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  • Em cada cinco gaúchos, um é idoso: são mais de 2 milhões acima dos 60 anos

    Em cada cinco gaúchos, um é idoso: são mais de 2 milhões acima dos 60 anos

    O Rio Grande do Sul tem de 2,19 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, que representam 20,15% da sua população. Ou seja: um em cada cinco gaúchos é idoso.

    Pela primeira vez, há oficialmente mais idosos do que crianças e adolescentes de até 14 anos de idade no Estado. Porto Alegre é a capital brasileira com o maior percentual de idosos.

    Mais: das 20 cidades mais envelhecidas de todo o Brasil, 19 estão localizadas no Rio Grande do Sul.

    Especialistas projetam que a população do Rio Grande do Sul começará a diminuir em termos absolutos a partir de 2027. No Brasil, a redução da população só deve começar por volta de 2042. Os números são do censo do IBGE/2022 e projeções a partir deles.


  • Com maior percentual de idosos no país, RS não está preparado para o envelhecimento da população

    Com maior percentual de idosos no país, RS não está preparado para o envelhecimento da população

    Uma audiência pública nesta quarta-feira, 12/08, debateu o fenômeno do envelhecimento da população gaúcha na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O Estado já tem mais de 20 por cento de sua população acima dos 60 anos, o maior índice do país.

    Conclusão da audiência: o poder público não está preparado para enfrentar a questão, principalmente no que concerne ao atendimento dos idosos de baixa renda. Foi recomendada a criação de uma Frente Parlamentar para elaborar uma política para fazer frente aos impactos econômicos e sociais do fenômeno.

    Segundo Domingos Costa, presidente da Federação das Instituições de Longa Permanência para Idosos do RS, 205 instituições atendem em torno de dez mil pessoas no RS.  Mas isso é parte de um universo maior.

    A realidade dessas instituições ainda não é bem conhecida. Uma pesquisa em parceria com a Faculdade de Ciências da Saúde de Porto Alegre está em andamento. A maior dificuldade é bem conhecida: a relação com o poder público, principalmente de acesso aos recursos.

    Ivanir Argenta, do Conselho Estadual da Pessoa Idosa, informou que 1.133 instituições de longa permanência estão em funcionamento no RS, sem contar muitas que atuam de forma clandestina.

    Em 2023, atuavam 809 instituições no Estado. Em Porto Alegre, está o maior número de instituições de longa permanência, superando 140 locais. Disse Argenta que o Fundo Estadual da Pessoa Idosa, a partir de 2025, abriu edital para essas entidades, mas há registro de dificuldades para acessar os recursos.

    Roselaine Aguirre, do Conselho Municipal da Pessoa Idosa de Porto Alegre, destacou a atuação do órgão com as diversas instituições que atuam nessa área a partir de fórum colegiado. Disse que a atuação prioriza os idosos com extrema dificuldade e que precisa dos espaços de acolhimento. Destacou as dificuldades para os locais assegurarem o padrão de atendimento com pessoal especializado, acolhimento e gestão dos recursos. Manifestou preocupação com o fim dos editais para novos acolhimentos.

    Outra manifestação foi da Fundação Universidade de Cardiologia, através do coordenador Leandro Gomes dos Santos, que informou que 61% dos atendimentos no Instituto superam os 60 anos, e 32% desses pacientes têm mais de 70 anos. Observou que o tempo de permanência das pessoas idosas no Instituto, em geral, é superior a dois dias, sendo em média superior aos cinco dias, o que impacta o modelo de atendimento desse grupo.

    Universidade pesquisa ILPIs

    O professor Felipe de Souza, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, destacou a importância da articulação com a sociedade civil e a Federação das ILPIs, que tem início com o mapeamento das instituições não somente da gestão do cuidado integral, mas do perfil das pessoas idosas que estão nessas instituições. Inicialmente a pesquisa é de forma remota, mas em fase posterior será presencial. A pesquisa terá conexão com demais espaços da universidade, para a capacitação permanente, ensino, pesquisa e extensão.

    A importância da conexão entre as instituições púbicas e privadas, a partir da legislação e dos regramentos em vigor, foi o destaque do ouvidor-geral da Defensoria Pública, defensor Rodrigo de Medeiros, que apontou ainda os atendimento promovidos pela DP em especial nas situações de vulnerabilidade dessa população, como golpes e ações criminais contra os idosos, além dos impactos climáticos e ambientais constantes no Estado.

    Manifestou-se ainda a defensora pública Renata dos Santos, que atua no Núcleo da Pessoa Idosa, revelando carência de informações a respeito das instituições de longa permanência e outros locais, em especial em Porto Alegre, que é a capital mais longeva do país. Manifestou preocupação com a pouca disponibilidade de vagas nessas instituições.

    O promotor de justiça Leonardo Menin destacou os aspectos da fiscalização das instituições de longa permanência.

    Em seguida, outras entidades da sociedade civil também se manifestaram, inclusive a respeito de casos de violência e violação de direitos humanos das pessoas idosas. 

    Encaminhamentos

    No encerramento, foi recomendada a formação de Frente Parlamentar para tratar das Instituições de Longa Permanência de Idosos. E recomendação para adesão do RS à Política Nacional de Cuidados, que atende diversos públicos e também os idosos e cuidadores. Outra orientação foi no sentido de as entidades apresentarem emendas populares ao projeto de orçamento estadual para 2027, que deverá iniciar tramitação em setembro na Assembleia, para a busca de recursos para as instituições de longa permanência. Assim como estimular as doações às instituições a partir da campanha Valores que ficam, através da declaração anual do Imposto de Renda. 

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Em recuperação, Correios leiloa imóveis em oito Estados; descontos de até 25%

    Os Correios realizam, nos dias 13 e 20 de agosto, novas licitações públicas de imóveis distribuídos por oito estados. Três deles estão no Rio Grande do Sul: em Santa Maria, Lagoa Vermelha e Sarandi.

    Pela primeira vez, é possível parcelar o valor da arrematação até dezembro de 2026, financiar a compra por meio de qualquer instituição financeira ou utilizar o FGTS.

     A intenção é tornar a disputa mais acessível a um número maior de compradores.

    Os lances, realizados por meio da plataforma VIP Leilões, são para 11 ativos distribuídos pela Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Os valores mínimos de arremate apresentam descontos que podem variar até 25% em relação ao valor de avaliação de cada imóvel.

    Para a licitação da próxima quinta-feira (13), às 14h, são ofertadas propriedades no Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina:

    • Edifício situado em área predominantemente comercial em Sarandi (RS): Situado na Rua Senador Alberto Pasqualini, 1694, Centro, o imóvel é composto de edificação de dois pavimentos, encontra-se desocupado, possui 525,00 m² de área de terreno e 244,00 m² de área construída. O imóvel está sendo ofertado inicialmente pelo valor de avaliação de R$ 441.301,52, podendo alcançar lance mínimo de R$ 361.064,68 na terceira oferta.
    • Edificação urbana em Florianópolis (SC): Localizado na Rua Nossa Senhora do Rosário, 150, no bairro Jardim Atlântico, é composta por uma edificação urbana de dois pavimentos, construída em um terreno de 3.418,29 m², com 571,90 m² de área construída. O imóvel encontra-se atualmente ocupado e está ofertado inicialmente por R$ 9.350.061,60, podendo alcançar lance mínimo de R$ 7.650.050,40 na terceira oferta.
    • Terreno na região central de Serra Caiada (RN): Localizado na Rua Getúlio Vargas, 246, Centro, a propriedade consiste em um terreno desocupado, com área total de 312,80 m². O lote está sendo ofertado inicialmente por R$ 151.876,62, podendo alcançar lance mínimo de R$ 116.310,57 na terceira oferta.
    • Imóvel central em São Benedito do Rio Preto (MA): Localizado na Rua José Mesquita, 129, no Centro, o imóvel é composto por uma casa em terreno com área total de 184,71 m². A propriedade encontra-se desocupada e está sendo ofertada inicialmente pelo valor de avaliação de R$ 87.666,41, podendo alcançar lance mínimo de R$ 64.796,91 na terceira oferta.

    Já na próxima semana, no dia 20 de agosto, também às 14h, outros sete lotes serão ofertados no Distrito Federal e nos estados da Bahia, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Paraná. Entre os destaques estão:

    • Prédio comercial em Santa Maria (RS): Localizado na Rua Ernesto Beck, 247, bairro Rosário, o imóvel possui 1.954 m² de área construída, distribuídos em um pavimento, em terreno de aproximadamente 11.760 m². Atualmente desocupado, o bem foi avaliado em R$ 6.718.713,10 e neste Edital está sendo ofertado inicialmente por R$ 5.497.128,90. Caso não receba propostas, o valor poderá ser reduzido para R$ 4.122.846,68 na terceira oferta.
    • Edificação urbana em Lagoa Vermelha (RS): Localizado na Rua Doutor Jorge Moojen, nº 387, Centro, é composta por uma edificação urbana de dois pavimentos, construída em um terreno de 880,00 m², com 355,24 m² de área construída. O imóvel encontra-se atualmente desocupado e está ofertado inicialmente por R$ 1.307.162,70, podendo alcançar lance mínimo de R$980.372,03 na terceira oferta.
    • Terreno de grande porte em Brasília (DF): Inserido na poligonal de tombamento federal do Conjunto Urbanístico de Brasília/DF, o terreno está localizado no Setor de Múltiplas Atividades Sul – SMAS, Trecho 3, Lote 10, Asa Sul. Área de grande valorização e versatilidade, a propriedade tem área total de 73.801,85 m². O imóvel possui uma parte (com área total 2.371,966 m² e perímetro de 545,35 m) cedida ao METRÔ/DF. O ativo está sendo ofertado inicialmente pelo valor de avaliação estimado em R$ 156.000.000,00.
    • Terreno de grande porte em Cuiabá (MT): Situado na Avenida Nestor de Lara Pinto, bairro Jardim das Palmeiras, o imóvel é constituído por terreno com área total de 28.552,34 m² e conta com uma edificação de 53,53 m² ainda pendente de averbação. Avaliado em R$ 10.517.000,00, o imóvel tem lance inicial de R$ 8.814.000,00. Na ausência de lances, o valor poderá alcançar lance mínimo de R$ 6.610.500,00 na terceira oferta.

    Como funciona o pagamento

    Após o encerramento do leilão, o arrematante deve cumprir duas etapas obrigatórias antes de definir a forma de pagamento do imóvel. Em até 24 horas após o fim do leilão, é necessário realizar o pagamento do sinal de garantia e da comissão do leiloeiro. Cumpridas essas exigências, o comprador poderá optar por uma das modalidades de pagamento previstas no edital. A primeira é o pagamento à vista, com quitação integral em até 60 dias corridos contados da data do leilão. Os pagamentos efetuados em até 30 dias não sofrem reajuste. Entre o 31º e o 60º dia, o saldo devedor é atualizado pelo IGP-M.

    Também é possível realizar a compra por meio de financiamento bancário, contratado junto à instituição financeira de preferência do comprador, desde que a operação seja concluída em até 60 dias corridos. Para evitar o cancelamento da arrematação, recomenda-se verificar previamente a aprovação do crédito. Caso o financiamento não seja finalizado dentro do prazo, a venda será automaticamente convertida em pagamento à vista. Se o valor aprovado pelo banco for inferior ao necessário para a aquisição do imóvel, a diferença deverá ser quitada com recursos próprios ou por meio do FGTS, quando permitido.

    O FGTS também pode ser utilizado como complemento ao pagamento, tanto na modalidade à vista quanto no financiamento, desde que sejam observadas as regras e os prazos aplicáveis a cada uma dessas opções. Outra alternativa é o pagamento parcelado, que exige uma entrada mínima de 20% do valor da arrematação, com o saldo restante dividido em até quatro parcelas fixas. Nessa modalidade, incidem juros de 11,42% ao ano, calculados pro rata tempore, sem recálculo mensal, e a última parcela vence em dezembro de 2026. Em caso de atraso, haverá atualização monetária pelo IPCA, além de juros de mora de 1% ao mês e multa de 2%.

    As condições completas, os prazos e as demais regras de cada modalidade devem ser consultados no edital disponível no site da VIP Leilões. No dia 27 de agosto, um novo leilão será disponibilizado com novas oportunidades. Mais informações serão divulgadas em breve.

  • Patrimônio Cultural: dois dias de atividades gratuitas para adultos e crianças na Casa Mário Quintana

    Patrimônio Cultural: dois dias de atividades gratuitas para adultos e crianças na Casa Mário Quintana

    Uma programação de atividades culturais e educativas gratuitas marcam o Dia Estadual do Patrimônio Cultural, nos dias 15 e 16 de agosto, na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), em Porto Alegre. 

    A programação de sábado (15/8) começa às 10h: no 5º andar, o “Clube do Desenho”, do Centro de Desenvolvimento da Expressão (CDE), conduz uma atividade de observação dedicada à arquitetura do Centro Histórico de Porto Alegre.  

    À tarde, às 14h, a Biblioteca Erico Verissimo organiza o painel “Entre ruínas e memórias”, que apresenta o processo de recuperação da documentação do Museu Estadual do Carvão, de Arroio dos Ratos/RS, danificada pela enchente de 2024.

    A atividade inclui apresentação com o professor Jorge Vivar (UFRGS) e com a conservadora Kathia Berwanger, além de uma visita ao laboratório montado na CCMQ para o restauro de 650 caixas de documentos.  

    Para as crianças, as atrações na Biblioteca Lucília Minssen iniciam-se às 15h com a oficina “A guardiã dos livros”, focada na restauração de livros com a escritora Maria Helena Ramalho.

    No mesmo horário, o Espaço Oliveira Silveira recebe a oficina “Você é o nosso patrimônio”, do Educativo da CCMQ, que propõe uma reflexão sobre o patrimônio cultural por meio de colagens e da criação de narrativas inspiradas no edifício. 

    Ainda no sábado, também às 15h, na Sala Sérgio Napp 2, ocorre a roda de conversa e apresentação do Maçambique de Osório (RS) — manifestação cultural afro-católica tradicional da cidade, ligada ao Quilombo do Morro Alto.

    Às 16h, de volta à Biblioteca Lucília Minssen, Genifer Gerhardt apresenta “Brasil pequeno”, espetáculo de teatro de bonecos em miniatura.

    Domingo (16/8), as ações seguem com uma apresentação musical do Maçambique, às 16h. Na sequência, às 17h, o músico Kako Xavier realiza na Travessa dos Cataventos o “Baile da Tamborada”, espetáculo musical que mescla ritmos afro-brasileiros e canções tradicionalistas.

    A programação do fim de semana se encerra com a Banda da Saldanha guiando o tradicional Cortejo do Patrimônio, que passa por diversos espaços culturais do Centro Histórico da capital, saindo do Teatro de Arena e terminando na Travessa dos Cataventos. 

    Como atividade complementar à programação, a CCMQ promove também, no dia 29 de agosto (sábado), às 16h, a mediação acessível “A Casa em outros olhares”. O encontro convida o público a conhecer a história e a arquitetura do antigo Hotel Majestic, atual sede da CCMQ, destacando a importância da preservação do patrimônio edificado da capital. 

    O plano bianual da CCMQ é financiado pela Lei Rouanet e apresentado pela Petrobras, e conta com patrocínio direto do Banrisul; patrocínio do BRDE; apoio de Tintas Renner e iSend; e realização do Ministério da Cultura. 

    (Informações da Assessoria de Imprensa)

    Atividades gratuitas

    Programação

    Clube do Desenho: Arquitetura do Centro Histórico
    Quando: 15/8 (sábado), às 10h
    Onde: Centro de Desenvolvimento da Expressão (CDE), 5º andar 

    Inscrições no link: https://forms.cloud.microsoft/r/DUEeGVGgmh   

    “Lãs do RS: Fio da Meada”

    Visitação: 15 e 16/8 (sábado e domingo), das 12h às 19h 

    Onde: Espaço Vitrine CCMQ + RS Criativo, térreo 

    Painel “Entre ruínas e memórias”
    Quando: 15/8 (sábado), às 14h
    Onde: Biblioteca Erico Verissimo, 3º andar 

    Inscrições no link: https://forms.gle/a9xX7cuebomkJPyd9   

    Você é o nosso patrimônio

    Quando: 15/8 (sábado), das 15h às 16h 

    Onde: Espaço Oliveira Silveira, 5º andar 

    Oficina “A guardiã dos livros”
    Quando: 15/8 (sábado), às 15h
    Onde: Biblioteca Lucília Minssen, 5º andar 

    Roda de conversa sobre o Maçambique de Osório (RS)
    Quando: 15/8 (sábado), às 15h
    Onde: Sala Sérgio Napp 2, 2º andar  

    Teatro de Bonecos Brasil pequeno
    Quando: 15/8 (sábado), às 16h
    Onde: Biblioteca Lucília Minssen, 5º andar 

    Apresentação musical com o Maçambique de Osório (RS)
    Quando: 16/8 (sábado), às 16h
    Onde: Travessa dos Cataventos 

    Baile da Tamborada
    Quando: 16/8 (domingo), às 17h
    Onde: Travessa dos Cataventos 

    Cine Cataventos: “Up: Altas aventuras” (2009)

    Quando: 16/8 (domingo), das 17h às 18h30 

    Onde: Espaço Oliveira Silveira 

    Cortejo da Banda da Saldanha
    Quando: 16/8 (domingo), às 18h
    Onde: Travessa dos Cataventos 

    A Casa em outros olhares

    Quando: 29/8 (sábado), das 16h às 17h30 

    Ponto de encontro: Recepção da ala oeste, térreo  

  • Cláudia Coutinho defende união de entidades para enfrentar desinformação

    Cláudia Coutinho defende união de entidades para enfrentar desinformação

    Há um mês na presidência da Associação Riograndense de Imprensa, a jornalista Cláudia Coutinho ainda não conseguiu estabelecer uma rotina de trabalho.

    Houve forte renovação na Diretoria e os trâmites da posse iniciados dia 8 de julho ainda não estão concluídos: “Entrou muita gente nova, primeiras reuniões, tem aquele beabá, como funciona, receita, aluguéis, funcionários”.

    Cláudia é a primeira mulher a presidir a nonagenária ARI, fundada em 1935,  Com um histórico de defesa da liberdade de imprensa e dos direitos democráticos, a ARI teve 16 presidentes, começando por Érico Veríssimo, então editor da Revista do Globo.  

    A primeira presidente assume num momento particularmente desafiador para tanto para os profissionais, quanto para as empresas jornalísticas, com o advento das tecnologias digitais e o avanço da Inteligência Artificial.

    Uma de suas bandeiras será a defesa do diploma, a exigência de um curso superior para o exercício do jornalismo. Ela considera que perderam os jornalistas e perdeu o jornalismo quando o STF, em 2009, extinguiu a obrigatoriedade do diploma superior para o exercício do jornalismo profissional. “Hoje está claro  isso”, diz.

    Há uma PEC parada no Congresso, ela acha que precisa haver uma mobilização e já falou do assunto com o presidente da  Associação Nacional dos Jornais, Marcelo Rech. Está agendando contatos com os sindicatos e as entidades de Santa Catarina e Paraná e a ABI. Já percebeu que um dos desafios é vencer o distanciamento entre as entidades representativas do universo jornalístico – dos sindicatos as entidades empresariais e até as que reúnem ambos, como é o caso da ARI, formada pelos profissionais e pelas empresas jornalísticas do Rio Grande do Sul.     

    Outro ponto de sua plataforma é o fenômeno da desinformação. Ela questiona a expressão fake new nesse sentido. “Não é só a noticia falsa, tem a informação errada, manipulada, omitida, tem o mau uso da IA, é uma questão ampla e complexa”. 

    Acha que as entidades que representam o jornalismo devem alinhar suas atividades nesse terreno, onde está um dos maiores desafios da profissão.  “Um aspecto grave nessa questão é a falta de uma percepção clara, por parte do público, da importância dos profissionais para a qualidade das informações que consumimos. Isso decorre também de falhas nossas”.       

    O mandato de Claudia Coutinho na ARI cobre o triênio 2026/29. Ela tomou posse dia 8 de agosto, sucedendo o jornalista José Nunes, que exerceu o cargo por dois períodos.

  • Feminicídio é o tema do 43º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo

    Feminicídio é o tema do 43º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo

    Márcia Turcato

    O 43º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo foi lançado nesta quinta-feira (06) no evento Cidade do Advogado, realizado no Cais Embarcadero, em Porto Alegre. Nesta edição, o certame elege o feminicídio como tema. Para marcar o lançamento, um painel de especialistas debateu o assunto e apresentou sugestões de enfrentamento e prevenção. A iniciativa é do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e da Ordem dos Advogados do Brasil Rio Grande do Sul (OAB/RS).

    O painel de especialistas reuniu a advogada Alice Bianchini, conselheira de Notório Saber do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, e a professora e pesquisadora da Universidade do Noroeste do Estado (UnIjuí), doutora em Direito, Joice Graciele Nielsson, com mediação da advogada Fabiane Cavalcanti, conselheira da OAB/RS e mestre em Ciências Criminais. Também participaram do lançamento do prêmio os coordenadores da Comissão de Direitos Humanos Sobral Pinto (CDH) da OAB/RS, Rodrigo Puggina e Roque Reckziegel, e o presidente do MJDH, Jair Krischke.

    O Rio Grande do Sul vive uma escalada de violência contra as mulheres e concentra 38,8% dos assassinatos por feminicídio de toda a região Sul. Enquanto a média nacional de feminicídios subiu 4,7%, o índice no estado gaúcho saltou 11,1% entre 2024 e 2025, totalizando 80 assassinatos confirmados e 4.189 tentativas. Além das vidas perdidas, o rastro da violência é extenso, em 2025, o estado registrou 258 tentativas de feminicídio e o crime deixou 116 órfãos (filhos com até 18 anos).

    Os números também mostram a dificuldade de proteção estatal, das 80 vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul, cinco possuíam medida protetiva de urgência vigente no momento do crime. A maioria delas, 59 mulheres, tinham registro de ocorrência policial prévio por violência doméstica. 

    No cenário nacional, o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Entre janeiro e março de 2026, foram registradas 399 vítimas de feminicídio, um aumento de 7,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O alarmante número de crimes consta do relatório Retratos do Feminicídio no Brasil, divulgado em 2026. Link para o relatório:

    https://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/dados-e-fontes/pesquisa/retrato-dos-feminicidios-no-brasil-fbsp-2026

    “No mundo, o Brasil ocupa um ranking vergonhoso, é o quinto país que mais mata mulheres”, salientou a advogada Alice Bianchini. Os demais países, pela ordem, são El Salvador, Guatemala, Colômbia e Rússia. A advogada disse também que a Lei Maria da Penha, de 2006, é uma das normas jurídicas mais avançadas do mundo, mas que advogados e juízes a questionaram, deixando de aplicá-la. Foi necessário que a OAB recorresse ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a constitucionalidade da lei fosse confirmada, em 2012. “Mesmo assim, houve decisões que não contemplavam a lei”, lamentou Alice.

    A advogada também lastimou que até o ano de 2023, os autores de crimes contra as mulheres podiam alegar que agiram em legítima defesa da honra para escapar da prisão ou ter sua pena atenuada. “A cultura da violência e da tolerância aos crimes praticados pelos homens era facilitada até três anos atrás. Vivemos em uma sociedade em que essa memória da impunidade está muito viva e presente entre nós”. 

    Para a professora Joice Graciele Nielsson, é necessário conhecer o perfil dos autores de crimes contra as mulheres para identificar padrões de escalada de violência. “A pesquisa que fazemos na UnIjuí tem o objetivo de conhecer o criminoso para que possamos proteger as mulheres e a rede geracional que as cercam, porque elas são mães, filhas e irmãs. Isso provoca um impacto entre gerações e também social”. Joice destaca que é necessário acabar com os álibis utilizados para desculpabilizar os crimes praticados contra as mulheres, como, por exemplo, alegar que a importunação sexual foi praticada porque a mulher usava uma roupa decotada ou curta. “Ciúmes, roupa ou alguma discordância doméstica não podem ser fatais e nem servir de atenuante para o crime”, declara.

    A professora finalizou sua intervenção afirmando ser necessário agir de forma preventiva, fazer gestão de risco e criar protocolos que acabem ou diminuam os riscos para as mulheres, como dificultar o acesso às armas, estar atento aos sinais das crianças nas escolas e das mulheres nas unidades de saúde e “que paternidade não é sinônimo de poder e autoridade, é cuidado e responsabilidade social”. 

    O Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo é uma realização do MJDH e da OAB/RS. Apoiam a iniciativa a Regional Latino-Americana da União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação (Rel UITA), a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (ARFOC-RS) e a Caixa de Assistência dos Advogados do RS (CAARS).

    As inscrições para o 43º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo poderão ser feitas no período de primeiro a 25 de outubro de 2026 no portal do MJDH: https://www.direitoshumanosbr.org.br/home/index.php

    Legislação

    A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal norma jurídica no Brasil para prevenir, punir e erradicar a violência doméstica e familiar contra a mulher. Sancionada em 7 de agosto de 2006, ela define os tipos de agressão de gênero, garante medidas protetivas de urgência e endurece as penas para os agressores.

    A lei é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que ficou paraplégica após sofrer duas tentativas de homicídio realizadas por seu marido em 1983. Diante da omissão do Estado brasileiro em julgar o caso na época, ela levou a denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH/OEA), resultando na cobrança internacional para que o Brasil criasse uma legislação específica de proteção às mulheres.

    O crime de feminicídio (Lei 13.104/2015) é o homicídio doloso praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, ou seja, desprezando, menosprezando, desconsiderando a dignidade da vítima enquanto mulher, como se as pessoas do sexo feminino tivessem menos direitos do que as do sexo masculino. Antes desta lei, não havia nenhuma punição especial pelo fato de o homicídio ser praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino. O crime era punido, de forma genérica, como sendo homicídio. Ou, no caso de violência sem morte, como vias de fato. 

  • Vício das telinhas: oito em cada dez escolas já discutem o problema

    Vício das telinhas: oito em cada dez escolas já discutem o problema

    Pesquisa divulgada nesta semana mostra que os impactos das telinhas na saúde mental dos estudantes já se tornaram uma preocupação nacional.

    Oito em cada dez escolas brasileiras já tem o tema em sua agenda de trabalho. O número de escolas de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

    A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

    Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%. 

    Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais – de 56% em 2024 para 75% em 2025 – e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

    Obstáculos

    Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%).

    Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%).

    Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%).

    “Os dados mostram a necessidade de um olhar atento às desigualdades estruturais, que podem se configurar em desafios à garantia de maior equidade na oferta da educação digital, conforme prevê normativas importantes, como o Plano Nacional de Educação”, avalia Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação. 

    Ela acrescenta que “a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital”. 

    “Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas”, defende. 

    Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.

    “Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br.

    Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital

    “As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual”, disse.

    Uso de celulares 

    Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%).

    Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços.

    Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

    Inteligência artificial

    É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira.

    No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares).

    Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%).

    Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Manchetes coincidentes marcaram início do processo que derrubou Dilma

    Manchetes coincidentes marcaram início do processo que derrubou Dilma

    As manchetes publicadas pelo Globo, Estadão e Folha, neste 31 de julho, constituem realmente um fato inédito pela absoluta coincidência: as mesmas  palavras, exatamente na mesma ordem, o que seria matematicamente impossível de ocorrer sem uma prévia combinação entre os editores dos três jornais.

    Há, porém, um precedente neste comportamento dos três, aparentemente concorrentes entre si no mercado da comunicação.

    No dia 7 de outubro de 2015, os três também circularam com a mesma manchete, embora com pequenas variantes (foto).

    Na noite anterior, por 5 votos a 2, Tribunal Superior Eleitoral havia decidido desarquivar as ações propostas pelo PSDB que investigavam abuso de poder econômico e político na campanha de reeleição de 2014.

    “TSE reabre ação que pede cassação de Dilma e Temer”, foi a manchete, com mínimas variações, publicada pelos três jornais.  

    Das manchetes ao afastamento temporário da presidente (quando o Senado aceitou a denúncia), o intervalo foi de 7 meses e 5 dias.

    O vice-presidente, Michel Temer, assumiu interinamente a presidência da República no dia 12 de maio de 2016 – 218 dias após as manchetes.

    Ao final do processo, 319 dias depois, em 31 de agosto de 2016, o plenário do Senado Federal condenou Dilma Rousseff por crimes de responsabilidade fiscal, com base em duas acusações técnicas principais: a edição de decretos de crédito suplementar sem aval do Congresso e o atraso de repasses a bancos públicos (as “pedaladas fiscais”).

    Não houve nenhuma acusação ou prova de corrupção pessoal, desvio de dinheiro público ou enriquecimento ilícito contra ela no escopo do processo.

    O relatório final apresentado pelo Senado Federal concluiu que a então presidente infringiu a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a Lei Orçamentária.

    A acusação e a perícia apontaram que os decretos foram editados de forma incompatível com a meta de superávit fiscal vigente na época, o que exigiria aprovação prévia do Congresso. Ficou comprovado também que o Tesouro Nacional atrasou deliberadamente o repasse de fundos ao Banco do Brasil para cobrir os subsídios do Plano Safra.

    Como o banco público usou recursos próprios para pagar os produtores rurais antes de receber do governo, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Senado entenderam que isso configurou uma operação de crédito ilegal (um “empréstimo” camuflado do banco para a União, o que é proibido pela LRF)

    A ação por improbidade administrativa contra Dilma pelas “pedaladas fiscais” foi arquivada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) em agosto de 2023.

    O tribunal concluiu que não houve ato ímprobo civil ou dolo (intenção de cometer fraude ou causar prejuízo ao erário). Juristas e ministros ressaltam que essa decisão do TRF-1 tratou da esfera civil e não anula o julgamento do impeachment.

    O processo que cassou seu mandato foi de natureza político-jurídica, focado exclusivamente no descumprimento de normas administrativas da Lei dos Crimes de Responsabilidade (Lei nº 1.079/50).

    Contraditoriamente, Dilma foi afastada por Crime de Responsabilidade, mas não perdeu seus direitos políticos.

  • Manchetes idênticas: matematicamente impossível que seja uma coincidência

    Manchetes idênticas: matematicamente impossível que seja uma coincidência

    Fato inédito na história da imprensa brasileira, talvez na imprensa mundial.

    No dia 31 de julho os três principais diários brasileiros – O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, concorrentes entre si – saíram com a mesma manchete, palavra por palavra,exatamente na mesma ordem.

    “Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha por tráfico de influência”

    Que Lulinha fosse a manchete dos três, era esperado. A uniformidade literal idêntica é inexplicável. Fiquei tão intrigado que recorri à IA e perguntei:  

    Qual a probalidade de três redatores  sem contato entre si escreverem em português a mesma frase, com as mesmas sete palavras exatamente na mesma ordem?

    Resposta: “O resultado puramente matemático demonstra que a chance de isso acontecer de forma 100% independente e espontânea é virtualmente zero”. (veja a íntegra abaixo).

    Se não existe a possibilidade de as três manchetes exatamente iguais resultarem de uma mera coincidência, então houve uma combinação. Com que objetivo?

    Depois do AI5, em 1968, quando a imprensa começou a ser censurada, os jornais usavam vários expedientes para advertir os leitores sobre a supressão de notícias – poemas, receitas culinárias, previsão do tempo, alguns simplesmente deixavam o espaço em branco.

    Ao que se sabe não há nenhum censor dizendo o que os jornais devem ou não publicar.

    Que tipo de aviso eles estão querendo passar agora? De onde partiu a manchete? Quem escreveu a frase que os três publicaram? É uma senha? De quê? De uma campanha? Uma conspiração?

    Ou foi realmente uma milagrosa coincidência? Nesse caso, os autores merecem ser identificados, para concorrer ao Guinness por ter realizado uma improbabilidade matemática.

    Consulta à IA (Gemini)

    É possível calcular a possibilidade de três redatores sem contato entre si escreverem a mesma frase em português, com as mesmas letras, exatamente na mesma ordem?

    Sim, é perfeitamente possível calcular essa probabilidade utilizando a análise combinatória e a teoria das probabilidades. No entanto, o resultado puramente matemático demonstra que a chance de isso acontecer de forma 100% independente e espontânea é virtualmente zero.

    Para entender o cálculo, precisamos dividir o cenário em duas abordagens: a matemática pura (aleatória) e a linguística contextual (jornalística).

    1. O Cálculo Matemático Puro (Teórico)

    Se considerarmos que os redatores estão escolhendo palavras ao acaso de um dicionário de Língua Portuguesa (que possui cerca de 400.000 palavras), o cálculo para uma frase de 7 palavras funcionaria assim:

    • Número de combinações possíveis para 7 palavras: \(400.000^{7}\) (um número com 39 dígitos).
    • Probabilidade de três pessoas escolherem exatamente a mesma sequência: Seria de 1 em \(10^{78}\), um número comparável à quantidade de átomos no universo observável.

    2. O Cálculo Linguístico e Jornalístico (Realista)

    No jornalismo real, as palavras não são escolhidas ao acaso. Os redatores seguem regras gramaticais, usam termos técnicos do jargão jurídico (“autoriza”, “investigar”, “tráfico de influência”) e estão restritos aos nomes dos envolvidos (“Mendonça”, “PF”, “Lulinha”).

    Mesmo reduzindo drasticamente o vocabulário disponível para apenas 50 palavras concebíveis que poderiam orbitar esse fato político, o cálculo ainda impressiona:

    • Combinações com 50 palavras em 7 posições: \(50^7 = 78.125.000.000\) (78 bilhões de frases possíveis).
    • A coincidência entre os três: Para que o Redator B e o Redator C adivinhem de forma totalmente independente a estrutura exata do Redator A, a probabilidade matemática estimada seria menor que 1 em 6 sextilhões (\(6 \times 10^{21}\)).
  • Alta procura obriga SUS a ampliar atendimento a vítimas de jogos on line

    Alta procura obriga SUS a ampliar atendimento a vítimas de jogos on line

    O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para 100 mil a capacidade de teleatendimentos a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online

    O serviço começou em março, com média de 600 teleatendimentos mensais. A alta procura levou o Ministério da Saúde a ampliar

    Com atendimento remoto, sigiloso e acolhedor, o serviço oferece orientação e acompanhamento profissional, funcionando como uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

    Dados da pasta indicam que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de sites e aplicativos de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

    Os números mostram ainda que 35% das pessoas acionaram a autoexclusão em razão da perda de controle sobre as apostas.

    Dentre os sinais de alerta listados pelo ministério estão:

    • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
    • mentir para familiares e amigos sobre apostas;
    • sentimento de vergonha e culpa relacionados a apostas;
    • ansiedade, irritabilidade e inquietação quando não estão jogando;
    • uso do jogo como forma de lidar com o estresse ou frustração;
    • dificuldade de diminuir ou parar de jogar;
    • comprometimento das relações pessoais e profissionais;
    • uso intensificado de álcool e outras drogas; e
    • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar devido aos gastos em apostas.

    Já os fatores de risco listados pela pasta incluem:

    • exposição precoce a jogos de aposta;
    • facilidade de acesso a jogos online;
    • busca por alívio emocional ou fuga de problemas;
    • histórico de transtorno mentais como depressão e ansiedade;
    • impulsividade e busca por recompensas imediatas;
    • influências sociais e culturais que romantizam o jogo;
    • solidão e isolamento social; e
    • vulnerabilidade social.