercosul;

    •         Boas oportunidades para setores como: celulose, soja, carnes, tabaco, couro, calçados, móveis e máquinas/implementos agrícolas.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Privatização da água foi manchete nos jornais deste fim de semana (em Londres)

    Privatização da água foi manchete nos jornais deste fim de semana (em Londres)

    A privatização dos serviços de abastecimento de água foi manchete neste fim de semana.

    Não em Porto Alegre, onde um polêmico projeto de concessão está em exame na Câmara de Vereadores.

    Foi em Londres, onde o princípio de delegar serviços públicos à iniciativa privada se instaurou, com Margaret Thatcher, há quase meio século.

    “Como as empresas de água se tornaram uma vergonha nacional” foi a manchete de The Independent, no sábado.

    O jornal diz que a Thames Water (empresa que atende Londres) “perdeu toda a credibilidade” depois das últimas falhas que deixaram Kent e Sussex, na região metropolitana de Londres, toda a semana sem água. Foram 75 acidentes num período em que as tarifas subiram 35%. “O dinheiro que deveria ter sido gasto na manutenção e reparação foi desviado para dividendos e bônus aos acionistas”.

    Apesar das altas tarifas, a empresa deve bilhões de libras, mas “os dividendos dos acionistas e os bônus dos executivos não foram afetados”, diz o jornal.

    Sob investigação da agência reguladora, não é descartada uma “nacionalização de emergência”.  O problema seria o custo disso, por que lá houve a venda do patrimônio público, que agora o poder público não tem como reaver.

    Os jornais destacam o plano de reforma (“white paper”) a ser apresentado pelo governo que prevê punições severas, incluindo multas pagas do próprio bolso por executivos de empresas de água em caso de falhas graves.

    Destacam ainda os jornais londrinos que “a polêmica sobre a privatização da água é um tema central em diversos países europeus, onde cresce um movimento por reestatização (ou “remunicipalização”).

    A França “tornou-se o símbolo da reversão desse modelo”. Em 2010, a capital não renovou contratos com gigantes como Veolia e Suez, criando a operadora pública Eau de Paris, que anunciou redução de tarifas e melhoria na eficiência.

    Outros pontos destacados nas edições dos jornais (londrinos):

    Alemanha: “Após forte pressão popular e um referendo, Berlim recomprou as ações de sua empresa de saneamento entre 2012 e 2013”.

    Espanha: “Cidades como Barcelona e Arenys de Munt têm sido palcos de batalhas jurídicas entre prefeituras que tentam retomar o controle da água e concessionárias privadas que alegam quebra de contrato”.

    Portugal: “Há uma tendência de remunicipalização em várias autarquias devido ao aumento excessivo das tarifas e à falta de investimento em infraestrutura rural”.

     

  • Financeira ligada ao Master administrou Fundo do Cais Mauá de onde sumiram R$ 130 milhões

    Financeira ligada ao Master administrou Fundo do Cais Mauá de onde sumiram R$ 130 milhões

    A REAG Investimentos, que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central esta semana, deixou um rastro de milhões no Rio Grande do Sul.

    Em março de 2018, ela assumiu a gestão do Fundo de Investimentos em Participações do Cais Mauá, o principal cais de Porto Alegre, desativado e, desde 2010, concedido a um consórcio privado.

    O consórcio ganhou a concessão e criou um Fundo de Investimentos e Participações para engajar investidores no projeto, orçado em R$ 350 milhões, que incluía a construção de nove espigões de 30 andares à beira do Guaíba.

    Uma operação da Polícia Federal, meses depois, revelou que o Fundo Cais Mauá, administrado inicialmente pela Icla Trust, captara R$ 130 milhões de investidores, dos quais R$ 40 milhões já haviam sido consumidos em “despesas operacionais”,  sem que nenhuma obra tivesse iniciado.

    As investigações da PF apontaram que a maior parte daqueles R$ 130 milhões havia sido captada junto a entidades de previdência privada de servidores públicos, e de maneira fraudulenta.  Muitas queriam o dinheiro de volta.

    O IPE, Instituto de Previdência do Estado, dos funcionários públicos estaduais do Rio Grande do Sul, era uma delas.

    A Reag alegou que assumira a gestão do fundo exatamente para sanar as irregularidades, praticadas na gestão anterior, da Icla Trust.

    As revelações da PF, no entanto, levaram ao rompimento do contrato de concessão do governo do Estado  com o consórcio Cais Mauá, em julho de 2019. A PF prosseguiu com as investigações, mas o assunto saiu do noticiário.

    Em 2023, a PF revelou que dados coletados na operação de 2018 (Operação Gatekeepers) ajudaram a identificar um esquema maior de desvio de R$ 239 milhões de
    regimes de previdência em diversos estados brasileiros.
    O mesmo esquema adotado pelo FIP Cais Mauá.

    Em setembro de 2025,  a REAG e seu fundador, João Carlos Mansur, foram alvos da Operação Carbono Oculto  que investigou lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado (PCC) e ao setor de combustíveis.

    Neste janeiro de 2026, João Carlos Mansur foi preso e  a Reag tornou-se alvo central da investigação das fraudes bilionárias em fundos de investimento ligados ao Banco Master.

    O Fundo Cais Mauá tinha  R$ 130 milhões quando iniciaram as investigações da PF,  R$ 40 milhões haviam sido gasto em “despesas operacionais” e restavam R$ 90 milhões. Em janeiro de 2026, o FIP Cais Mauá do Brasil CNPJ 17.213.821/0001-09 consta como encerrado.

    Os R$ 90 milhões remanescentes mencionados nas fases iniciais da Operação Gatekeepers (2018) foram consumidos ao longo dos anos “por desvalorização de ativos, custos de manutenção de uma estrutura paralisada e taxas de administração”.  

    Registros financeiros de 2026 indicam que o fundo possui  patrimônio líquido de R$ 0,00 e status de “cancelado” ou “encerrado” nos sistemas de análise de ativos.

    Institutos de previdência que investiram no fundo tiveram que reconhecer a perda integral do capital, pois o fundo não possuía liquidez nem ativos reais após o cancelamento do contrato de concessão anterior.
    Embora o dinheiro não tenha sido recuperado,  em 16 de dezembro de 2025, o Colegiado da CVM absolveu  os dez acusados de fraude. O entendimento foi de que não houve prova de dolo (intenção de fraudar) nas operações de transferência de ações, mas sim um insucesso empresarial agravado pela rescisão do contrato pelo governo estadual em 2019. 
  • Lula sanciona orçamento de 2026 com corte de quase R$ 500 milhões nas universidades federais

    Lula sanciona orçamento de 2026 com corte de quase R$ 500 milhões nas universidades federais

    O presidente Lula sancionou a Lei Orçamentária de 2026  mantendo o corte de R$ 488 milhões na verba das universidades federais, aprovado anteriormente pelo Congresso.
    O corte incide sobre os recursos destinados ao custeio básico, como contas de água, luz, limpeza, segurança e manutenção predial.
    Há uma preocupação direta com a redução de bolsas e programas de permanência para estudantes de baixa renda.
    Com os cortes, a verba orçamentária das 69 universidades  caiu para cerca de R$ 6,43 bilhões, 7% a menos do que o executado em 2025, sem considerar a inflação do período.
    Reitores apontam que a redução nesses recursos “pode consolidar um ciclo de precarização administrativa e científica, dificultando o funcionamento pleno das universidades federais ao longo de 2026”.
    O governo justificou o corte como parte do esforço para cumprir as metas do arcabouço fiscal.
    Lula sancionou o orçamento aprovado pelo Congresso com veto a apenas dois dispositivos que destinavam cerca de R$ 400 milhões para emendas parlamentares, que não estavam previstas no projeto original.

     

     

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    A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) publicou uma nota manifestando “profunda preocupação” com os cortes no orçamento das Universidades Federais feitos pelo Congresso Nacional durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. A entidade pede a recomposição imediata dos valores, “sob pena de comprometer o funcionamento regular das universidades e limitar o papel estratégico dessas instituições no desenvolvimento científico, social e econômico do país.”

    De acordo com cálculos feitos pela própria Andifes, o orçamento originalmente previsto no PLOA 2026 para as 69 universidades federais acabou sendo cortado em 7,05%, o que significa uma redução de R$ 488 milhões.

    “Esses cortes incidiram de forma desigual entre as universidades e atingiram todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior”, diz a nota publicada pela associação.

    A Andifes argumenta ainda que os cortes, de aproximadamente R$ 100 milhões, na área de assistência estudantil, comprometem diretamente a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), instituída pela Lei nº 14.914/2024, “colocando em risco avanços recentes na democratização do acesso e da permanência no ensino superior público”.

    “Os cortes aprovados agravam um quadro já crítico. Caso não haja recomposição, o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, desconsiderando os impactos inflacionários e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente aqueles relacionados à mão de obra”, complementa o texto.

    De acordo com a Andifes, cortes semelhantes também vão impactar o orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

    “Estamos em um cenário de comprometimento do pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades Federais, de ameaça à sustentabilidade administrativa dessas instituições e à permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica”, diz a entidade.