Autor: da Redação

  • Rádio: governo comemora o crescimento da audiência nas emissoras públicas

    Rádio: governo comemora o crescimento da audiência nas emissoras públicas

    Empresa Brasil de Comunicação (EBC) está comemorando o desempenho das emissoras públicas de rádio que tiveram “crescimento histórico” de audiência em 2025.

    Uma pesquisa da Kantar IBOPE Media registrou o fortalecimento da Rádio MEC e Rádio Nacional. Os índices ainda são relativamente baixos, mas representam a “maior participação de mercado em toda a série histórica, desde 2010”.

    A Rádio Nacional FM de Brasília alcançou 1,49% de share, porcentagem do total de ouvintes da praça, mantendo uma curva contínua de crescimento: os anos de 2023, 2024 e 2025, com participações de 1,36%, 1,42% e 1,49%, respectivamente.

    A Nacional FM do Rio de Janeiro também apresentou crescimento, consolidando o desempenho da faixa estendida: o número de ouvintes por minuto cresceu 49% entre 2024 e 2025.

    Em Recife, onde a Nacional atua em parceria com a Empresa Pernambuco de Comunicação (EPC), a rádio também teve aumento na audiência: 17% na comparação entre o último quadrimestre de 2024 e o mesmo período de 2025.

    Já em São Paulo, o último quadrimestre de 2025 registrou um crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2024, confirmando a tendência de ampliação de público contínuo da emissora na maior praça do país.

    Na MEC FM de Brasília, a audiência cresceu 59% na comparação entre o quarto trimestre de 2024 e o de 2025, refletindo o fortalecimento da emissora na capital federal.

    A MEC FM do Rio de Janeiro também manteve trajetória positiva em 2025, com aumento no número de ouvintes por minuto em relação ao ano anterior. Além disso, os anos de 2024 e 2025 representam os melhores resultados da emissora desde 2012 em participação de mercado.

    Um dos principais destaques da pesquisa foi a identificação de rejuvenescimento do perfil do público. Nas quatro praças pesquisadas, a Nacional foi a rádio com maior afinidade junto ao público de 15 a 24 anos entre todas as emissoras mensuradas pela Kantar, evidenciando o processo de rejuvenescimento da marca e sua crescente conexão com as novas gerações.

    Em Belo Horizonte, a MEC se destacou como a rádio com maior afinidade junto ao público de 15 a 24 anos, indicando elevado potencial de consolidação da emissora em uma nova e estratégica praça.

    “Os resultados confirmam o fortalecimento do projeto de radiodifusão pública da EBC, fundamentado na diversidade de conteúdos, na inovação editorial, na valorização da cultura brasileira e na ampliação do acesso à informação de qualidade”, avalia o gerente-executivo de Rádios, Thiago Regotto.

    Nesta semana, a TV Brasil e a Rádio Nacional, emissoras públicas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançaram um novo programa esportivo com três nomes consagrados do jornalismo esportivo brasileiro: Juca Kfouri, José Trajano e Lúcio de Castro. A atração estreia na segunda-feira (26), às 18h, na TV Brasil e no YouTube da emissora, e às 20h em toda a rede da Rádio Nacional.

    “Este novo programa reforça o compromisso da EBC com um jornalismo esportivo que não se limita ao resultado e ao entretenimento. No Trio de Ataque, o futebol funciona como instrumento para reflexões mais profundas sobre questões sociais, culturais e do cotidiano, impulsionando debates que estimulam o pensamento crítico do público”, disse o presidente da EBC, Andre Basbaum.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Porto em Arroio do Sal: engenheiro alerta para os danos ambientais e destruição de praias

    Porto em Arroio do Sal: engenheiro alerta para os danos ambientais e destruição de praias

    O engenheiro  Athos Stern é mais um técnico a alertar para os riscos sociais, econômicos e ambientais decorrentes do porto a ser construído em Arroio do Sal.

    O Porto Meridional, cuja construção está prevista para começar neste 2026, é um investimento privado visto pelo governo como “um avanço estratégico para a infraestrutura do Rio Grande do Sul”.

    Professor aposentado da UFRGS, ex-presidente e consultor da associação comunitária, Stern lembra que um porto em mar aberto, em costa retilínea e sem proteção natural, destrói praias por definição técnica (por interrupção da deriva litorânea, dragagens constantes, molhes que deslocam a erosão para toda a costa), além de acabar com a pesca artesanal.

    Ele questiona se os lucros gerados pelo porto ficarão na região ou irão para grupos empresariais e fundos privados, prevê erosão costeira, pressão urbana, aumento de custos públicos e degradação ambiental, com desvalorização dos imóveis próximos.

    “Isso não é desenvolvimento regional. É extração de valor com socialização do dano”, afirma.

    A íntegra pode ser lida aqui.

    Também da UFRGS,  o professor titular de geografia polar e glaciologia, membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e professor colaborador na University of Maine, nos Estados Unidos, Jefferson Cardia Simões,  já se manifestou contrário à construção do porto.

    Consultor científico do Movimento Unificado em Defesa do Litoral Norte (Movln/RS),  Simões avalia que uma das consequências nefastas será a erosão ao norte e acúmulo de sedimentos ao sul, prejudicando as praias e o turismo local.

  • Estudo projeta que o número de mortes causada pelos plásticos vai dobrar até 2040

    Estudo projeta que o número de mortes causada pelos plásticos vai dobrar até 2040

    Mantidas as tendências atuais,  as consequências negativas da cadeia do  plástico (da produção ao descarte) na saúde humana vão mais do que duplicar até 1940.

    É a conclusão de um estudo publicado na revista Lancet Planetary Health, nesta segunda-feira, 26.

    A pesquisa identifica extensos danos à saúde, como doenças respiratórias e câncer, em todas as etapas do ciclo de vida do plástico, desde a extração da matéria-prima até o descarte.
    O aumento projetado dos impactos na saúde leva em conta principalmente as emissões de gases de efeito estufa (40%), poluição do ar (32%) e produtos químicos tóxicos (27%) liberados em todo a cadeia do  plástico.
    O estudo calcula a perda anual de anos de vida saudável devido aos plásticos e  concluis que vai aumentar de 2,1 milhões de anos, em 2016,  para 4,5 milhões em 2040.  Considerando uma idade média de 70 anos, significa que o número de mortes passará de 300 mil por ano em 2016, para 642 mil em 2040
    O estudo conclui que uma “mudança completa do sistema”, incluindo limites na produção e melhoria na gestão de resíduos, é necessária para reduzir significativamente o impacto global na saúde.

    Os pesquisadores identificaram riscos em todas as etapas, desde a extração de combustíveis fósseis e a produção de materiais até o descarte de plásticos e sua subsequente liberação no meio ambiente.

    Isso inclui uma série de doenças graves, como enfermidades respiratórias, vários tipos de câncer e as implicações mais amplas do aquecimento global para a saúde.

    A pesquisa de modelagem, liderada por especialistas da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM), juntamente com a Universidade de Toulouse e a Universidade de Exeter, analisou vários cenários futuros para a produção, o consumo e a gestão de resíduos de plásticos entre 2016 e 2040.

    Em um cenário de “normalidade”, suas descobertas sugerem que os impactos negativos dos plásticos na saúde poderiam dobrar.

    De acordo com a modelagem, as emissões de gases de efeito estufa e o aquecimento global associado seriam responsáveis ​​por 40% desses danos à saúde.

    A poluição atmosférica – proveniente principalmente dos processos de produção de plásticos – pode ser responsável por 32% dos casos, e o impacto de produtos químicos tóxicos liberados no meio ambiente pode ser responsável por 27%. E menos de 1% estaria relacionado à menor disponibilidade de água, aos impactos na camada de ozono e ao aumento da radiação ionizante.

    A poluição atmosférica – proveniente principalmente dos processos de produção de plásticos – pode ser responsável por 32% dos problemas de saúde.
    Os pesquisadores afirmam que o estudo é o primeiro do gênero a avaliar o número de anos de vida saudável perdidos em escala global devido às emissões de plástico.

    Megan Deeney, autora do estudo e pesquisadora da LSHTM, afirmou: “Frequentemente, a culpa recai sobre nós, consumidores individuais de plástico, para resolver o problema. No entanto, embora todos tenhamos um papel importante a desempenhar na redução do uso de plásticos, nossa análise mostra que é necessária uma mudança sistêmica ‘do berço ao túmulo’ na produção, uso e descarte do plástico”.

    “São necessárias ações muito mais ambiciosas por parte dos governos e maior transparência da indústria para conter essa crescente crise global de saúde pública relacionada ao plástico.”

    “A falta de divulgação e a inconsistência nos relatórios sobre a composição química dos plásticos por parte da indústria estão limitando severamente a capacidade  fundamentar políticas eficazes para proteger os seres humanos, os ecossistemas e o meio ambiente.”

    Leia Mais: https://www.independent.co.uk/news/science/plastic-emissions-cancer-health-greenhouse-gasses-pollution-b2907947.html

  • Porto Alegre ganha novo local de arte, o Espaço Físico, no Bom Fim

    Porto Alegre ganha novo local de arte, o Espaço Físico, no Bom Fim

     

    Porto Alegre acaba de ganhar, no Bom Fim, bairro cult da cidade, um novo endereço de arte para exposições, com ateliê e cursos de pintura, desenho, História da Arte e mentorias. Trata-se do Espaço Físico, comandado por Ana Zavadil, mestre em História, Teoria e Crítica de Arte e ex-curadora-chefe do MARGS e do MACRS.

    A primeira exposição, uma coletiva, foi aberta sábado (24/01) no endereço, à Rua Felipe Camarão, 700, sala 101, a poucos metros da Avenida Osvaldo Aranha, na região central da cidade. A mostra, em cartaz até 11 de abril, reúne 22 artistas, sob a curadoria de Zavadil.

    Ela, que também acumula a experiência de curadora assistente da 10ª Bienal Mercosul (2015), vem organizando um curso de características inéditas a ser lançado em breve.

    Com vários ambientes no andar térreo do imóvel, Espaço Físico tem como logomarca, ao lado do nome, um sinal de parênteses preenchido com a letra X. A curadora deu à primeira exposição o título “E tudo inicia com o Espaço Físico”.

    Obra de Otto Sulzbach . Foto Carlos Souza/ Divulgação

    O novo espaço significa a realização de um sonho para a curadora, formada pelo IA/UFRGS (Instituto de Artes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul) há mais de 20 anos. “A exposição inaugural do Espaço Físico assume o mesmo título que define o tema e o conceito do espaço. E Tudo inicia com o Espaço Físico reúne artistas de diversas gerações, apresentando obras em múltiplas modalidades artísticas, organizadas a partir da investigação do espaço físico como condição material, conceitual, sensível e experiencial da prática artística”, explica ela.

    A curadoria, acrescenta Zavadil, propõe o espaço como ponto de partida da produção de sentido, examinando relações entre corpo, matéria, forma, percepção e sensibilidade artística. “Como projeto inaugural, a exposição articula diferentes temporalidades da produção artística e inaugura o programa expositivo como campo estruturado de reflexão, experimentação e produção de conhecimento”.

    Público na abertura da exposição no Espaço Físico – Foto Carlos Souza/ Divulgação

    Dezenas de pessoas ligadas às artes compareceram à abertura da mostra, entre elas Gilberto Perin, Graça Craidy, Rosane Morais, Kika Hermann, Tereza Albano e Vera Carlotto. Os visitantes apreciaram as obras e conheceram os ambientes do imóvel em meio ao coquetel de inauguração.

    O Espaço Físico funcionará de segunda a sexta, das 13h às 17h e aos sábados das 9h às 13h. Whats: 51 9 9914 5819.

    Curadora Ana Zavadil com a artista Helena d’Avila e sua obra/ Divulgação

    Participantes da primeira exposição

    A mostra inaugural é integrada por: Alexandra Eckert, Augusto Lima, Beatriz Dagnese, Clara Koppe, Edson Possamai, Fátima Pinto, Fernando da Luz, Flávio Morsch, Griseldes Vieira, Helena d’Avila, Isabel Marroni,  Kika Costa, Lisi Wendel, Mara Castilhos, Marinelsa Geyer, Mary Marodin, Mylène d’Huyer, Otto Sulzbach, Rita da Rosa, Simone Barros, Umbelina Barreto e Yas Almeida.

    SERVIÇO

    Exposição: “E tudo inicia com o Espaço Físico”

    Coletiva: 22 artistas

    Curadoria: Ana Zavadil

    Onde: Espaço Físico

    Endereço: Rua Felipe Camarão, 700, sala 01, Bom Fim, Porto Alegre

    Visitação: de segunda a sexta, das 13h às 17h; sábado, das 9h às 13h

    Entrada gratuita

     

  • Passeios com o Memorial do MP-RS: “A Praça da Matriz e o Positivismo”

    Passeios com o Memorial do MP-RS: “A Praça da Matriz e o Positivismo”

    O Memorial do Ministério Público do RS realiza nesse sábado, 24 de janeiro, a continuação das caminhadas orientadas pelo professor José Francisco Alves, pesquisador e autor do livro “A Escultura Pública de Porto Alegre” (2022).
    O novo roteiro de Passeios com o Memorial vai tratar de duas importantes obras do nosso patrimônio Cultural, o *Monumento a Júlio de Castilhos* (1913) e a *Biblioteca Pública do Estado* (1912-1922).
    • *24 de janeiro*, Sábado,
    • Encontro às *10h*, no Memorial do MP-RS, Praça da Matriz, 110
    • Inscrições gratuitas realizadas pelo WhatsApp *(51) 99731-7119*
    • Vagas limitadas
    O Monumento a Júlio de Castilhos, em seu tempo considerado um dos pais fundadores da República, foi encomendado logo após a sua morte, em 1903. Para executá-lo, o governo do estado contratou o escultor e pintor Décio Villares, do Rio de Janeiro, sendo os bronzes modelados e fundidos na França. Constitui-se em um dos principais monumentos a políticos brasileiros.
    Divulgação
    A Biblioteca Publica do Estado é um dos mais interessantes palácios das belas artes (arquitetura, escultura e pintura) do Rio Grande do Sul. Foi construído em dois momentos, sendo a primeira parte concluída em 1912; a segunda, em 1922. A sua fachada é a única do mundo, destacando uma visão de mundo muito particular, o calendário positivista, fazendo de um prédio laico (Biblioteca) e público um veículo de propaganda do poder, então empolgado pelo Partido Republicano Rio-grandense, identificado com teses e com o jargão Positivista, corrente sociológica concebida por Augusto Comte.
  • Samba pra Namorar e Edu Moreira celebram bailes de clube em  noite de música, brilho e nostalgia

    Samba pra Namorar e Edu Moreira celebram bailes de clube em noite de música, brilho e nostalgia

    Depois de uma estreia marcada por público animado e muitos elogios, o Baile de Carnaval do Grezz retorna em 2026 para sua segunda edição, reafirmando-se como um dos eventos mais charmosos e afetivos do calendário carnavalesco de Porto Alegre. No dia 1º de fevereiro, a partir das 21h, o Grezz (Rua Almirante Barroso, 328 – bairro Floresta) volta a ser palco de uma noite que resgata a elegância, o brilho e a atmosfera dos grandes bailes de clube que marcaram época.

    Idealizado pelo grupo Samba pra Namorar, comandado por Andréa Cavalheiro e André Nascimento, em parceria com o cantor Edu Moreira, o evento nasceu do desejo de reviver os antigos altos bailes de Carnaval — aqueles que uniam música de qualidade, figurinos caprichados, pista cheia e um clima de celebração coletiva. O sucesso da primeira edição confirmou que havia público e saudade desse formato, impulsionando a realização do segundo ano.

    No palco, o público encontrará uma super banda, com arranjos sofisticados e energia contagiante. “Vamos ter o glamour das antigas marchinhas, unindo-as com as músicas dançantes como axé baiano, sambas enredo históricos do carnaval e músicas populares consagradas da nossa MPB, ao som de uma banda com sopro, cordas, Percussão, Rainhas de bateria e três cantores”, afirma André Nascimento. Tudo isso em um ambiente moderno e acolhedor, que oferece farto cardápio e uma carta de bebidas que agrada os gostos mais variados.

    Edu Moreira, Andréa Cavalheiro e André Nascimento. Crédito Ana Maidana / Divulgação

    Mais do que um baile, o evento se consolida como um encontro entre passado e presente, tradição e contemporaneidade, reunindo diferentes gerações em torno da música, da dança e da alegria que só o Carnaval sabe proporcionar. Os ingressos estarão à venda em breve, e a expectativa é repetir — e ampliar — o êxito do ano anterior, com mais uma noite de brilho, fantasia e celebração.

    SERVIÇO

    O QUE: Baile de Carnaval do Grezz

    DATA: 01 de fevereiro

    HORÁRIO: 18h (abertura da casa) – 21h início do show

    LOCAL:  Grezz (R. Alm. Barroso, 328, Floresta, Porto Alegre).

    INGRESSOS: já disponíveis e variam de acordo com a antecipação:

    Lote Promocional: R$ 40,00 + taxas

    Primeiro lote: R$ 50,00 + taxas

    Segundo lote: R$ 60,00 + taxas

    Terceiro lote: R$ 70,00 + taxas

     

    COMPRA PELO SITE:

    https://www.sympla.com.br/evento/aquece-de-carnaval-no-grezz-samba-pra-namorar-andrea-cavalheiro-andre-nascimento-e-edu-moreira/3269366?algoliaID=b06cb9cec2988f80b5e20462674a8c81&share_id=copiarlink

  • Pesquisa mostra queda no preço da cesta básica em todas as capitais no segundo semestre

    Pesquisa mostra queda no preço da cesta básica em todas as capitais no segundo semestre

    O preço da cesta básica de alimentos caiu em todas as 27 capitais brasileiras no acumulado do último semestre de 2025. As  quedas oscilaram entre -9,08%, em Boa Vista (RR,) e -1,56%, em Belo Horizonte (MG).

    Os dados, divulgados nesta terça-feira (20), são do  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Desde julho de 2025, a pesquisa engloba todas as 27 capitais do país. Anteriormente, o levantamento era feito apenas em 17.

    Campeã em queda de preço entre as capitais, Boa Vista (RR) teve a redução de -9,08% no valor da cesta básica no último semestre do ano passado, com o preço passando de R$ 712,83 em julho de 2025, para R$ 652,1,4 em dezembro –  R$ 60,69 menor.

    A segunda capital com maior queda no período foi Manaus (AM), com diminuição de -8,12% no preço da cesta, de R$ 674,78 para R$ 620,42, ou seja, custo R$ 54,36 a menos.

    Fortaleza (CE) ocupa o terceiro lugar em diminuição do preço do conjunto de alimentos essenciais: queda de -7,90%, passando de R$ 738,09, em julho, para R$ 677, em dezembro, R$ 61,09 mais barata.

    As capitais que tiveram menores baixas foram Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) com quedas de -1,56%, -2,10% e -2,16%, respectivamente, no acumulado do período.

    Por regiões, Boa Vista (RR) lidera o cenário de baixa de preços não só nacionalmente, mas também no Norte, assim como Fortaleza (CE), ocupa não somente o terceiro lugar geral, mas também é campeã no Nordeste do país.

    No Centro-Oeste, Brasília (DF), é a recordista em declínio de preço da cesta no período, com variação de -7,65% nos últimos seis meses de 2025.

    No Sul, a capital mais bem colocada é Florianópolis (SC), que teve redução de -7,67% no valor do conjunto de produtos. Vitória (ES) é a capital vencedora no Sudeste do país, com redução de -7,05% no preço da cesta básica de alimentos de julho a dezembro do ano passado..

    Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado dos últimos seis meses de 2025 demonstram que a política agrícola do Brasil está no caminho certo.

    “Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”.
    Ele destacou os planos Safra dos últimos três anos, tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar.

    “Já são três anos que ambos têm valores recordes, não faltando recursos para o financiamento agrícola, e com juros subsidiados”.
     (Com Agência Brasil)

  • Fiergs prevê expansão do PIB e do emprego com acordo Mercosul-União Europeia

    Fiergs prevê expansão do PIB e do emprego com acordo Mercosul-União Europeia

    Presidente Claudio Bier aposta no aumento no fluxo de comércio entre as duas regiões; entidade estima alta de 4,6% do PIB gaúcho em 15 anos e geração de 31 mil empregos.

    O acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado neste sábado (17), no Paraguai, é “um avanço importante”, segundo a Federação das Indústrias do RS.

    “É um passo importante para o futuro da economia do Brasil e do Rio Grande do Sul, especialmente num cenário em que a diversificação de mercado é essencial”, diz o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, lembrado que “foram mais de 25 anos de negociação”.

    O acordo é benéfico para o Rio Grande do Sul,  segundo Bier. “O crescimento econômico, diz ele, será estimulado pelo aumento das exportações e pela atração de novos investimentos, parcerias e joint-ventures. Dessa maneira, se consolida a inserção do Brasil nas cadeias globais de comércio”.

    A Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS projeta que, ao longo dos próximos 15 anos, as exportações industriais gaúchas para a União Europeia possam se expandir em aproximadamente US$ 801,3 milhões.

    Os setores que devem ser mais beneficiados são tabaco (com expansão de US$ 410,5 milhões), químicos (US$ 138,3 milhões), couro e calçados (US$ 84,3 milhões), alimentos (US$ 63,8 milhões) e celulose e papel (US$ 7,4 milhões).

    Esse aumento sustentado nas vendas industriais no longo prazo implicaria impactos relevantes sobre o mercado de trabalho formal, com a geração estimada em 31 mil novos empregos na Indústria de Transformação gaúcha.

    No plano macroeconômico, o efeito agregado desse choque positivo de demanda externa resultaria em um acréscimo aproximado de 4,6% (R$ 31 bilhões) no PIB do Rio Grande do Sul no horizonte de 15 anos, evidenciando que a intensificação do comércio com a União Europeia tem potencial para produzir efeitos significativos e persistentes sobre a produção, sobre o emprego e a renda no Estado, aprofundando os encadeamentos produtivos já identificados na análise de sensibilidade.

    “Sabemos que há pressão especialmente em países como a França, ainda tenho receio que possa ocorrer algum entrave, mas confio que será mantido o posicionamento majoritário da União Europeia para que possamos aproveitar todos os benefícios para o desenvolvimento do nosso país”, diz o presidente do Sistema FIERGS.

    EXPANSÃO DE MERCADOS

    Em 2025, a UE foi o segundo principal destino como bloco econômico das exportações gaúchas (US$ 2,7 bilhões), representando 13% do total exportado e a quarta principal origem das importações (US$ 1,4 bilhão), representando 11,1% do total importado.

    No mesmo ano, o RS foi o sexto estado brasileiro que mais exportou para a União Europeia e o oitavo que mais importou do bloco.

    Nos últimos cinco anos, o Rio Grande do Sul exportou 3,7 mil tipos de produtos, enquanto a União Europeia importou 5,8 mil mercadorias distintas de diferentes países. A interseção entre esses conjuntos, isto é, produtos que o RS já exporta e que a UE já importa, alcança 3,4 mil itens. Desses, cerca de 2,3 mil mercadorias são atualmente exportadas pelo Rio Grande do Sul para a União Europeia, indicando potencial de ampliação do volume exportado desses produtos com a efetivação do acordo. Os 1,1 mil itens restantes, que o RS exporta para outros mercados e que a UE importa de outros países, configuram um potencial adicional de abertura de mercado e diversificação da pauta exportadora estadual.

    Naturalmente, um acordo desta magnitude poderá gerar sensibilidades em segmentos específicos, porém o tratado prevê um cronograma de desgravação tarifária e dispositivos de salvaguarda amplamente discutidos. Esse prazo gradual de desgravação é fundamental para que os setores mais vulneráveis realizem as adequações necessárias e garantam sua competitividade no mercado internacional. “Em relação aos setores industriais sensíveis, precisamos trabalhar junto aos governos estadual e federal instrumentos de defesa que preservem a competitividade, os empregos e a indústria do Rio Grande do Sul”, afirma Bier.

    OPORTUNIDADES E BENEFÍCIOS DO ACORDO

    •         Crescimento da economia, comércio e investimentos;

    •         Maior diversificação da economia brasileira, proporcionando ganhos mais extensos em termos setoriais;

    •         Impacto positivo sobre outras negociações, ampliando a inserção internacional do Brasil por meio de acordos com países prioritários;

    •         Redução de custos das importações de alta tecnologia, gerando ganhos de produtividade e modernização em áreas que a indústria nacional ainda não atua;

    •         Aumento dos fluxos de investimentos estrangeiros;

    •         Novas possibilidades de joint ventures e associações entre empresas;

    •         Maior segurança jurídica e homologação de práticas aduaneiras para transações de investimentos e comerciais;

    •         Aumento das linhas logísticas e eventual redução de fretes internacionais;

    •         Redução das barreiras técnicas e burocracia;

    •         Maior inserção do Brasil nas cadeias globais de valor;

    •         Aperfeiçoamento institucional do Mercosul;

    •         Boas oportunidades para setores como: celulose, soja, carnes, tabaco, couro, calçados, móveis e máquinas/implementos agrícolas.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Banco Master: “Maior fraude da história” começa com uma pequena corretora há 50 anos…

    Banco Master: “Maior fraude da história” começa com uma pequena corretora há 50 anos…

    A história do Banco Master começa discretamente com a fundação da Máxima Corretora de Valores e Títulos Imobiliários, em 1974.

    Quinze anos depois, em 1990 a corretora foi transformada em banco múltiplo, tornou-se o Banco Máxima..Quase 30 anos se passaram até 2017, quando Daniel Vorcaro, então, empresário do ramo imobiliário, entrou de sócio, aportando cerca de R$ 45 milhões para sanar a “insuficiência de recursos” do banco. Em setembro daquele mesmo ano, Vorcaro assumiu o controle, mas só em outubro de 2019, o Banco Central concedeu a autorização formal para a troca de controle das mãos do antigo proprietário, Saul Sabbá, para Daniel Vorcaro.

    Dois anos depois, após a consolidação da nova gestão e uma injeção total de capital superior a R$ 400 milhões, o Banco Máxima foi oficialmente rebatizado como Banco Master. A mudança de nome consolidou a nova fase do banco, marcada por uma estratégia de crescimento arrojado, incluindo diversas aquisições e foco em CDBs de alto rendimento.

    Segundo apurou a Polícia Federal, já no processo de compra do antigo Banco Máxima já teria havido fraude, incluindo o uso de terrenos superfaturados para inflar o patrimônio da instituição durante esse período de transição. Só em 2024, porém, começaram as investigações, quando já eram evidentes os sinais sobre a saúde financeira do banco e irregularidades na venda de carteiras de crédito. No início de 2025, Vorcaro ainda tenta uma saída, com a venda do Master para o BRB (Banco de Brasília). A diretoria do BRB chegou a aprovar a compra de participação majoritária no Master, mas a operação foi vetada pelo Banco Central (BC) em setembro, citando riscos excessivos.

    Dois meses depois, foi decretada a intervenção no Master. No dia 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master por “grave situação de iliquidez” e “graves violações” às normas financeiras. Paralelamente, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero e prendeu Daniel Vorcaro e outros executivos por suspeita de fraude bilionária.

    O caso segue em investigação, com discussões no TCU e no STF sobre as responsabilidades e os desdobramentos financeiros, que podem impactar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até R$ 55 bilhões.

  • Ministro da Justiça nomeado por Lula ficou 14 dias no cargo no governo Dilma

    Ministro da Justiça nomeado por Lula ficou 14 dias no cargo no governo Dilma

    Wellington César Lima e Silva, nomeado pelo presidente Lula para o Ministério da Justiça, já exerceu o cargo no governo de Dilma Rousseff . Foi nomeado em março de 2016 e ficou apenas 14 dias no cargo.

    O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que integrantes do Ministério Público ( Wellington era Procurador-geral da Justiça na Bahia) não poderiam exercer cargos no Poder Executivo, a menos que pedissem exoneração definitiva de suas funções de origem.
    Entre ser Ministro da Justiça, cargo temporário, e sua carreira  no Ministério Público, Wellington optou por deixar o governo em 14 de março de 2016. Ele foi sucedido por Eugênio Aragão.

    Sua nomeação ocorreu em um momento de alta instabilidade, visando substituir José Eduardo Cardozo, que sofria pressão interna por não “controlar” a Polícia Federal durante a Operação Lava Jato.

    Neste 13 de janeiro de 2026, Wellington César Lima e Silva foi nomeado novamente para o cargo pelo presidente Lula, desta vez após ter deixado a carreira no MP para atuar como advogado e gestor (ocupava a Advocacia-Geral da Petrobras).