O jornal Washington Post divulgou neste sábado imagens de um vídeo gravado no celular do policiai Jonathan Ross, que matou a tiros a escritora e ativista Renee Good na cidade de Minneapolis, no centro-oeste americano.
As imagens mostram momentos antes e depois de o agente ter atirado e desmontam a versão do governo Trump, de que ele agiu em legítima defesa.
Os protestos pela morte de Renee Nicole Good, na quarta-feira, 7/1, estão em fase de “expansão significativa” por todos os Estados Unidos.
O incidente, no qual uma cidadã americana e mãe de três filhos foi morta por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), tornou-se um novo catalisador de tensão nacional.
As manifestações, que começaram em Minneapolis logo após o ocorrido, já se espalharam por cidades como Filadélfia, Kansas City, Cleveland, Appleton e várias localidades em Michigan.
Há registros de que mais de mil eventos e comícios estão programados para este fim de semana (10 e 11 de janeiro de 2026), organizados por coalizões de direitos civis e grupos de imigrantes, em todo país.
A indignação aumentou após a divulgação de vídeos do incidente e devido a um segundo tiroteio envolvendo agentes federais em Portland, ocorrido apenas um dia depois da morte de Good.
Em Minneapolis a situação é “tensa e militarizada”. Cerca de 2 mil agentes federais do Departamento de Segurança Interna (DHS) que patrulham a cidade, na “maior operação de todos os tempos”, segundo o próprio DHS.
Autoridades locais e federais travam um embate público: enquanto o governo Trump diz que o agente agiu em legítima defesa, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador de Minnesota, Tim Walz, criticam duramente a ação, chamando-a de “imprudente” e “governança por reality show”.
Moradores e grupos religiosos locais realizam vigílias e protestos diários, denunciando o que chamam de táticas de guerra e “brutalidade sem sentido” contra cidadãos e imigrantes.
A morte de Good ocorreu a poucas quadras de onde George Floyd foi assassinado em 2020, o que aprofunda a carga simbólica e emocional das manifestações na cidade.
Sequência de Tangos e Tragédias, espetáculo protagonizado por Hique Gomez e Simone Rasslan, terá 09 apresentações até 01 de fevereiro; Ingressos no www.blueticket.com.br
Depois de uma exitosa turnê pelo Brasil, a sequência de Tangos e Tragédias, A Sbørnia Kontr’Atracka, faz temporada no Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311), com a festiva delegação comandada Kraunus Sang(Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan). De 17 de janeiro a 01 fevereiro, sempre sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h, o espetáculo levará ao palco uma narrativa única, humor refinado e músicas cativantes, como o Copérnico, que há quarenta anos encanta o público e forma novos fãs a cada apresentação. Os ingressos custam R$ 160,00 (inteiro) e R$ 80,00 (meia entrada) e já podem ser adquiridos pelo site https://www.blueticket.com.br/evento/39600?c=sbornia-porto-alegre.
Nilton Santolin/ Divulgação
“O público pode esperar desta temporada o que sempre tiveram em Tangos e Tragédias, embora sem a presença física do Maestro Pletskaya (Nico Nicolaiewsky, falecido em 2014). Sentirão sua presença no conceito do trabalho e imagens geniais suas no telão. Aliás, uma parte importantíssima do projeto com imagens riquíssimas em sincronia com as canções”, afirma Hique Gomez. No show, Kraunus (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan) estão acompanhados de sbørnianos especiais: o Professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan), reitor das Universidades de Ciências Fictícias da Sbørnia, MenThales (Tales Melati), o tocador de gaita-foles e hipnotizador das montanhas da Kashkadúnia, Pierrot Lunaire (Gabriella Castro) a grande sapateadora do Ballet Hiperbølico da Sbørnia e o “Stela Maritmus Sborniani”, as Estrelas do Mar Sbørniano, uma seleção de 12 vozes do Jungst Korhal Sbøniani. “O espetáculo é envelopado por um desenho de luz que penetra na alma do público junto com as sonoridades dos instrumentos e um desenho de som imersivo com caixas distribuídas pelo espaço da plateia. Tecnologia 100% a serviço das emoções humanas”, diz Hique.
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A TURNÊ PELO BRASIL
A temporada do verão 2026 acontece depois de uma turnê exitosa, em 2025, por Curitiba, Florianópolis, São Paulo, Campo Grande, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. “Todas as cidades marcaram, umas por um motivo, outras por outro. São Paulo e Rio, pela presença de maciça de fãs do Tangos e Tragédias. Florianópolis por ter lotado com tanta antecedência. Mas, em Curitiba, sentimos a força da fênix Sbørniana. Momentos mágicos que não se esquece. Um show transcendental que trouxe a certeza de que estamos de volta no cenário Brasileiro com a força do Tangos e Tragédias”, relembra Hique.
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A Sbørnia Kontr’Atracka é uma continuação das aventuras dos excêntricos Kraunus Sang e Pletskaya, personagens que exploram temas universais com inteligência e leveza. A Sbørnia é uma ilha peculiar que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares, vagando errante pelos mares do mundo. Seu maior patrimônio cultural é a Recykla Gran Rechebuchyn, uma grande lixeira de onde se reciclam os dejetos artísticos esquecidos por outras nações. Governada pelo Anarquismo Hiperbølico, todos os seus governos são provisórios. Seu povo segue o Votørantismo, uma religião que reflete sua essência sonhadora e concreta.
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Os personagens Kraunus Sang e Pletskaya chegaram ao Brasil em 1984, fugindo de ataques de tribos hostis como os Menudos, tornando-se os grandes embaixadores da cultura sbørniana. A saga ganhou continuidade em 2016, quando Kraunus uniu forças com a pianista sbørniana Nabiha, vivida pela talentosa maestrina, pianista e atriz Simone Rasslan, criando A Sbørnia Kontr’Atracka. “Na verdade, o projeto tem um tom de novidade sempre, mas não é o que importa. Muitas vezes promovemos encontros com artistas que se encaixam no universo da Sbørnia. Mas o que trazemos é o mesmo espetáculo, como se fosse um ritual onde o púbico vem para se sincronizar com nossa arte e fazer parte de um momento inesquecível levando para casa memórias afetivas, reflexões e uma atmosfera que pode ser acessada sempre que quiserem dentro de si. Um tipo de arte espiritual e verdadeira que eleva e expande a consciência, além de fazer rir! Não vendemos felicidade. É a própria Felicidade que se entrega sem filtros através de nós”, conclui Hique.
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Além dos palcos, a Sbørnia também conquistou outras linguagens artísticas. Em 1990, surgiu a publicação em quadrinhos “Tangos e Tragédias em Quadrinhos”, e em 2013, ganhou vida no cinema com o aclamado longa de animação “Até Que a Sbørnia nos Separe”, dirigido por Otto Guerra e Ennio Torrezan, hoje membros da academia de cinema de Hollywood. E, recentemente, na websérie Sbørnia em Revista, que ganhou o premio de melhor performance em Série Musical, com Simone Rasslan, além de ser escolhida a Melhor Websérie Nacional no Rio WebFestival em 2022.
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SERVIÇO
O QUE: A Sbørnia Kontr´Atracka
DATA: 16,17,18,23,24,25,30,31 de janeiro e 1º fevereiro
Três anos depois do ataque golpista à democracia em 2023, o dia 08 de janeiro é marcado por manifestações populares em todo o país em defesa da soberania do Brasil e que também exigiram o cumprimento da pena dos condenados pela tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e liderança de organização criminosa.
O clamor popular foi respondido com o veto total do presidente da República Luís Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, que reduziria a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, de 27 anos, e de seus auxiliares diretos pelo crimes cometidos, que incluía o assassinato de Lula e do ministro STF- Supremo Tribunal Federal, Alexandre Moraes, relator do processo dos atos golpistas. O veto aconteceu nesta terça-feira, 08 de janeiro, em evento realizado no Palácio do Planalto para celebrar a democracia.
Cerca de mil pessoas assistiram a solenidade em dois telões instalados em frente ao Planalto e cerca de 200 convidados participaram do evento no salão nobre. A cerimônia iniciou com uma fala do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que hoje deixa o cargo. O ministro lembrou o tenebroso período presidencial de Bolsonorado, em que cerca de 800 mil brasileiros morreram vítimas de Covid diante da indiferença do governante. Logo em seguida, discursou o vice-presidente da República e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, que criticou o PL da Dosimetria e afirmou que a democracia não pode ser fracionada. O presidente Lula foi o último a falar, saudando o povo que estava em frente ao palácio, que ele podia ver pelas amplas janelas de vidro do Planalto, e foi ovacionado pelos manifestantes.
O presidente Lula destacou a harmonia dos Poderes em seus três anos de governo, com conquistas no campo social, como o combate à fome, o aumento no número de pessoas empregadas e a queda da inflação. “Tudo realizado com ampla participação popular”, destacou Lula. Ele também salientou a importância da garantia dos direitos humanos em seu governo e disse que “aqueles que duvidavam e debochavam dos direitos humanos, tiveram um julgamento justo, com todos os seus direitos garantidos”.
Há três anos, no mesmo dia 08 de janeiro, bolsonaristas que estavam há meses acampados em frente ao QG do Exército, em Brasília, desceram o Eixo Monumental em direção à Praça dos Três Poderes para uma manifestação supostamente pacífica, escoltados por policiais militares. Nenhuma barreira de proteção havia sido montada. Com a conivência da cúpula da segurança do Distrito Federal (DF)- que foi julgada e condenada, eles invadiram, depredaram e saquearam o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF, além de agredirem jornalistas e roubarem equipamentos de fotógrafos e cinegrafistas.
Este ano, para chegar até o Palácio do Planalto, os manifestantes, todos pacíficos, precisaram passar por três barreiras da Polícia Militar do DF, a primeira era para organizar uma fila, a segunda para a revista de bolsas e mochilas e a terceira de detector de metais. Eu passei pela revista e retiraram da minha bolsa uma caneta bic, sob alegação de que poderia ser usada como arma. Desta vez, também o Batalhão de Cães foi acionado.
Ainda não se sabe o número exato de mortos no ataque à Venezuela em que uma força militar dos Estados Unidos sequestrou o presidente Nicolás Maduro, na madrugada de sábado. Noticiou-se que seriam 23, depois 40, 80 e agora, quase uma semana depois, 100.
Militares da guarda presidencial, inclusive 36 cubanos, seriam a maioria dos mortos, mas há também um número incerto de civis. Não se sabe ainda o nome de nenhum deles.
Diferente é o caso Renee Nicole Good, 37 anos, morta a tiros por um agente federal de imigração, na noite da quarta-feira, no interior dos Estados Unidos.
Em 24 horas, sua fotografia e detalhes de sua vida estavam em todos os jornais e tvs e uma onda de protesto se alastrava pelo país. Ela tornou-se um caso exemplar do que a violência dos métodos de Donal Trump pode provocar.
Mãe de três filhos, Renné havia se mudado há poucos meses para a Minneapolis, cidade de 500 mil habitantes, no centro-oeste americadno.
Era uma poeta premiada e guitarrista amadora, e, segundo a senadora representante do Estado de Minnesota, Tina Smith, “uma cidadã norte-americana”.
Sua mãe, Donna Ganger, disse ao jornal Minnesota Star Tribune que sua filha estava “provavelmente apavorada” e que ela era “uma das pessoas mais gentis que já conheci”.
“Ela era extremamente compassiva”, disse Ganger ao jornal. “Ela cuidou de pessoas a vida toda. Ela era amorosa, generosa e afetuosa. Era um ser humano incrível.”
“Que a vida de Renee seja um lembrete do que nos une: liberdade, amor e paz”, escreveu o presidente da Old Dominion University, Brian Hemphill.
Várias lideranças estaduais disseram que Good estava no local de uma operação do ICE no sul de Minneapolis como observadora legal — uma voluntária que monitora as forças policiais e de segurança em protestos e operações.
O objetivo deles é ajudar a manter a calma, deter condutas impróprias e garantir que os direitos legais sejam respeitados.
A mãe de Good disse ao Minnesota Star Tribune que sua filha “não fazia parte de nada” que envolvesse desafiar os agentes do ICE.
Mas autoridades da Casa Branca, incluindo o presidente, disseram que Good não estava apenas observando, como também interferindo no trabalho dos agentes.
A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, disse que Good estava “perseguindo e impedindo o trabalho deles” o dia todo ao “bloqueá-los” com seu carro e “gritar com eles”.
Good “usou seu veículo como arma”, disse Noem a repórteres, e teria tentado atropelar um dos agentes “em uma tentativa de matar ou causar danos corporais aos agentes, um ato de terrorismo doméstico”.
O governo Trump a chamou de “terrorista doméstica” e o presidente, antes mesmo de saber detalhes do caso, disse que o policial que desferiu os tiros contra o carro da vítima “podia contar com todo o apoio do governo, pois havia cumprido seu dever”.
Vários vídeos gravados no local desmentem a versão do governo e o caso ameaça sair do controle. Ao contrário das outras, que provavelmente ficarão impunes, essa morte pode custar muito caro a Donald Trump.
Presidente disse que democracia é “uma conquista que deve ser defendida com unhas e dentes”.
A assinatura do veto ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em alusão aos três anos das invaões às sedes dos Três Poderes em Brasília. Os presentes à cerimônia comemoraram a decisão de Lula.
A Câmara e o Senado aprovaram, no fim do ano passado, o PL que abre caminho para a redução da punição aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros réus do “núcleo crucial” da trama golpista, além de envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
A decisão de Lula não surpreendeu parlamentares. Desde a tramitação do projeto, o presidente vinha sinalizando publicamente que vetaria a proposta, por considerar que ela poderia beneficiar aliados políticos e enfraquecer a responsabilização pelos atos golpistas.
O presidente da República Lula assinou nesta quarta-feira, 7/01, em Brasília, um contrato de US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) com o Novo Banco de Desenvolvimento (o “banco do Brics”) para a construção do “primeiro hospital inteligente do SUS”, segundo o ministro da Saúde.
Trata-se do “Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente” (ITMI), que terá ainda R$ 110 milhões do governo federal e R$ 55 milhões do Estado de São Paulo, num investimento total de R$ 1,9 bilhão.
Concebido para ser referência nacional e modelo de assistência em saúde totalmente digital para os países do BRICS, o hospital em São Paulo (SP) usará inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada.
O ITMI faz parte da “Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes”, que prevê investimento de R$ 4,8 bilhões e 14 unidades interligadas.
O projeto foi apresentado no Palácio do Planalto com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff, que atualmente preside o NDB, Banco do BRICS.
Na cerimônia, Lula disse que “precisamos garantir que o povo mais humilde seja visto. É para eles que governamos e temos que melhorar a saúde. Todos precisam ter o mesmo acesso à mais alta tecnologia, ao melhor atendimento”.
Com inauguração prevista para 2029, ITMI atenderá com foco em urgência e emergência, assistência especializada em medicina de emergência, terapia intensiva e neurologia. Serão 800 leitos: 250 de emergência, 350 unidades de UTI e 200 de enfermaria em geral, com capacidade para tratar cerca de 190 mil pacientes internados anualmente. Também estão previstas 25 salas cirúrgicas para a realização de 27 mil cirurgias por ano.
“Hoje damos um passo histórico para o SUS, colocando-o na nova fronteira tecnológica da saúde mundial. Com esse investimento, a população terá acesso ao que há de mais moderno em tecnologia da informação e inteligência artificial, capazes de acelerar diagnósticos, monitorar pacientes à distância e tornar o atendimento mais eficiente”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Viabilizado em tempo recorde, o financiamento foi garantido após articulações do Ministério da Saúde junto ao NDB, e autorização concedida, após aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX), do Ministério do Planejamento e Orçamento, em apenas seis meses. Isso representa uma redução de quatro vezes do prazo médio desse tipo de processo.
Dilma Rousseff destacou a importância da parceria tecnológica em saúde com China e Índia. Para ela, é fundamental que o Brasil compartilhe com os demais países do bloco suas experiências com a inovação em saúde. “Por estar na América Latina, esse hospital vai atrair a atenção de todos os outros países. Ele é uma construção muito pensada e tem uma escala compatível com sua ambição. A oferta de 800 novos leitos é bastante significativa para um projeto-piloto. Os novos projetos do BRICS serão baseados nele”, destacou. Tecnologia para o SUS
O Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente também abrigará um Centro Nacional para Pesquisa Translacional e Inovação com foco em medicina de precisão, ciência de dados em saúde, algoritmos clínicos, validação de dispositivos médicos e avanços tecnológicos. (Com informações do Ministério da Saúde)
São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul concentraram os principais pontos de entrada de turistas. Argentina, Chile e Estados Unidos foram os maiores países de origem dos visitantes. A agência estatal chinesa Xinhua destacou o fato.
O Brasil registrou a entrada 9.287.196 turistas estrangeiros no pais em 2025. É o maior volume já observado na série histórica e equivale a cerca de 3 mil voos internacionais desembarcando em território brasileiro ao longo do ano.
O resultado representa um crescimento expressivo de 37,1% em relação a 2024, ano que, até então, detinha o recorde histórico, com cerca de 6,7 milhões de visitantes internacionais.
O avanço consolida o Brasil como um destino cada vez mais competitivo e desejado no cenário global do turismo.
Além de superar o desempenho do ano anterior, o país também ultrapassou, com folga, a meta prevista no Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024–202. A expectativa para 2025 era alcançar 6,9 milhões de chegadas internacionais, número que foi superado em 34,6%, reforçando a efetividade das políticas públicas, da promoção internacional e da articulação com estados, municípios e o setor privado.
O bom desempenho foi mantido até o último mês do ano. Em dezembro de 2025, o Brasil registrou um crescimento de 11% na entrada de turistas internacionais, em comparação com o mesmo período de 2024. Ao todo, 896.488 visitantes estrangeiros desembarcaram em destinos nacionais, cerca de 90 mil a mais do que no mesmo mês do ano anterior.
O resultado consolidou dezembro como o quarto melhor mês do ano em volume de chegadas internacionais, atrás apenas de janeiro, fevereiro e março.
“Superamos todas as expectativas e fizemos de 2025 o maior ano da história do turismo internacional no Brasil. Levamos ao mundo a marca da nossa autenticidade, da nossa diversidade, o soft power brasileiro que tanto tem encantado o planeta. Esse resultado também é reflexo de uma estratégia inovadora que deu muito certo para ampliar nossa conectividade. Foi um ano de recordes, que se traduziram em novas oportunidades para o povo, empreendedores se desenvolvendo, emprego e renda sendo gerados em nosso país a partir desse motor econômico que é o turismo”, disse o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.
PORTAS DE ENTRADA
Os dados mostram que os grandes hubs turísticos e aeroportuários seguiram como as principais portas de entrada dos estrangeiros no Brasil.
São Paulo liderou o ranking, com 2.753.869 visitantes internacionais, seguido pelo Rio de Janeiro, com 2.196.443, e pelo Rio Grande do Sul, que recebeu 1.535.806 turistas ao longo do ano.
Entre os mercados emissores, a Argentina manteve a liderança absoluta, com 3.386.823 turistas, reafirmando a força do turismo regional e a integração sul-americana.
Na sequência, vieram os chilenos, com 801.921 visitantes, e os americanos, que somaram 759.637 chegadas ao Brasil em 2025. Já viajantes vindos de países da Europa, como França, Portugal, Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha, juntos, somaram 1.274.567 visitantes chegando ao Brasil.
O desempenho recorde confirma o protagonismo do turismo como vetor de desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da imagem do Brasil no exterior, além de sinalizar um cenário promissor para os próximos anos, em linha com as diretrizes do Plano Nacional de Turismo.
“Este é o nosso hemisfério”. A frase, sobre uma fotografia de Donald Trump com ares de xerife durão, foi publicada em rede social pelo Departamento de Estado dos EUA, nesta segunda-feira, dois dias depois do sequestro de Nicolas Maduro na Venezuela.
“Este é o NOSSO hemisfério, e o presidente Trump não permitirá que nossa segurança seja ameaçada”, diz a legenda.
A frase foi atribuída ao secretário de Estado, Marco Rubio, e foi repetida em entrevistas a veículos de comunicação americanos.
Segundo a Casa Branca, Rubio afirmou que Trump mantém um compromisso “inquebrantável” de impedir que o Hemisfério Ocidental se torne um refúgio para traficantes de drogas, aliados do Irã ou “regimes hostis” que ameacem a segurança nacional dos Estados Unidos.
“O Hemisfério Ocidental é onde vivemos, e não vamos permitir que ele seja uma base de operações para adversários, concorrentes ou rivais dos Estados Unidos”, disse Rubio a quem foi atribuída uma outra frase com o mesmo sentido: “Agora mudou o xerife”.
O principal alvo destas declarações é a China, que vem intensificando sua presença com investimentos e acordos de cooperação em toda a América Latina.
O sequestro do presidente Venezuelano, Nicolás Maduro, é o marco dessa nova postura agressiva do governo norte-americano.
Maduro é acusado pelos Estados Unidos de narcoterrorismo e outros crimes. Sequestrado na Venezuela, ele foi levado para Nova York com a esposa. Em audiência judicial realizada nesta segunda-feira, Maduro se declarou inocente.
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) abriu, nesta segunda-feira (5), o período de inscrições para o concurso público para a área médica que se estende até as 23h59 de 30 de janeiro.
Os interessados devem se inscrever no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), a banca examinadora contratada para fazer o certame.
O edital está publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira.
Vagas
O certame selecionará 152 profissionais para trabalhar em hospitais universitários federais administrados pela estatal e ainda formará o cadastro de reserva.
As vagas estão distribuídas em 96 especialidades:
cirurgia geral;
ginecologia e obstetrícia;
pediatria;
anestesiologia;
cardiologia;
clínica médica e
oncologia, além de outras definidas conforme a necessidade de cada hospital.
Os salários iniciais variam conforme a jornada de trabalho:
24 horas semanais: R$ 11.464,35
40 horas semanais: R$ 19.107,31
Taxa de inscrição
O valor da taxa de inscrição é de R$180, que deverá ser paga até 2 de fevereiro.
Pessoas com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde poderão solicitar a isenção do pagamento da taxa de inscrição até quarta-feira (7).
O candidato inscrito no CadÚnico deverá preencher o requerimento de isenção do pagamento de inscrição no endereço eletrônico da Fundação Getulio Vargas. Já o candidato doador de medula óssea deverá enviar eletronicamente o documento de identidade e o documento expedido pela unidade coletora que comprove ser doador de medula óssea cadastrado nos hemocentros estaduais.
Cotas
Em relação a reserva de vagas, o edital aumenta em 5% na cota para pessoas pretas e pardas. Desta forma, o quadro de vagas ofertadas terá as seguintes reservas:
25% para candidatos negros (pretos e pardos).
10% para pessoas com deficiência (PcD).
3% para candidatos indígenas.
2% para candidatos quilombolas (novidade).
Os candidatos que concorrem às vagas reservadas às pessoas com deficiência serão submetidos ao procedimento de análise documental para caracterização da deficiência. E os candidatos negros, indígenas e quilombolas serão submetidos ao procedimento de verificação documental complementar à autodeclaração.
Provas
As provas objetivas serão aplicadas, simultaneamente, em 42 municípios de todas as 27 capitais das unidades da federação, em 29 de março. A etapa é eliminatória e classificatória.
Conforme o edital, as provas objetivas terão 60 questões de múltipla escolha.
O resultado definitivo da prova objetiva será divulgado em 11 de maio.
Também contarão para classificação a prova de títulos e experiência profissional do candidato. Essa etapa avalia a formação acadêmica (doutorado, mestrado, especialização) e o tempo de serviço na área.
Convocação
Somente serão convocados os aprovados no concurso após esgotado o cadastro de reserva dos cargos nos concursos anteriores vigentes.
O concurso público vigente, homologado em junho de 2025, convocou mais de 1.240 profissionais médicos.
Os candidatos aprovados e classificados serão contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com contrato experimental de 90 dias.
O prazo de validade deste concurso público é de um ano, a contar da data da publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período.
Hospitais participantes
A Ebserh agrupou os hospitais participantes do concurso por macrorregião:
Macrorregião 1 (Norte)
Hospital Universitário Getúlio Vargas da Universidade Federal do Amazonas, Manaus (AM);
Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá, Macapá (AP);
Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão, São Luiz (MA);
Complexo Hospitalar Universitário da Universidade Federal do Pará, Belém (PA);
Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí, Teresina (PI);
Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima, Boa Vista (RR).
Macrorregião 2 (Nordeste I)
Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza (CE);
Hospital Universitário Júlio Bandeira da Universidade Federal de Campina Grande, Cajazeiras (PB);
Hospital Universitário Alcides Carneiro da Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande (PB);
Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa (PB);
Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal (RN);
Maternidade Escola Januário Cicco da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal (RN);
Hospital Universitário Ana Bezerra da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Santa Cruz (RN).
Macrorregião 3 (Nordeste II)
Hospital Universitário Professor Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas, Maceió (AL);
Maternidade Climério de Oliveira da Universidade Federal da Bahia, Salvador (BA);
Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia, Salvador (BA);
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, Recife (PE);
Hospital de Ensino Dr. Washington Antônio de Barros da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina (PE);
Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, Aracaju (SE);
Hospital Universitário de Lagarto da Universidade Federal de Sergipe, Lagarto (SE).
Macrorregião 4 (Centro-Oeste)
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (sede), Brasília
Hospital Universitário de Brasília da Universidade de Brasília, Brasília
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, Goiânia;
Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados (MS);
Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande;
Hospital Universitário Júlio Müller da Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá;
Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins, Araguaína (TO).
Macrorregião 5 (Sudeste)
Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória;
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte;
Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora (MG);
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba (MG)
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia (MG);
Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense, Niterói (RJ);
Hospital Universitário dos Servidores do Estado da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (HUSE-Unirio), Rio de Janeiro;
Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro;
Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos, São Carlos (SP).
Macrorregião 6 (Sul)
Complexo Hospitalar de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba;
Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas (RS);
Hospital Universitário Doutor Miguel Riet Corrêa Junior da Universidade Federal de Rio Grande, Rio Grande (RS);
Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria (RS);
Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis (SC).
Saiba mais
Em caso de dúvidas, o candidato poderá entrar em contato com a Fundação Getúlio Vargas por meio do Serviço de Atendimento ao Candidato, pelo telefone (0800-2834628) ou e-mail concursoebserh26@fgv.br , de segunda a sexta-feira úteis, das 9h às 17h (horário de Brasília).
Mostra “Arquiteturas Corporais”, da artista visual Susane Kochhann, será aberta no sábado (10), às 11h, no Museu de Arte do Paço
A artista visual Susane Kochhann apresenta no Museu de Arte do Paço a exposição “Arquiteturas Corporais”, resultado de sua mais recente pesquisa no campo do têxtil. Ela exibe, em uma instalação, 13 esculturas têxteis – também chamadas de armaduras. A curadoria da mostra é de Fábio André Rheinheimer.
Cada escultura têxtil ou armadura mede em média 2,10 x 1,50m e é confeccionada em algodão cru e retalhos de tecidos sintéticos reaproveitados, alinhando-se aos princípios da economia circular. “As armaduras em forma de esculturas têxteis impõem-se no espaço como uma presença ao mesmo tempo monumental e sensível”, avalia Susane, profissional com carreira afirmada em Santa Maria e em ascensão no estado – ela formou-se em Artes Visuais pela UFSM em 2016.
Artista visual Susane Susane Kochhann/ Divulgação
Sua atual coleção teve início com uma pesquisa imagética baseada no Construtivismo Russo, movimento artístico que sempre a inspirou por explorar formas geométricas, cores vibrantes e a integração entre arte, design e vida cotidiana. A partir desse legado, construiu cada traje – outra denominação dada às peças – por meio da justaposição de recortes geométricos coloridos que, ao se encontrarem, estabelecem tensões, equilíbrios e ritmos visuais. Assim, opina a artista, as armaduras deixam de ser meros objetos de proteção e tornam-se arquiteturas corporais que evocam energia, movimento e transformação.
A.artista Susane Kochhann veste uma das armaduras FOTO Júlia Gomes/ Divulgação
Ela lembra que o uso de armaduras acompanha a humanidade desde a Antiguidade. “O imaginário comum associa o termo ao metal, mas armaduras são, em essência, qualquer vestimenta concebida para oferecer proteção ampliada ao corpo, uma segunda pele capaz de resguardar, amortecer impactos e simbolizar força”, explica Susane. “Nas artes visuais, essas estruturas protetivas aparecem como signos de poder, autoridade e resistência”, observa.
De acordo com a artista, os trajes que apresenta expandem essa compreensão. “Concebi as peças como armaduras de proteção para o corpo contemporâneo: o corpo que enfrenta pressões materiais e biológicas, o corpo que persiste, que resiste, que se afirma. São esculturas têxteis que operam simultaneamente como vestimentas e escudos”, detalha.
Artista Susane Kochhann veste uma de suas esculturas têxteis FOTO Júlia Gomes/ Divulgação
“Entre tradição e reinvenção, proponho uma reflexão sobre aquilo que nos protege — física, simbólica e emocionalmente — e sobre como o corpo, em sua vulnerabilidade e potência, continua sendo, para mim, o primeiro e o último território de resistência”, conclui Susane.
Associação entre arte e moda
Em seu texto curatorial, Fábio Rheinheimer reforça que a artista evoca a tradição ancestral de abrigo e proteção, diante dos desafios iminentes e perigos externos aos quais o corpo é submetido desde os primórdios.
Na atualidade, ressalta o curador, as armaduras poéticas oportunizam pontual reflexão sobre a ressignificação do fazer artístico a partir da associação entre arte e moda, sob livre orientação de elementos de composição iconográficos do Construtivismo Russo, no caso. “Portanto, segundo a transversalidade do conhecimento aplicado na produção artística”, sublinha Rheinheimer.
Artista Susane Kochhann veste de suas trajes/ Divulgação
SERVIÇO Exposição: “Arquiteturas Corporais
Artista: visual: Susane Kochhann
Curador: Fábio André Rheinheimer
Abertura: 10/01 (sábado), às 11h
Visitação: de 12/01 a 6/3, de segunda a sexta, das 9h às 17h
Museu de Arte do Paço, Praça Montevidéu, 10, Centro Histórico de Porto Alegre