Autor: da Redação

  • Artista visual Erico Santos homenageia os 254 anos de Porto Alegre

    Artista visual Erico Santos homenageia os 254 anos de Porto Alegre

    A Gravura Galeria de Arte homenageia os 254 anos de Porto Alegre com uma exposição do artista visual Erico Santos que retrata locais históricos da capital.

    A Sala Negra da galeria, na Rua Coronel Corte Real, 647, bairro Petrópolis, recebe dez telas a óleo em que Erico usa paleta vibrante e harmoniosa, que transmite uma sensação de luminosidade, de acordo com análise do professor de artes José Francisco Alves.

    Erico Santos diante da Ponte de Pedra. Um dos locais homenageados pelo artista. Foto Carlos Souza/Divulgação

    A abertura da mostra “Erico Santos por Porto Alegre” acontece nesta quinta-feira, 19/03, das 17h às 19h, e a visitação se estende até 31 de março.

    Já o professor Armindo Trevisan diz que Erico não abstrai do legado figurativo que devemos aos grandes mestres do passado: “É uma estética que, sem pedantismo nem pretensão, se mostra superior, e alérgica ao consumismo visual”.

    Entre os trabalhos estão, por exemplo, os que retratam a Ponte de Pedra (construída entre 1848 e 1854), o Viaduto da Borges (inaugurado em 1932) e o Monumento aos Açorianos, criado pelo artista Carlos Tenius, em tributo aos imigrantes que deram origem à cidade, cuja data de aniversário é 26 de março.

    Ampliando a amostragem das obras, pode-se citar ainda as pinturas da Igreja Nossa Senhora das Dores, construída em 1807 e elevada à condição de Basílica Menor pelo Papa Francisco, em 2022; e a Praça Montevidéu, de um ângulo que contempla a Fonte Talavera da la Reina, criada em 1855 pelo ceramista espanhol Juan Ruiz de Luna, o Museu do Paço (prédio da antiga prefeitura), de 1901, e o Mercado Público, inaugurado em 1869. 

    Nascido em Cacequi, Erico Santos, de 74 anos de idade e 51 de carreira, morou em Santa Maria e São Paulo, antes de se estabelecer em Porto Alegre. Há cerca de 20 anos divide-se entre a capital gaúcha e Milão, onde também tem ateliê.

    Bastante conhecido no estado e fora dele pelo tema das colhedeiras de flores, Erico, na exposição da Gravura, usa “tons quentes e frios que proporcionam um contraste equilibrado, em composição que confere profundidade”, acrescenta o professor Francisco Alves na sua análise. “As pinceladas soltas e expressivas de Erico, e o uso da luz e sombra, sugerem uma atmosfera dinâmica e cheia de movimento”, enfatiza o especialista. 

  • Concessão do Cais Mauá trava, de novo

    Concessão do Cais Mauá trava, de novo

    A concessão do Cais Mauá vive um novo impasse. O consórcio Pulsa RS, vencedor da licitação, solicitou ao governo gaúcho a prorrogação do prazo para a assinatura final do contrato, prevista para quarta-feira, 11 de março. Com isso, o grupo fica dispensado, por ora, do pagamento de mais de R$ 11 milhões ao Estado e da apresentação da documentação necessária para assumir a gestão dos armazéns.

    O consórcio afirma que precisa reavaliar a viabilidade financeira e operacional do projeto diante de mudanças recentes, como os impactos da enchente de maio de 2024 e a extensão do prazo contratual do Cais Embarcadero — que foi renovado por mais cinco anos aos atuais responsáveis em contrapartida aos restauros pós-enchente. O governo estadual informou que o pedido será analisado “técnica e juridicamente” e que, caso não seja aceito, a licitação poderá ser cancelada.

    O leilão para o Cais ocorreu em fevereiro de 2024 e teve o Pulsa RS como único participante. Inicialmente, o contrato deveria ser assinado em até 90 dias, mas a calamidade climática atrasou o cronograma.

    O projeto prevê investimentos de R$ 353,3 milhões, incluindo a revitalização de 12 armazéns históricos e um novo sistema de proteção contra cheias, além da possibilidade de empreendimentos imobiliários nas docas. No entanto, o destino do Muro da Mauá permanece incerto.

    Esta é a segunda concessão do Cais Mauá, na verdade. A primeira, formalizada em dezembro de 2010, terminou em maio de 2018, quando uma operação da Polícia Federal revelou uma enorme fraude financeira que dilapidou R$ 130 milhões captados junto a fundos de previdência. Esta história já foi contada pelo JÁ em edição especial.

    Íntegra da nota do consórcio Pulsa RS:

    O Consórcio Pulsa RS solicitou ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul a prorrogação do prazo para a assinatura do contrato definitivo da concessão do Cais Mauá, inicialmente prevista para o dia 11 de março. A medida decorre da necessidade de reanálise da viabilidade financeira e operacional do projeto, considerando fatos recentes que impactam o cenário do empreendimento, especialmente os desdobramentos relacionados à extensão do prazo contratual do Cais Embarcadero.

    O consórcio reafirma seu compromisso com a revitalização do Cais Mauá e segue em diálogo com o Governo do Estado para que a assinatura do contrato ocorra em bases sólidas e alinhadas à realidade atual do projeto.

    **Clique aqui para ler mais sobre a concessão do Cais na coluna Economics

  • OSPA e grandes nomes da música gaúcha celebram 400 Anos das Missões

    OSPA e grandes nomes da música gaúcha celebram 400 Anos das Missões

    Para celebrar os quatro séculos das Missões Jesuíticas Guaranis a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) promove um encontro artístico com a tradição gaúcha no concerto “400 Anos das Missões”. Sob regência de Manfredo Schmiedt, orquestra e artistas missioneiros convidados interpretam algumas das canções mais representativas da região. Promovido pela Secretaria da Cultura (Sedac), a apresentação ocorre no Complexo Cultural Casa da OSPA na sexta-feira (13/3), às 20h. Os ingressos custam entre R$ 15 e R$ 70 na plataforma Sympla. O concerto também será transmitido ao vivo pelo canal da OSPA no Youtube.

    A apresentação reúne no palco da Casa da OSPA a histórica Família Ortaça, que será representada por Marianita, Gabriel e Alberto Ortaça, filhos de Pedro Ortaça — último “Tronco Missioneiro” vivo e referência da cultura popular missioneira.

    Família Ortaça. Foto Divulgação/OSPA

    Como participações especiais, o concerto contará com o contrabaixista uruguaio Miguel Tejera, reconhecido por sua atuação na cena instrumental sul-americana, e o violonista, compositor e produtor Guilherme Castilhos, premiado em importantes festivais do Estado.

    O repertório valoriza sobretudo os quatro representantes do tronco missioneiro: Pedro Ortaça, Cenair Maicá, Jayme Caetano Braun e Noel Guarany. “Esses quatro nomes são a essência desse concerto, cada um tem pelo menos uma obra bem importante presente no repertório. Além disso, temos outras obras que foram de festivais e outros eventos ao redor das missões”, comenta o diretor artístico da OSPA, Manfredo Schmiedt.

    A ponte entre a música regional e a sonoridade sinfônica foi construída com arranjos inéditos compostos pelo violinista da OSPA Dhouglas Umabel, que tem formação clássica, mas também ampla experiência em festivais de música regional gaúcha. Todos os arranjos do concerto, com exceção de “Milonga para as Missões”, que foi arranjada pelo violinista da OSPA Arthur Barbosa, são de Umabel. 

    Participam ainda nomes consagrados como Lucio Yanel, um dos pilares do violão solista na música sulina; Ernesto Fagundes e Neto Fagundes, representantes de uma linhagem que mantém viva a tradição do Pampa em diálogo com a contemporaneidade; Shana Müller, uma das principais vozes femininas da música regional e latino-americana; Érlon Péricles, compositor de destaque e autor recorrente dos temas dos Festejos Farroupilhas; Patrício Maicá, herdeiro artístico de Cenair Maicá; Laura Guarany, intérprete da tradição missioneira e da herança de Noel Guarany; Lincon Ramos, gaiteiro, cantor e multi-instrumentista com três décadas de atuação; e Angelo Franco, cantor e compositor com mais de seiscentas músicas gravadas e trajetória marcada pela integração cultural missioneira.

    O espetáculo está estruturado em três partes temáticas: “Parte I – O Grito e a Resistência”, que evoca o trabalho de Pedro Ortaça na preservação da tradição; “Parte II – A Alma, o Verso e a Mística”, que ressalta o lirismo do cancioneiro regional, incluindo o poema campeiro “Bochincho”, de Jayme Caetano Braun; a “Parte III – Legado, União e Fronteiras” reafirma os laços entre passado e presente com obras como Veterano (Antônio Augusto Ferreira / Ewerton Ferreira) e Milonga para as Missões (Gilberto Monteiro); e o encerramento traz de volta ao palco todos os artistas convidados para interpretar o emocionante “Canto dos Livres” (Cenair Maicá). “É um repertório que fala das músicas da região das Missões, mas também como isso se espalhou pelo Rio Grande do Sul e formou a nossa cultura de música tradicional gaúcha”, pontua o diretor artístico da OSPA.

    Programação 400 Anos das Missões – O concerto da OSPA integra o conjunto de ações orientado pelo Decreto nº 57.369/2023, que institui 2026 como o ano oficial das Missões. O calendário comemorativo do governo estadual valoriza o patrimônio histórico e cultural das Missões Jesuíticas Guaranis, fundadas em 1626, enquanto promove o desenvolvimento sustentável da região.

    Serviço 

    Concerto especial da Ospa celebra os 400 Anos das Missões Jesuíticas Guaranis

    Quando: Sexta-feira (13/3), às 20h

    Onde: Complexo Cultural Casa da Ospa (Caff – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS)

    Ingressos: De R$ 15 a R$ 70, na bilheteria do Complexo Cultural Casa da Ospa no dia do concerto, das 15h às 20h

    Descontos: Ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo Ospa, associados AAMAC RS, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de  sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem

    Estacionamento: Gratuito, no local

    Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 6 anos

    Transmissão ao vivo: A partir das 20h, no canal da Ospa no YouTube
    O evento disponibiliza medidas de acessibilidade.

  • É preciso defender o Jardim Botânico de Porto Alegre

    É preciso defender o Jardim Botânico de Porto Alegre

    CLEBER DIONI TENTARDINI

    O Jardim Botânico de Porto Alegre (JBPA) tem 67 anos e é considerado um dos cinco melhores e maiores do Brasil. Possui 28 coleções científicas que somam mais de 4.200 plantas, incluindo espécies raras, ameaçadas de extinção e endêmicas, que são encontradas apenas no RS. No local há animais silvestres, entre mamíferos, répteis, anfíbios e peixes, e mais de 100 espécies de aves.

    Em 2003, o JBPA foi declarado Patrimônio Cultural do Estado (Lei nº 11.917). O que não dá para aceitar é que até hoje esse museu vivo da flora rio-grandense não faça parte do Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre.

    Um projeto do então vereador Marcelo Sgarbossa, do PT na época, propôs em 2017 o tombamento do imóvel, o que impediria quaisquer alterações que descaracterizassem o Jardim Botânico. A proposta foi analisada por duas comissões, mas não chegou a ser votada no plenário da Câmara Municipal. 

    Aquele espaço de conservação já perdeu mais da metade dos 81,5 hectares de sua área original, desde que foi criado em 1958. Restaram 36 ha. Alguns falam em 39ha porque incluem a área ao lado, onde a Fepam mantinha laboratórios. Hoje, uma parte daquele espaço é usada como depósito de veículos oficiais. Em outra parte do terreno, nos fundos, há coleções arbóreas.

    Acompanhei todo o processo de extinção da Fundação Zoobotânica do RS, a partir de agosto de 2015, decidida pelo tenebroso governo José Sartori e apoiada pelos vendilhões do templo, praticamente os mesmos de sempre. Publiquei mais de 60 reportagens sobre o JBPA, o Museu de Ciências Naturais e o Parque Zoológico. As três instituições estavam amparadas pela FZB. Rendeu o livro Patrimônio Ameaçado (Editora JÁ).

    Abraço simbólico na Fundação ocorrido em 11 de agosto de 2015. Foto: Cleber Dioni Tentardini/JÁ

    Até 2014, estava na presidência da fundação a geógrafa Arlete Pasqualetto, que permaneceu durante toda a gestão Tarso Genro. Inclusive, naquele ano foi produzida a última “Lista Vermelha”, de espécies ameaçadas de extinção, uma obrigação legal que o Estado vem descumprindo. Em 2015, com o novo governo, do MDB, assumiu a FZB o geólogo José Wenzel, analista ambiental da Fepam na época, e como era um defensor daquele espaço de conservação, durou seis meses apenas.

    Com o fim da FZB, cessaram as verbas de instituições nacionais e internacionais para grandes projetos e pesquisas científicas, trabalhos que levaram a fundação a ser reconhecida mundialmente. Recursos valiosos que eram usados inclusive para manutenção dos acervos e do seu patrimônio material. Com orçamento reduzido, até uma reforma no telhado do prédio do Museu demorou dez novelas. Ficou pronto, enfim. Pelo menos não chove mais dentro das salas.

    O governo Leite gastou os tubos para elaborar editais para concessão à iniciativa privada do JBPA, do Museu e Zoo. No leilão do Zoo, ninguém deu nem um punhado de alfafa como lance. Depois, vieram os projetos mirabolantes para o JBPA e o Museu, com seu riquíssimo acervo. Estiveram por lá a convite do governo estadual, por exemplo, administradores do Bondinho do Pão de Açucar, da Opus – a gigante do entretenimento pertencente à família Zaffari, entre outros anônimos. Nenhuma informação a respeito e, como se sabe, a falta de transparência dá margem a boatos e levantou-se a hipótese de o Zaffari querer construir um grande centro cultural ou um shopping Bourbon no local. O diz que me disse ganhou volume e obrigou o grupo supermercadista a emitir nota à imprensa, agora sim, informando que isso tudo era fantasioso. Na verdade, o empreendimento existe, o tal Belvedere, e está sendo construído a duzentos metros do JB, ladeira acima na Tarso Dutra, continuação da Salvador França.    

    A atual diretoria do JBPA faz malabarismos com os parcos recursos. Sem autonomia, com o orçamento acorrentado ao cofre da administração direta do governo, através da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA), o futuro da área continua incerto. Afinal de contas, a quem interessa essa vulnerabilidade?

    É preciso entender que o ​Jardim Botânico não é um mero espaço de lazer, um simples depósito de plantas ou um parque para a iniciativa privada instalar uma roda gigante e terceirizar a venda de hambúrguer em contêiner.

    O JB ​​é um guardião de espécies ​​​raras e ameaçadas de extinção​ de plantas e árvores nativas do Rio Grande do Sul​, com banco de sementes e viveiro valiosíssimos e um espaço sem igual na cidade para ações de educação ambiental. Assim como o Museu de Ciências Naturais, que possui o maior acervo de material-testemunho da biodiversidade tanto terrestre como aquática do Estado. Isso é motivo não só para comemorar, mas também para defender.

  • Atrasadas e mais caras, obras no Centro Histórico chegam ao fim

    Atrasadas e mais caras, obras no Centro Histórico chegam ao fim

    As três maiores obras no Centro Histórico de Porto Alegre acumulam atrasos que causam prejuízo de R$ 26,5 milhões.

    A Usina do Gasômetro, símbolo da cidade, ficou 12 anos fechada. O custo da reforma, estimado em R$ 12,5 milhões no edital de 26 de agosto de 2019, acabou em 25,9 milhões no final das obras em 2025. Ainda não foi entregue ao público.

    Um convênio entre o Governo Federal, dono do prédio, e a prefeitura de Porto Alegre foi firmado na semana passada, definindo as normas para ocupação e uso do espaço de 10 mil metros quadrados, com instalações para cinema, teatro, serviços, exposições, eventos.

    Aguarda-se um edital de parceria público-privada (PPP), para escolher a empresa que vai gerir o maior espaço cultural do Estado. Para atrair interessados, a prefeitura oferece um “aporte público” de R$ 7,5 milhões na fase de implantação do projeto. O contrato deve visar à ativação, operação e manutenção da usina ao longo dos 20 anos e o parceiro privado poderá explorar economicamente a usina por meio de eventos culturais, oficinas e gastronomia.

    Viaduto Otávio Rocha

    Escadarias do passeio Primavera foram liberadas para o público. Foto: Pedro Piegas/PMPA

    Prevista para durar 18 meses e ser concluída em maio de 2024, a revitalização do Viaduto Otávio Rocha, na Borges de Medeiros, ainda não terminou e já custou R$ 6 milhões a mais do orçado inicialmente. Saiu de R$ 13,7 milhões para R$ 19,7 milhões.

    Nesta sexta-feira, 6 de março, as escadarias do Passeio Primavera do viaduto – sentido rua Duque de Caxias/rua Fernando Machado – foram liberadas ao público.

    Obras no viaduto Otávio Rocha atrasaram dois anos. Foto/JÁ

    A obra de recuperação estrutural e de revitalização do espaço, com 9.500 metros quadrados, está concluída. 

    Conforme a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi), restam pequenos reparos no revestimento em cirex (um tipo de argamassa decorativa), arremates de pintura, limpeza geral dos espaços e desmobilização da obra. Até o final do mês estará tudo pronto, garante a Prefeitura.

    Revitalização do Quadrilátero Central

    Entregue há quatro dias pela Prefeitura, a revitalização do Quadrilátero Central custou 54% a mais do valor inicialmente projetado e com um atraso de quase dois anos. A Prefeitura anunciou um investimento inicial de R$12,7 milhões, gastou R$19,8.

    A ‘nova’ Rua dos Andradas faz parte das obras no Quadrilátero Central. Foto: Alex Rocha/PMPA

    “Essa é uma obra muito importante e um marco para a cidade. Melhoramos a caminhabilidade, a segurança, o que se reflete no movimento do comércio. A revitalização faz parte de uma série de investimentos que estão e continuarão sendo feitos no centro histórico”, destaca o secretário da Smoi, André Flores.

    O trabalho foi realizado em 16 mil metros quadrados de calçada e em 2,5 quilômetros de via. As intervenções aconteceram nas avenidas Otávio Rocha e Borges de Medeiros; e nas ruas General Vitorino, Voluntários da Pátria, Marechal Floriano Peixoto, Vigário José Inácio, Doutor Flores, Andradas e Uruguai.

    Seis toneladas e meia de concreto para colocar 128 esferas no passeio. A maioria já foi retirada do local. Foto/JÁ

    Foram executadas ao todo 11 frentes de trabalho. Não sem polêmicas – como a das esferas de concreto que foram colocadas no Largo Glênio Peres. Seis toneladas e meia de cimento foram utilizadas para a confecção das 128 esferas (52 quilos cada uma). Elas serviriam para delimitar o espaço de circulação e impedir que carros estacionem em áreas de pedestres ou próximas às fontes d’água do largo. Mas a instalação gerou críticas devido aos impactos na acessibilidade e chegou a atrapalhar o corpo de bombeiros no atendimento a um incêndio em um prédio próximo. Grande parte das esferas já foi retirada do local.

    A Prefeitura justifica que o atraso nas obras se deu por conta da enchente de 2024, e problemas nas estruturas subterrâneas.

  • Feminicídio – Artista visual Graça Craidy há 11 anos produz obras sobre violência contra a mulher

    Feminicídio – Artista visual Graça Craidy há 11 anos produz obras sobre violência contra a mulher

    A artista visual gaúcha Graça Craidy produziu, a partir de 2015, uma coleção com cerca de 60 obras sobre feminicídio e violência contra a mulher, a fim de denunciar esses tipos de crimes e ajudar a conscientizar a população em favor do fim dessas práticas delituosas.

    Com mais de 20 mortes de mulheres registradas em janeiro e fevereiro deste ano, o Rio Grande do Sul inicia 2026 como líder nacional da macabra estatística do feminicídio.

    Obra “mulher morta pelo marido”. Reprodução

    “Meu bem, meu mal”

    Neste mês de março dedicado às mulheres, 12 obras da artista, do recorte intitulado “Meu bem, meu mal”, estarão expostas na Assembleia Legislativa do RS.

    O projeto integra o ato de lançamento do Relatório Lilás 2026, da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Casa, na quarta-feira (4/3).

    Foto Carlos Souza/Divulgação

    A mostra permanecerá aberta à visitação até as 18h de sexta-feira (6), no Espaço de Exposição Dep. Carlos Santos. A entrada é gratuita. São quadros, acrílica sobre tela e sobre papel, que variam de 60 x 40 cm a 1.80 x 3.60 m.

    A primeira exposição de Graça nessa temática coincidiu com o surgimento da Lei do Feminicídio, que tipificou o assassinato de mulheres por razões de gênero como crime hediondo no país, em 2015.

    De lá para cá, em praticamente todos os meses de março as obras de sua coleção foram expostas em instituições como Tribunal de Justiça do RS, Justiça Federal, Tribunal Regional do Trabalho, Memorial do Ministério Público, Associação dos Juízes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Campo Mourão, entre outras.

    Obra da artista já foi utilizada em capa de livro. Reprodução

    Obras suas também já ilustraram capa de livros sobre o tema, como o de autoria da primeira desembargadora gaúcha, Maria Berenice Dias (aposentada), e foram objeto do estudo acadêmico no Instituto de Artes da UFRGS.

    “Até que a morte nos separe”

    Além de “Meu bem, meu mal”, título que alude ao contexto onde geralmente acontecem os crimes, dentro de casa, muitas vezes diante dos filhos, Graça também possui outros diversos recortes: “Até que a morte nos separe” – pinturas a partir de fotos das cenas dos crimes publicadas em jornais; “Livrai-nos do Mal” – que aponta as violências referidas na Lei Maria da Penha; “Feminicidas, o machismo que mata” – na qual os homens são representados com revólveres no lugar do pênis; e “Estupro” – que retrata abuso sexual coletivo cometido por homens contra uma mulher.

    Mudança pela educação

    A artista defende que é preciso “mudar a cultura do machismo, do senhor proprietário, da mulher propriedade”, o que, acredita, só vai acontecer  pela educação.

    Aos 74 anos de idade, Graça acredita que a arte pode sensibilizar pessoas com poder de interferir para a reversão do atual quadro. “A arte não pode impor igualdade, barrar o gesto nem conter o tiro. Mas quem é tocado pela arte pode”.

    A artista Graça Craidy. Foto Carlos Souza/Divulgação

    Expressionista, ela soma dezenas de trabalhos individuais e coletivos, em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília; no exterior, já apresentou uma mostra individual na Itália, onde também fez cursos em Roma e Florença.

    Relatório Lilás

    Com 165 páginas, o Relatório Lilás reúne uma série de textos, entre os quais o do presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, deputado Adão Pretto Filho (PT). Ele diz que a realidade brutal “exige resposta enérgica, estrutura institucional e, acima de tudo, compromisso com a vida das mulheres”. Dado trazido por Pretto aponta que, em abril de 2025, o RS registrou um aumento de mais de 1000% nos casos de feminicídio em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em um só mês, 11 mulheres foram vítimas de feminicídio.

    Em sua 4ª edição, o Relatório Lilás conclui que “a combinação de medidas judiciais céleres, mutirões processuais, capacitação da rede de proteção, educação para a igualdade de gênero e reeducação dos autores de violência, juntamente com o envolvimento em ações promovidas por outros órgãos, tem gerado resultados significativos”.

    Casos consumados e tentados – O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano de 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no país. Os dados são do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina/PR (Lesfem/UEL).

    No início de fevereiro, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário firmaram o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.

  • Com pressão de CPI e auditoria do TCE, governo Leite adia leilão para concessão de rodovias

    Com pressão de CPI e auditoria do TCE, governo Leite adia leilão para concessão de rodovias

    O governador Eduardo Leite, em coletiva de imprensa realizada no Palácio Piratini nesta terça-feira (3/3), prometeu uma redução da tarifa e mudança na data do leilão do Bloco 2 de rodovias no Estado. O bloco envolve estradas localizadas no Vale do Taquari e Norte do Rio Grande Sul.

    A tarifa quilométrica esperada foi reduzida de R$ 0,19 para R$ 0,18, uma diminuição de 5%. A alteração se deu após contribuições das análises do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), publicadas em um novo relatório.

    O governo também se viu pressionado pelas investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pedágios, que apura possíveis irregularidades nas propostas de concessões rodoviárias dos Blocos 1, 2 e 3.

    Relator da CPI, deputado Miguel Rossetto diz que objetivo é rever todos os contratos do Estado. Foto: Raul Pereira/ALRS

    Relator da CPI dos Pedágios na Assembleia Legislativa, o deputado Miguel Rossetto (PT) destacou a suspensão do leilão – “É uma vitória importante do povo gaúcho, vitória importante da CPI. O pedágio proposto pelo governo Leite é muito caro, os investimentos nunca aparecem e o que aparece são as multas”, afirmou, reforçando que o TCE apontou irregularidades. “Nosso trabalho agora é garantir que o Bloco 1 também seja suspenso e garantir que os investimentos possíveis de serem feitos com os recursos públicos imediatamente sejam traduzidos em obras para a população”, completou.

    O deputado Rodrigo Lorenzoni (PP), também destacou que o recuo do governo demonstra que a CPI produz efeitos concretos e reforça que as críticas feitas ao modelo estavam corretas.“Sempre defendemos concessões bem estruturadas, com equilíbrio tarifário, transparência e segurança jurídica. O que questionamos foi o modelo escolhido pelo governo, que apresentava inconsistências e falta de diálogo com a sociedade”, afirmou.

    Foram 49 itens analisados pelo serviço de auditoria do TCE-RS, com, segundo o executivo estadual, 44 pontos sanados ou esclarecidos. Cinco deles constarão na republicação do edital da concessão, prevista para a primeira quinzena de março – entre eles, a atualização do valor da tarifa.

    Em razão da alteração do projeto, a nova data do leilão será em maio ou junho, na B3, em São Paulo, e a assinatura de contrato em outubro deste ano. Conforme Leite, a auditoria do TCE-RS não apontou nenhuma irregularidade no projeto.

    Leite também reforçou que não há possibilidade de o Estado recuar no programa de concessões – “A escolha é agora. Não existe a hipótese de o Estado simplesmente não fazer as concessões”.

    Sobre o Bloco 2

    Com a realização da concessão, as rodovias que atualmente são administradas pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) passarão para o consórcio privado que vencer o leilão. Com isso, a empresa pública deixará de operar nos locais.

    O Bloco 2 compreende 32 municípios, que representam 17,5% da população do Estado, e prevê R$ 6 bilhões de investimentos – com R$ 1,5 bilhão de aporte do governo do Estado, via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Nos primeiros dez anos da concessão, o investimento será de R$ 4,6 bilhões. O projeto contou com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a estruturação da proposta.

    Ao todo, 409 quilômetros de extensão integram o bloco de rodovias, abrangendo trechos da ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324 e RSC-453. A concessão prevê 182 quilômetros de duplicações, 71,5 quilômetros de terceiras faixas, 745 quilômetros de acostamento e 37 passarelas de pedestres, entre outros benefícios.

    Atualmente, todas as rodovias mencionadas são de pistas simples, com alguns trechos com terceiras faixas. O bloco contará com o sistema free flow, que não teve mudança na localização dos seus pórticos em relação ao publicado na primeira versão do edital.

  • MPF recomenda suspender licenciamento de indústria de celulose da CPMC em Barra do Ribeiro

    MPF recomenda suspender licenciamento de indústria de celulose da CPMC em Barra do Ribeiro

    O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, nesta segunda-feira, 2 de março, a suspensão imediata do licenciamento ambiental do “Projeto Natureza”, da empresa CMPC, em Barra do Ribeiro (RS), até que as comunidades indígenas locais sejam devidamente ouvidas.

    As recomendações foram expedidas ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI), à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), visando garantir a realização da Consulta Livre, Prévia e Informada.

    No documento enviado à Fepam, o MPF adverte para a necessidade de paralisação do processo de licenciamento ambiental.

    O órgão estadual foi orientado a não aceitar o Estudo do Componente Indígena (ECI) ou reuniões informais como substitutos da consulta formal exigida pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Além disso, a Fepam deve considerar os impactos sinérgicos do complexo produtivo – que envolvem a unidade fabril, o porto, a infraestrutura logística e a expansão florestal – e tornar sem efeito licenças prévias eventualmente concedidas, sem oitiva às comunidades indígenas potencialmente afetadas pelo empreendimento.

    Simultaneamente, o MPF recomendou ao MPI e à Funai que coordenem o processo de consulta junto ao povo Mbyá Guarani.

    O MPF solicita que os órgãos federais apresentem, no prazo de 30 dias, um plano de trabalho metodológico elaborado em conjunto com as lideranças locais. A Funai e o MPI também foram orientados a oficiar à Fepam, formalizando o pedido de suspensão do licenciamento, e a adotar as conclusões da consulta indígena com caráter vinculante.

    Em caso de veto das comunidades ao projeto, os órgãos indigenistas deverão emitir parecer técnico desfavorável à viabilidade do empreendimento.

    Impactos – O “Projeto Natureza” prevê a implantação de uma fábrica de celulose e maquinário associado na Fazenda Barba Negra. De acordo com o Procedimento Administrativo instaurado no MPF, o projeto atua como vetor de expansão maciça do plantio de eucalipto no bioma Pampa.

    A documentação aponta a existência de, pelo menos, oito aldeias Mbyá Guarani na Área de Influência Direta e 18 na Área de Influência Indireta do complexo, que estão expostas a pressão fundiária, contaminação hídrica e impactos logísticos severos.

    O procurador da República Ricardo Gralha Massia destaca que a Consulta Prévia, Livre e Informada (CLPI) é um direito fundamental garantido pela Convenção 169 da OIT. Segundo ele, esse processo de diálogo entre o Estado e os povos indígenas deve, obrigatoriamente, respeitar a cultura e os protocolos de cada comunidade antes de qualquer decisão que afete seus territórios e modos de vida

    Situação semelhante, caracterizada pela ausência desse procedimento legalmente exigido, ocorreu recentemente em relação a um aterro sanitário em Viamão (RS), relembra o procurador. Em decisão que reforça a proteção aos direitos dos povos originários, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) acolheu liminarmente pedido em recurso do MPF e determinou a suspensão de qualquer ato decisório no licenciamento ambiental enquanto a consulta não for realizada.

    Em entrevista ao JÁ, a engenheira química Alda Maria Corrêa apontou que as duas unidades da CMPC vão duplicar a carga de efluentes altamente tóxicos nas águas do Guaíba.

    Um grupo de pesquisadores e professores que questionam o novo empreendimento também encaminhou documento para a Fepam cobrando transparência no processo de licenciamento da nova fábrica.

  • Moradores e ambientalistas protestam contra espigão na Gonçalo de Carvalho

    Moradores e ambientalistas protestam contra espigão na Gonçalo de Carvalho

    Em manifestação neste sábado, 28 de fevereiro, cerca de 300 pessoas, entre moradores da rua Gonçalo de Carvalho e ambientalistas, protestaram contra o projeto da construtora Melnick, que pretende erguer um prédio de 20 andares e 163 apartamentos na área de estacionamento do Shopping Total.

    Uma das entradas do novo empreendimento será pela pequena rua, batizada carinhosamente como a “mais bonita do mundo” graça ao seu famoso túnel verde formado por mais de uma centena de árvores tipuanas.

    O ato, na saída do estacionamento do Shopping Total, lembrou que até agora os moradores praticamente não foram consultados pela prefeitura ou pela construtora e aponta para as preocupações com o novo espigão, de 60 metros. O grupo chamou atenção para o impacto da movimentação de grandes veículos, que devem ser usados na construção, em uma uma rua de paralelepípedos e pequena, e que, quando concluído, o prédio irá projetar uma enorme sombra em um local altamente arborizado.

    Hoje, a altura máxima permitida nos edifícios na Gonçalo de Carvalho é de 12,3 metros. Mas, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), em resposta dada ao portal de notícias Sul 21, diz que a construtora enquadrou o projeto na Lei Complementar Municipal nº 960, de 5 de outubro de 2022, que institui o Programa +4D de Regeneração Urbana do 4º Distrito. O programa estabelece regramentos urbanísticos específicos, além de incentivos urbanísticos e tributários promotores de desenvolvimento. 

    A rua e o terreno do Shopping Total, que pertencem ao bairro Independência, foram colocados dentro do 4º Distrito especialmente para a realização do programa de incentivo. O que permitiu que o empreendimento fosse inicialmente aprovado sem apresentar Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e sem passar pela análise dos conselhos municipais.

    O projeto da Melnick, nomeado edifício Tipuanas, consiste de uma torre de 60 metros de altura com 163 apartamentos, e prevê investimento de R$ 100 milhões. Segundo a construtora, a obra não irá remover árvores ou modificar a estrutura da rua. O prédio ficará no estacionamento do shopping Total, que, em troca, poderá explorar um “boulevard” que também será construído no local. Está previsto que uma cervejaria deverá ocupar o espaço.

    A Gonçalo de Carvalho é conhecida pelo seu “túnel verde” formado por mais de 100 tipuanas de até 15 metros de altura, plantadas há mais de 90 anos. A via é um Patrimônio Ambiental de Porto Alegre, preservado após mobilização dos moradores e com reconhecimento em lei de 2006. E apesar de danos causados por temporais, a rua continua sendo símbolo de integração entre natureza e ambiente urbano na capital gaúcha.

  • Festival Literário Rastros do Verão 2026: de 28 de fevereiro a 28 de março em Porto Alegre e Canoas

    Festival Literário Rastros do Verão 2026: de 28 de fevereiro a 28 de março em Porto Alegre e Canoas

    Porto Alegre e Canoas recebem a sétima edição do Festival Literário Rastros do Verão entre 28 de fevereiro e 28 de março. Oito livrarias da capital e uma de Canoas farão parte do evento idealizado para homenagear a memória e o legado literário de João Gilberto Noll e difundir a produção literária local.

    O festival contará com a presença de cerca de 50 autores e autoras em mesas de debate, leituras, saraus e sessões de autógrafos – entre alguns deles estão Carolina Panta, Clara Corleone, Diego Grando, Fabiane Langona, Fernanda Verissimo, Gabriela Leal, Guto Leite, Katia Suman, Luis Augusto Fischer, Luiz Maurício Azevedo, Moema Vilela, Matheus Borges, Rafael Corrêa, Rafael Guimaraens, Sabrina Dalbelo e Tailor Diniz.

    No dia de abertura, na Livraria Paralelo 30 (Rua Vieira de Castro, 48, bairro Farroupilha – Porto Alegre/RS), o festival contará com as participações de Magali Koepke, Ramon Castro Reis e Luiza Milano que debaterão temas de algumas das obras do autor homenageado.

    Confira a programação completa abaixo:

    Abertura
    28 de fevereiro, sábado
    Livraria Paranelo 30

    15h30 – O sublime e as ruínas, bate-papo com Magali Koepke e Ramon Castro Reis sobre a obra de João Gilberto Noll. Mediação: Luiza Milano.
    17h – Conversa com Cha Dafol. Mediação: Clô Barcellos.
    17h30 – Bate-papo com Clara Corleone e Gabriela Leal. Mediação: Carolina Panta.

    03 de março, terça-feira
    Livraria Taverna

    18h30 – Bate-papo e leituras com mariam pessah e Sabrina Dalbelo
    Mediação: Manuela Dipp.

    05 de março, quinta-feira
    Livraria Bancaberta

    18h30 – Bate-papo e leituras com Ana Costa dos Santos, Diego Grando e Guto Leite.

    07 de março, sábado
    Livraria Brasa

    16h30 – Conversa com Michelle Aparecida Marques dos Santos.
    17h30 – Bate-papo com Rafael Corrêa e Santiago.
    19h30 – Bate-papo com Lielson Zeni, Samanta Flôor e Márcio Barbosa (Barbosinha). Livro Bossa Nova, projeto Música Popular em Quadrinhos. Canja musical: Márcio Barbosa.

    10 de março, terça-feira
    Livraria Cirkula
    18h – Homenagem aos escritores Jorge Rein, Marco Celso H. Viola e Mario Pirata, com Celso Sant’Anna, Letícia Schwartz, Renato de Mattos Motta e Sidnei Schneider.

    12 de março, quinta-feira
    Livraria Brasa

    18h30 – Bate-papo com Fernanda Verissimo, Matheus Borges e Rafael Scavone.
    20h – Bate-papo com Fabiane Langona, Katia Suman e Celso Augusto Schröder.

    14 de março, sábado
    Livraria Macun

    10h30 – Leituras com João Pedro Marchi.
    11h – Bate-papo com João Pedro Marchi, Laura Jovchelovitch, Leila de Souza Teixeira , Moema Vilela e Rodrigo Bittencourt.

    Livraria Clareira
    15h30 – Bate-papo com Carolina Panta e Gustavo Melo Czekster. Mediação: Irka Barrios.
    17h – Bate-papo com Pedro Gonzaga e Marcello Giulian.
    18h – Bate-papo e leituras com Lilian Rocha, Marília Floôr Kosky e Moema Vilela.
    19h – Lançamento de Há uma enorme dor anunciada em Porto Alegre às seis da tarde, de Daniel Conte. Bate-papo e sessão de autógrafos com o autor.

    17 de março, terça-feira
    Livraria Clareira

    18h30 – Bate-papo com Rafael Guimaraens e Tailor Diniz. Mediação: Oscar Bessi.

    18 de março, quarta-feira
    Livraria Taverna

    18h – Lançamento de Como ser incrível (Ed. Diadorim), de Luiz Maurício Azevedo. Bate-papo e autógrafos com o autor.

    21 de março, sábado
    Bancaberta

    11h – Bate-papo com Mayara Floss e Vivian Nickel

    Livraria Bamboletras
    15h – Roda de conversa com o coletivo Mulheres de escrita.
    16h – Leituras com Alex de Cássio.
    16h30 – Conversa sobre a obra de Paulino de Azurenha com Alex de Cássio, Luis Augusto Fischer e Marcelo Martins Silva.
    18h – Bate-papo com Cláudia de Marchi e Helena Terra. Mediação: Gustavo Machado.

    26 de março, quinta-feira
    Bancaberta

    18h – Bate-papo com Ana Luiza Koehler, Marti Mombelli e Rafael Passos.

    28 de março, sábado
    Livraria Pandorga

    15h – Encontro com Christina Dias.

    Livraria Paralelo30
    16h – Bate-papo com Matheus Borges e Caroline Joanello.
    18h – Pé na porta (podcast ao vivo), Alice Urbim entrevista Christina Dias.


    Endereços:


    Bamboletras – Av. Venâncio Aires, 113 – Cidade Baixa (Porto Alegre/RS)
    Bancaberta – Praça Berta Starosta – Bom Fim (Porto Alegre/RS)
    Brasa – Rua José do Patrocínio, 611, Cidade Baixa (Porto Alegre/RS)
    Cirkula – Av. Osvaldo Aranha, 444 – Bom Fim (Porto Alegre/RS)
    Clareira – Rua Henrique Dias, 111 – Bom Fim (Porto Alegre/RS)
    Macun Livraria e Café – Rua Octávio Corrêa, 67 – Cidade Baixa (Porto Alegre/RS)
    Pandorga Livros – Rua Frederico Guilherme Ludwig, 370 – loja 3 – Centro (Canoas/RS)
    Paralelo 30 – Rua Vieira de Castro, 48 – Farroupilha (Porto Alegre/RS)
    Taverna – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico (Porto Alegre/RS)