Autor: da Redação

  • Caso Master: manobras travam CPI pedida em novembro do ano passado

    Caso Master: manobras travam CPI pedida em novembro do ano passado

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou pedido de quatro senadores que alegaram suspeição do ministro Kassio Nunes Marques para julgar um mandado de segurança que pede a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.  A decisão foi proferida na quarta-feira (3).

    A ação foi protocolada em março deste ano e ainda não houve decisão do ministro, que é relator do caso.

    Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) alegaram que o ministro tem relação de amizade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos investigados no caso Master, e possui “interesse direto” no caso.

    Fachin negou o pedido de suspeição do relator e disse que a questão deveria ser levantada cinco dias após a escolha do relator.

    Os senadores alegam suposta omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não leu o requerimento de instalação da comissão. O documento foi protocolado no dia 26 de novembro de 2025.

    De acordo com os parlamentares, o requerimento conta com 53 assinaturas, superando os 27 apoiamentos mínimos para criação da CPI, equivalente a um terço do total de 81 senadores.  

  • Débora Falabella transforma Prima Facie em experiência inesquecível

    Débora Falabella transforma Prima Facie em experiência inesquecível

    CRISTIANO GOLDSCHMIDT

    Na noite desta quinta-feira, 4 de junho, no Salão de Atos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a sensação ao final de Prima Facie não era exatamente a de ter assistido a um espetáculo teatral convencional. O que se experimentava ali era algo mais raro e mais difícil: a impressão de ter sido atravessado por uma obra que obriga o público a reorganizar moralmente as próprias certezas. Poucas peças contemporâneas conseguem alcançar esse efeito com tamanha precisão. Menos ainda quando sustentadas por um monólogo. E raríssimas quando dependem quase integralmente da potência de uma única atriz em cena. Mas é exatamente isso que ocorre na montagem brasileira de Prima Facie, protagonizada por Débora Falabella.

    O texto da dramaturga australiana Suzie Miller já nasce impregnado de densidade ética e sofisticação estrutural. Não se trata apenas de uma narrativa sobre violência sexual ou sobre os limites do sistema jurídico. A peça vai além do discurso temático para investigar a própria linguagem institucional do direito, os mecanismos de validação da verdade e o modo como as estruturas de poder produzem silêncios socialmente legitimados. Prima Facie é uma obra sobre o abismo entre aquilo que aconteceu e aquilo que pode ser provado. E é justamente nesse intervalo que o espetáculo finca sua força devastadora.

    A tradução brasileira de Alexandre Tenório preserva a inteligência afiada do original sem sacrificar fluidez ou oralidade. Há um rigor técnico admirável na construção verbal do texto, sobretudo porque ele alterna velocidades emocionais muito distintas: em certos momentos, a narrativa opera como uma aula brilhante de retórica jurídica; em outros, desce abruptamente às zonas mais íntimas do trauma, da humilhação e da vulnerabilidade. Essa oscilação poderia facilmente comprometer a unidade da peça, mas aqui ela se transforma em virtude dramatúrgica. O texto respira com organicidade. Não há pedagogia panfletária. Há arte. E há pensamento.

    A direção de Yara de Novaes compreende perfeitamente essa natureza híbrida da obra. Em vez de sobrecarregar o palco com soluções ilustrativas ou excessos emocionais, aposta numa depuração cênica inteligente, permitindo que a palavra e o corpo ocupem o centro gravitacional do espetáculo. O resultado é uma encenação de rara maturidade estética. Cada escolha parece submetida a um princípio de necessidade. Nada sobra. Nada distrai. Nada concorre com o essencial.

    É nesse território que o trabalho de Débora Falabella alcança algo próximo do extraordinário. Sua atuação não se limita a interpretar uma personagem; ela constrói uma arquitetura emocional inteira diante do público. A atriz domina ritmo, pausa, respiração, inflexão e presença com uma precisão impressionante. Sua performance possui musculatura intelectual e combustão afetiva simultaneamente. Em muitos momentos, o espectador percebe que ela pensa em cena — e não apenas representa emoções previamente determinadas. Isso confere à personagem uma densidade rara.

    A construção inicial da protagonista é particularmente brilhante. Débora apresenta uma advogada criminalista segura, veloz, sedutora e profundamente adaptada às engrenagens competitivas do sistema judicial. Há ironia, humor e até certo cinismo elegante em sua maneira de ocupar o espaço. O público ri diversas vezes nos primeiros movimentos da peça, e esse riso é importante porque estabelece uma relação de proximidade antes do colapso dramático. Quando a narrativa muda de eixo, a atriz altera completamente sua frequência corporal. O que antes era domínio torna-se hesitação; o que era fluidez converte-se em fragmentação. E tudo isso sem recorrer a soluções fáceis ou melodramáticas.

    O mais impressionante talvez seja justamente sua recusa ao excesso. Débora Falabella compreende que o trauma profundo muitas vezes não explode: ele corrói. Sua atuação evita sentimentalismos previsíveis e aposta em pequenas fissuras emocionais, em silêncios abruptos, em olhares interrompidos, em frases que parecem perder o ar antes de terminarem. É uma interpretação construída menos pelo espetáculo da dor e mais pela erosão progressiva da linguagem. Poucas atrizes brasileiras contemporâneas possuem tamanho domínio de nuances.

    O cenário concebido por André Cortez merece reconhecimento especial pela inteligência com que compreende a natureza psicológica de Prima Facie. Em vez de optar por uma reprodução naturalista de ambientes jurídicos ou por soluções cenográficas excessivamente simbólicas, Cortez cria um espaço cênico de aparência funcional e quase austera, mas carregado de tensão invisível. A arquitetura do palco sugere simultaneamente tribunal, memória e confinamento emocional. Há uma geometria fria na disposição dos elementos, como se o espaço estivesse permanentemente organizado segundo a lógica impessoal das instituições. E justamente por isso a presença humana da personagem ganha ainda mais vulnerabilidade. O cenário não busca ilustrar a narrativa: ele amplifica silenciosamente sua sensação de exposição e isolamento. Trata-se de uma cenografia que entende algo fundamental sobre o grande teatro contemporâneo — às vezes, a verdadeira sofisticação está naquilo que permite ao drama respirar sem jamais disputar protagonismo com ele.

    O desenho de iluminação de Wagner Antônio merece destaque especial. Em um espetáculo sustentado quase integralmente pela palavra, a luz assume papel dramatúrgico decisivo. Aqui, ela não funciona apenas como recurso estético, mas como extensão psicológica da personagem. Os cortes luminosos criam atmosferas de isolamento, exposição e vulnerabilidade com enorme inteligência visual. Há momentos em que a luz parece reproduzir o funcionamento de um tribunal: fria, objetiva, quase clínica. Em outros, torna-se uma espécie de campo mental fragmentado, acompanhando a desorganização subjetiva da protagonista. A sofisticação está justamente na discrição.

    O figurino de Fabio Namatame também opera com grande eficiência simbólica. A escolha de um visual sóbrio, elegante e funcional ajuda a revelar a identidade profissional da personagem sem transformá-la em caricatura corporativa. À medida que o espetáculo avança, a roupa parece adquirir outro peso, como se aquilo que antes representava autoridade passasse lentamente a significar armadura. É um trabalho de figurino que compreende a dramaturgia sem precisar chamar atenção para si.

    A trilha sonora e o desenho de som de Morris seguem caminho semelhante. Em vez de manipular emocionalmente o público com grandiloquência, trabalham por tensão subterrânea. Os sons surgem como pulsações internas, ecos emocionais ou atmosferas de desconforto. Em certos momentos, o silêncio é utilizado com inteligência brutal. E talvez seja justamente nesse silêncio que Prima Facie alcança sua dimensão mais perturbadora: a percepção de quantas experiências humanas permanecem sem linguagem adequada dentro das instituições.

    Há também algo profundamente relevante na recepção coletiva da plateia. Assistir a essa peça em um grande auditório universitário produz uma camada adicional de sentido. O espetáculo dialoga diretamente com temas urgentes da contemporaneidade: gênero, poder, violência, credibilidade e justiça. Mas o faz sem simplificações ideológicas. Sua inteligência reside precisamente em demonstrar que sistemas jurídicos podem ser simultaneamente necessários e insuficientes. A peça não propõe respostas fáceis. Propõe desconforto crítico. E talvez seja essa uma das funções mais nobres do teatro.

    Em tempos de produções frequentemente ansiosas por impacto instantâneo, Prima Facie impressiona por confiar radicalmente na força da interpretação, da escrita e da presença humana em cena. Não há efeitos espetaculares. Não há pirotecnia emocional. O que existe é teatro em estado de alta concentração artística. Teatro que exige escuta. Teatro que convoca pensamento. Teatro que permanece reverberando horas depois do aplauso final.

    E o aplauso, nesta noite de 4 de junho, possuía algo além do entusiasmo habitual. Havia ali um reconhecimento quase físico de que o público acabara de testemunhar uma obra importante. Não apenas importante por seu tema, mas importante por sua excelência artística. Porque grandes espetáculos não são aqueles que apenas emocionam ou informam. São aqueles que transformam nossa percepção do mundo. Prima Facie realiza isso com rara potência.

    Quem ainda não assistiu ao espetáculo tem uma oportunidade preciosa. A temporada no Salão de Atos da PUC-RS continua nesta sexta e sábado, 5 e 6 de junho, e trata-se de uma experiência teatral que merece ser vivida. Ver Débora Falabella em estado de tamanha entrega artística, sustentando um texto dessa complexidade com inteligência, humanidade e precisão técnica, é testemunhar uma das interpretações mais impactantes do teatro brasileiro recente. Prima Facie não é apenas uma peça necessária. É grande teatro.

  • Governo aperta o cerco a devedores do FGTS: 500 mil empresas devem R$ 66 bi

    Governo aperta o cerco a devedores do FGTS: 500 mil empresas devem R$ 66 bi

    O governo federal mudou a gestão e a cobrança dos débitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) inscritos em dívida ativa, que  passarão a ser feitas exclusivamente pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). 

    Cerca de R$ 66,8 bilhões, referentes a 500 mil inscrições na dívida ativa do fundo, serão migrados do sistema da Caixa Econômica Federal para a procuradoria.

    Atualmente, essa gestão é feita de forma compartilhada entre as duas instituições. A previsão é que a migração esteja completa até o final deste mês.

    Para julho, a PGFN já anunciou um edital de transações sobre esses débitos, para que os devedores consigam regularizar a situação com descontos em juros e multas.

    A dívida ativa do FGTS é composta pelos valores que deveriam ter sido pagos aos trabalhadores pelo empregador. Se o valor não for pago e nem parcelado, ele é inscrito em dívida ativa.

    A consulta, renegociação e emissão de guias de pagamento de débitos em dívida ativa, ajuizados ou não, deverão ser feitas exclusivamente pelo Regularize, o portal de serviços da PGFN

    Uma vez recuperados, os valores devidos vão direto para as contas do FGTS dos trabalhadores.

    Continuarão sob gestão da Caixa os débitos administrativos – ainda não inscritos em dívida ativa – ou que já possuem parcelamento ativo pelo banco, até a quitação ou rescisão. A emissão do Certificado de Regularidade do FGTS (CRF) também segue sob responsabilidade da instituição.

    (Com informações da Agência Brasil/EBC)

  • Justiça reabilita ação que pode anular Plano Diretor: Melo tem dez dias para se defender

    Justiça reabilita ação que pode anular Plano Diretor: Melo tem dez dias para se defender

    A juíza federal Clarides Rahmeier deu dez dias à prefeitura de Porto Alegre para se manifestar na Ação Civil Pública movida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo e que aponta ilegalidades no projeto de revisão do Plano Diretor, aprovado em abril. A decisão, em grau de recurso, foi assinada na sexta-feira e divulgada nesta segunda, 1/6.

    A ação foi ajuizada em agosto do ano passado, antes do projeto do plano ser encaminhado pelo prefeito Sebastião Melo para votaçao naà Câmara.

    Alegava violações à gestão democrática, por descumprir normas do Estatuto da cidade, irregularidade na composição do Conselho do Plano Diretor e falta de participação social no processo de revisão.

    Foi inicialmente indeferida: o CAU, entidade federal, não teria legitimidade para propor a ação e a Justiça Federal não seria a instância competente o caso.

     A  decisão de agora reforma a sentença inicial e reabre o processo que pode levar a anulação do plano aprovado pela Câmara.  Os “vícios estruturais” apontados na ação civil estão no texto do Executivo encaminhado à Câmara, sendo anterior, portanto, ao processo legislativo.    

    Diz o texto: “O recurso é provido para anular a sentença, rejeitando-se as preliminares de incompetência da Justiça Federal, ilegitimidade ativa do CAU/RS e inadequação da via eleita, com o retorno dos autos ao juízo de origem para regular processamento e julgamento do mérito, inclusive com a apreciação dos pedidos de tutela de urgência.  Cite-se a parte ré para contestar, observando o teor da inicial da Ação Civil Pública e intime-se para que se manifeste sobre o pedido de tutela de urgência no prazo de 10 (dez) dias”.

  • Universidades brasileiras caem no ranking mundial: UFRGS mantém posição

    Universidades brasileiras caem no ranking mundial: UFRGS mantém posição

    Mais de 80% (44 em 52) das  universidades brasileiras tiveram queda no ranking das melhores no mundo de 2026.

    Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (1º) pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR).

    Apenas cinco universidades brasileiras subiram de posição, enquanto duas federais– do Rio Grande do Sul e da Bahia- mantiveram seus postos e 44 tiveram queda especificamente no indicador de pesquisa.

    A Universidade de São Paulo (USP) continua sendo a melhor colocada do país, mas caiu uma posição em relação ao ano anterior, ocupando agora o 119º lugar mundial devido a declínios nos indicadores de educação, corpo docente e pesquisa.

    Em seguida, aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que caiu 15 posições para o 346º lugar, e a Universidade de Campinas (Unicamp), que desceu 10 postos, ocupando a 379ª colocação.

    “Anos de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação como bens públicos”, estas são as principais causas da queda generalizada das universidades brasileiras, na avaliação de Nadim Mahassen, presidente do CWUR.

    Universidades brasileiras no ranking

    Universidades Brasileiras na Lista Global 2000

    Ranking nacionalInstituiçãoRanking Global 2026Ranking Global 2025Pontuação
    1Universidade de São Paulo (USP)🔻 11911881.2
    2Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)🔻 34633176.3
    3Universidade de Campinas (Unicamp)🔻 37936975.8
    4Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)47647674.7
    5Universidade Estadual Paulista (Unesp)🔻 47945474.6
    6Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)🔻 50849774.3
    7Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)🔻 62161773.3
    8Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)🔻 68266872.8
    9Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)🔻 73272772.4
    10Universidade Federal do Paraná (UFPR)🔻 79978371.9
    11Universidade de Brasília (UnB)83183371.6
    12Fundação Getúlio Vargas (FGV)🔻 88588071.3
    13Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)🔻 88687071.3
    14Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)🔻 89188771.3
    15Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)🔻 95995170.8
    16Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)🔻 96996670.8
    17Universidade Federal do Ceará (UFC)🔻 100296170.6
    18Universidade Federal Fluminense (UFF)🔻 100698270.5
    19Universidade Federal de Pelotas (UFPel)🔻 101398670.5
    20Universidade Federal de Viçosa (UFV)🔻 101598470.5
    21Universidade Federal da Bahia (UFBA)1024102470.4
    22Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)🔻 1071103170.2
    23Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)🔻 1102109070.0
    24Universidade Federal de Goiás (UFG)🔻 1129111969.9
    25Universidade Federal do ABC (UFABC)🔻 1183112269.6
    26Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF)🔻 1214109969.4
    27Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)🔻 1275126869.1
    28Universidade Federal de Uberlândia (UFU)1283129469.1
    29Universidade Federal da Paraíba (UFPB)🔻 1284126769.1
    30Universidade Federal do Pará (UFPA)🔻 1295128869.0
    31Universidade Federal de Lavras (UFLA)🔻 1302128469.0
    32Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)1347136768.8
    33Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)🔻 1382133068.6
    34Universidade Estadual de Maringá (UEM)🔻 1422136868.4
    35Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)🔻 1479138568.2
    36Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)🔻 1482145568.2
    37Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS)🔻 1539150667.9
    38Universidade Federal de Sergipe (UFS)🔻 1595158467.7
    39Universidade Estadual de Londrina (UEL)🔻 1601152667.7
    40Universidade Federal do Rio Grande (FURG)1629164467.6
    41Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)🔻 1632155867.5
    42Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)🔻 1715169167.2
    43Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)🔻 1778174567.0
    44Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)🔻 1827178566.8
    45Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)🔻 1838177466.8
    46Universidade Federal de Alagoas (UFAL)1931194666.4
    47Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)🔻 1944183666.4
    48Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA)🔻 1952183166.3
    49Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)🔻 1962193066.3
    50Universidade Federal do Piauí (UFPI)🔻 1971195066.3
    51Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)🔻 1974191166.3
    52Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)🔻 2000199466.2

    Fonte: Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR)

    O grande destaque positivo é a China: 98% das universidades chinesas melhoraram suas posições, lideradas pela Universidade Tsinghua (36ª). A China é agora o país mais representado no Global 2000, com 360 instituições, superando as 313 dos Estados Unidos.

    Na Europa, o quadro é de dificuldades, com quedas generalizadas no Reino Unido, França e Alemanha devido à competição global intensificada.

    As 100 melhores da Lista Global

    InstituiçãoRanking Global 2026Ranking Global 2025PaísPontuação
    Harvard University11EUA100
    Massachusetts Institute of Technology22EUA96.8
    Stanford University33EUA95.2
    University of Cambridge44Reino Unido94.1
    University of Oxford55Reino Unido93.3
    Princeton University66EUA92.7
    University of Pennsylvania77EUA92.1
    Columbia University88EUA91.6
    Yale University99EUA91.2
    University of Chicago1010EUA90.8
    California Institute of Technology1111EUA90.5
    University of California, Berkeley1212EUA90.2
    University of Tokyo1313Japão89.9
    Cornell University1414EUA89.6
    Northwestern University1515EUA89.3
    University of Michigan, Ann Arbor1616EUA89.1
    University of California, Los Angeles1717EUA88.9
    Johns Hopkins University1818EUA88.7
    University College London1920Reino Unido88.5
    PSL University2019França88.3
    Duke University2121EUA88.1
    University of Illinois at Urbana–Champaign2222EUA87.9
    University of Toronto2323Canadá87.8
    New York University2425EUA87.6
    University of Washington2526EUA87.4
    Kyoto University2624Japão87.3
    Imperial College London2728Reino Unido87.2
    McGill University2827Canadá87.0
    University of Wisconsin–Madison2930EUA86.9
    Seoul National University3031Coreia do Sul86.8
    ETH Zurich3132Suíça86.6
    Institut Polytechnique de Paris3235França86.5
    Paris-Saclay University3334França86.4
    University of California, San Diego3433EUA86.3
    University of Texas at Austin3536EUA86.2
    Tsinghua University3637China86.1
    University of Copenhagen3738Dinamarca85.9
    Paris City University3829França85.8
    University of California, San Francisco3939EUA85.7
    Peking University4044China85.6
    University of Chinese Academy of Sciences4146China85.6
    Karolinska Institute4241Suécia85.5
    University of North Carolina at Chapel Hill4340EUA85.4
    King’s College London4442Reino Unido85.3
    Sorbonne University4543França85.2
    Washington University in St. Louis4647EUA85.1
    Dartmouth College4745EUA85.0
    University of Minnesota – Twin Cities4849EUA84.9
    University of British Columbia4948Canadá84.8
    University of Edinburgh5051Reino Unido84.8
    Ludwig Maximilian University of Munich5150Alemanha84.7
    University of New South Wales5252Austrália84.6
    University of Manchester5353Reino Unido84.5
    Shanghai Jiao Tong University5461China84.5
    University of Southern California5554EUA84.4
    Vanderbilt University5656EUA84.3
    Free University of Berlin5759Alemanha84.2
    Ohio State University5855EUA84.2
    Humboldt University of Berlin5958Alemanha84.1
    University of California, Davis6060EUA84.0
    Pennsylvania State University6157EUA84.0
    Zhejiang University6268China83.9
    University of Zurich6362Suíça83.8
    University of Melbourne6464Austrália83.8
    Rutgers University6563EUA83.7
    Fudan University6673China83.7
    Hebrew University of Jerusalem6765Israel83.6
    Purdue University6866EUA83.5
    University of Texas Southwestern Medical Center6967EUA83.5
    Heidelberg University7072Alemanha83.4
    Georgia Institute of Technology7174EUA83.4
    Brown University7271EUA83.3
    University of Florida7386EUA83.2
    Weizmann Institute of Science7470Israel83.2
    University of Virginia7576EUA83.1
    Rockefeller University7669EUA83.1
    Technical University of Munich7777Alemanha83.0
    University of Colorado Boulder7875EUA83.0
    National University of Singapore7980Singapura82.9
    Utrecht University8078Países Baixos82.9
    Sun Yat-sen University8195China82.8
    University of Alberta8281Canadá82.8
    University of Amsterdam8383Países Baixos82.7
    Huazhong University of Science and Technology8498China82.7
    University of Science and Technology of China8596China82.6
    University of Pittsburgh8684EUA82.6
    Leiden University8788Países Baixos82.5
    University of Oslo8887Noruega82.5
    University of Rochester8979EUA82.4
    University of Basel9085Suíça82.4
    Texas A&M University, College Station9182EUA82.3
    University of California, Irvine9289EUA82.3
    Australian National University9390Austrália82.2
    Carnegie Mellon University9497EUA82.2
    University of Birmingham9593Reino Unido82.1
    Uppsala University9691Suécia82.1
    Aarhus University97100Dinamarca82.1
    KU Leuven98105Bélgica82.0
    University of Maryland, College Park9992EUA82.0
    University of Sydney10094Austrália81.9

    Fonte: Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR)

    Metodologia

    O CWUR utiliza quatro indicadores principais para classificar as instituições, sem depender de pesquisas de opinião ou dados enviados pelas próprias universidades:

    • Educação (25%): baseado no sucesso acadêmico de ex-alunos.
    • Empregabilidade (25%): baseado no sucesso profissional de ex-alunos em grandes empresas.
    • Corpo docente (10%): medido por distinções acadêmicas de alto nível.
    • Pesquisa (40%): inclui produção total, publicações em jornais de elite, influência e citações.
  • Tina Felice: 40 anos de arte

    Tina Felice: 40 anos de arte

    A arte de Tina Felice faz parte do imaginário, das memórias, das ruas e da história da capital gaúcha. Suas “Meninas” são uma marca-registrada. Ao completar 40 anos de arte, Tina mostra um pouco do tudo que já produziu, com esculturas impressionantes, as tradicionais “Meninas” e suas criações em arte abstrata, inéditas para o público gaúcho. A exposição “Tina Felice: 40 anos de arte” tem vernissage no sábado, 30 de maio, das 11 às 13 horas, na Galeria Bublitz. A mostra fica no local até o dia 30 de junho, com entrada franca.

    “Essa exposição não é só uma homenagem a uma grande artista gaúcha, mas também uma oportunidade de o público conhecer outras faces de Tina Felice e admirar sua produção”, destaca o marchand Nicholas Bublitz. “Também vamos fazer uma homenagem ao Carlos Alberto Pippi da Motta, que faleceu recentemente. Ele foi o padrinho que nos aproximou e tornou essa exposição possível”, revela.

    A seleção de obras em exposição na galeria é formada por trabalhos escolhidos pela própria artista e que fazem parte do seu acervo. Formada em Direito, Tina fez da arte sua profissão. Aprendeu com os grandes mestres da arte do Rio Grande do Sul, como Vasco Prado e Xico Stockinger, além de Cláudio Martins Costa, seu professor no Atelier Livre. Sua trajetória artística começou em 1986 e foi marcada pela superação, em função da talidomida, e pelas adaptações que fez ao longo da carreira. Em vez de pincéis, o rolo de pintura e o cabo de vassoura viraram suas ferramentas de trabalho. Mas a deficiência não a limitou. Ao contrário. Tina é conhecida por esculturas gigantescas que ocupam espaços públicos, como a obra “Túnel do Túnel”, localizada junto ao Túnel da Conceção, e o “Monumento aos 100 anos da Escola de Engenharia da UFRGS”.

    Na foto, Diana da Motta, Carlos Alberto Pippi da Motta, Tina Felice e Nicholas Bublitz. Divulgação

    As famosas “Meninas” nasceram há 25 anos e marcam o ingresso de Tina na pintura, quando resolveu enfrentar uma tela em branco pela primeira vez. Os rostos alongados, com olhos expressivos e boca pequena reproduzem características físicas da própria artista. “Mas não são um autorretrato”, avisa Tina. Tais como Monalisa, as “Meninas” de Tina Felice conversam com quem as vê e suscitam múltiplas interpretações. “Tem gente que acha que elas são tristes, mas são pensativas, às vezes até debochadas e seguem se transformando”, conta a arista.

    A artista Tina Felice. Divulgação

    Além das pinturas mais marcantes e das esculturas, Tina apresenta suas criações em arte abstrata ainda inéditas no Brasil. São obras que carregam também a identidade da artista com formas orgânicas e diferentes cores e que foram exibidas apenas em uma mostra em Londres, até o momento.

    Exposição: “Tina Felice: 40 anos de arte”
    Local:
    Bublitz Galeria de Arte
    Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143
    Vernissage: sábado, 30 de maio, das 11h às 13h.
    Visitação da exposição: segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 13h
    Período da exposição: até 30 de junho.
    Entrada Franca

  • Mostra com vários artistas inclui nova experiência na organização das obras

    Mostra com vários artistas inclui nova experiência na organização das obras

    Numa exposição que reúne nomes reconhecidos como Britto Velho, Cláudia Sperb, Leandro Selister, Paulo Favalli, Leonardo Loureiro e o uruguaio Gustavo Tabares, entre outros, no Espaço Físico, em Porto Alegre, a curadora Ana Zavadil dispõe as obras, de diferentes linguagens, de maneira inovadora: “Menos pela tentativa de unificação conceitual e mais pela construção de uma experiência espacial compartilhada”, explica ela.

    Idealizadora do Espaço Físico (Rua Felipe Camarão, 700, sala 101), a curadora da mostra “Entre passagem e permanência” usa o local expositivo não como suporte neutro, mas como proposição ativa. “Em vez de organizar as obras a partir de um conceito temático único, a curadoria assume a própria arquitetura como eixo articulador: o espaço determina a forma de encontro, o ritmo do olhar e a experiência do corpo diante das obras”, esclarece Ana.

    Obra de Paulo Favalli. Foto Divulgação

    Assim, o percurso da exposição começa no corredor, que funciona como um dispositivo curatorial: um espaço que cria tensão, expectativa e sequência, fazendo com que o olhar seja constantemente ativado e reposicionado.

    O ambiente a seguir rompe a linearidade e introduz outra presença. “Se o corredor sugere passagem, esse espaço final sugere permanência. Nesse ponto, a exposição se expande: o percurso não se encerra, mas se reorganiza”, diz Ana, que foi curadora-chefe do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), curadora-chefe do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS) e curadora assistente da 10ª Bienal do Mercosul, em 2015.

    Obra de Brito Velho. Foto Divulgação

    Essa é a terceira exposição no Espaço Físico, dirigido por Ana, que o inaugurou em janeiro deste ano. “A diversidade de obras da mostra não é ruído: é matéria de relação. As obras coexistem em um mesmo território, porque o espaço, ao conduzir e redistribuir a atenção, cria um campo comum de leitura”, afirma a curadora.

    Obra de Simone Barros. Foto Divulgação

    Artistas participantes

    São as(os) seguintes artistas que participam da exposição: Alexandra Eckert, Britto Velho, Cátia Usevicius, Cláudia Sperb, Cleci Altermann Serpa, Fernanda Martins Costa, Gustavo Tabares, Heloísa Biasuz, Jane Maria, Juliana Desconsi, Jussara Moreira, Leandro Selister, Leonardo Loureiro, Márcia Marostega, Mylène d’Huyer, Paulo Favalli, Rita da Rosa, Sílvia Brum, Simone Barros e Wischral.

    Obra de Leandro Selister. Foto Divulgação

    SERVIÇO:

    Exposição “Entre passagem e permanência”

    Curadoria: Ana Zavadil

    Abertura: 30/05 (sábado), das 10h30 às 12h30

    Visitação: de 1º de junho a 1º de julho, de segunda a sexta, das 14h às 19h

    Local: Espaço Físico

    Endereço: Rua Felipe Camarão, 700 – sala 101 – Bom Fim, Porto Alegre/RS

    Agendamento pelo whatsapp: (51) 999145819

    Entrada gratuita

  • Teatro Bruno Kiefer reabre após reforma de R$ 3,6 milhões

    Teatro Bruno Kiefer reabre após reforma de R$ 3,6 milhões

    Inteiramente reformado, ao custo de R$ 3,6 milhões, reabriu na quarta-feira (27/5), o Teatro Bruno Kiefer, no 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), em Porto Alegre.

    O governador Eduardo Leite, do secretário da Cultura, André Kryszczun, e da diretora da CCMQ, Adriana Sperandir participaram da reinauguração.

    A obra contemplou restauração integral da plateia, adequações às normas de acessibilidade e substituição de poltronas, carpetes e forros. As melhorias também alcançaram o foyer, o telhado, as portas de segurança e as instalações elétricas. No palco, foram realizadas intervenções que incluíram a renovação da iluminação, a instalação de um novo rack de comando e a recuperação do assoalho – o que modernizou a estrutura e qualificou as condições para artistas e público.

    “Não basta defender a cultura no discurso, é preciso transformá-la em prioridade nas políticas públicas e no orçamento”, disse o governador .

    Os convidados puderam conferir também o teaser de um vídeo institucional sobre o Projeto de Restauração do Teatro, que será lançado na versão completa em breve. O material, produzido pela produtora Ocorre Lab, conta com imagens da obra captadas no último ano, depoimentos de integrantes da classe artística e registros de atividades educativas realizadas em 2025, vinculadas ao projeto de restauro.

    Restauração

    O Teatro Bruno Kiefer é um dos principais espaços culturais do Rio Grande do Sul e grande referência para a cena artística e teatral. Ao longo de décadas, consolidou-se como local de encontros, trocas e produção para artistas, técnicos e público, contribuindo para a formação de espectadores e para o desenvolvimento das artes em Porto Alegre.

    A reforma começou em fevereiro de 2025, com projeto assinado pelos arquitetos Flávio Kiefer e Joel Gorski. Ambos são autores também do plano que transformou o antigo Hotel Majestic na CCMQ, nos anos 1990.

    Programação do segundo semestre

    Nos próximos meses, o teatro recebe diversos espetáculos de música, artes cênicas, drag e dança. Dentre eles, projetos selecionados no Edital de Ocupação dos Teatros da CCMQ; espetáculos de curadoria, organizados pelo Núcleo de Administração dos Teatros da CCMQ; festivais de artes cênicas; e uma programação alusiva aos 120 anos de nascimento de Mario Quintana.

  • Programação especial para marcar centenário do Espaço Força e Luz

    Programação especial para marcar centenário do Espaço Força e Luz

    Uma programação especial, a partir desta sexta-feira, 29, vai marcar o centenário de um dos pontos mais tradicionais do centro histórico de Porto Alegre, o Espaço Força e Luz, na rua da Praia.

    Projeto do arquiteto Adolfo Stern, o prédio começou a ser construído em 1926 e foi concluído dois anos depois.

    Foi projetado originalmente para a ampliação do famoso “Clube dos Caçadores”, um cabaré-cassino, que se tornou famoso ponto de encontro de intelectuais e políticos da época.

    Por sua condição de casa de jogos, ficou popularmente conhecido como o “Palácio das Lágrimas”.

    Em 1929, o edifício foi alugado pela Foreign Light and Power, empresa americana, concessionária de energia em Porto Alegre.

    Quando a Light foi encampada pelo então governador  Leonel Brizola, nos anos 1960, tornou-se a sede da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), o que deu origem ao nome atual.

    De estilo eclético, tem forte influência da arquitetura francesa do início do século XX, com adornos e  cabeças de leão na fachada. Foi tombado como patrimônio histórico  em 1994.

    Em 2002, passou por uma completa reciclagem, em projeto assinado pelo arquiteto Flávio Kiefer, reabrindo suas portas como centro cultural. Atualmente, é conhecido como Espaço Força e Luz e abriga de forma permanente o Museu da Eletricidade do Rio Grande do Sul e o Memorial Erico Verissimo..

    Ao completar 100 anos, o Espaço Força e Luz promove uma exposição comemorativa que convida a população a revisitar experiências ligadas ao edifício e ao próprio desenvolvimento da cidade.

    A programação inicia às 10h30 e foi pensada para aproximar o público da trajetória do prédio por meio de experiências acessíveis e atividades de participação coletiva.

    A fachada está em reforma para as comemorações do centenário;

    Entre as atrações previstas estão a instalação de uma fachada comemorativa alusiva ao centenário, gravações especiais com participação do público, distribuição de brindes e ações interativas ao longo da manhã do dia 29/05.

    Pela tarde, será realizada uma apresentação sobre a história do edifício, contextualizando sua importância para Porto Alegre e sua relação com a memória energética, cultural e social da capital.

    Como parte da programação educativa, o evento contará ainda com uma oficina em celebração ao Dia Mundial da Energia, promovendo reflexões sobre sustentabilidade, conscientização e o papel da energia na vida cotidiana.

    A comemoração terá momentos voltados ao caráter afetivo da data, com uma atração surpresa às 11h, distribuição de mimos ao público e sorteios de brindes e kits comemorativos. 

    A programação é gratuita e aberta ao público.

  • Brasileiro sente o peso das mudanças climáticas e cobra proteção do governo

    Brasileiro sente o peso das mudanças climáticas e cobra proteção do governo

    Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto “intenso”. 

    Os dados são de uma pesquisa do Aurora Lab e da More in Common, que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.  A Agência Brasil teve acesso ao resultado.

    Foram ouvidas 2.630 pessoas que apontaram como consequências das mudanças climáticas no seu cotidiano:.  

    • Ter que arcar com um custo maior de vida – 53%
    • Problemas de saúde física – 45%
    • Obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%
    • Adoecimento mental – 32%
    • Perda de renda – 17% 
    • Perda de emprego – 10%

    A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%).

     Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).

    A preferência pelo Estado como o agente mais adequado para apresentar soluções de mitigação e outras medidas pertinentes surpreendeu os pesquisadores.

    “Também é um dado muito preocupante, porque ele tira ou não coloca a responsabilidade em cima dos empregadores. Cada vez mais a gente vai ter eventos climáticos extremos e eles têm um papel muito importante em garantir a proteção dos trabalhadores no processo de transição também”, complementa a diretora-executiva do Aurora Lab, Gabriela Vuolo.

    O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação. 

    Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

    As entrevistas também sondaram a avaliação das pessoas sobre a ligação entre a transição e a configuração social do país. A maioria (45%) acredita que a passagem para outros estágios energéticos promoverá redução das desigualdades sociais, contra 40% que acreditam que haverá uma manutenção ou, então, um aumento das desigualdades (23% acham que vão aumentar + 17% que não vão mudar).

    Segundo Gabriela Vuolo, parte dos respondentes imagina que até mesmo os salários poderão aumentar.

    De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima. 

    A pesquisa Clima, Trabalho e Transição Justa será compartilhada no encontro “Quem move o Brasil? Debates sobre Trabalho, Energia e Desenvolvimento”. 

    As entrevistas realizadas para a análise contaram com a participação de pessoas com 16 anos de idade ou mais, de nove capitais: Belém, Brasília, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O questionário foi aplicado entre maio e setembro de 2025.

    (Com Agência Brasil)