Categoria: Geral

  • Corrida aos consignados causa colapso no sistema do INSS; em Porto Alegre houve tumulto

    Corrida aos consignados causa colapso no sistema do INSS; em Porto Alegre houve tumulto

    À véspera de uma paralisação programada para atualização do sistema, o INSS foi surpreendido com uma avalanche de acessos em busca de empréstimos consignados.

    O presidente do INSS, Gilberto Waller,  disse em entrevista à Gaúcha que o aplicativo Meu INSS colapsou diante de uma demanda seis vezes maior nos últimos dias.

    Nesta segunda-feira, 26, em Porto Alegre, na agência central do INSS, onde há atendimento presencial, uma grande fila se formou desde cedo e houve tumulto quando as pessoas que estavam há horas sob sol quente foram informadas que o sistema havia caído, sem previsão de retomar.  A Brigada Militar foi chamada para conter os ânimos.

    Segundo o INSS, a situação foi causada por um erro na divulgação de um mutirão de atendimento, que não ocorreu na unidade central.

    O tumulto ficou restrito a Porto Alegre, mas a instabilidade digital é nacional. A suspensão temporária de serviços como bloqueio e desbloqueio de consignado afeta beneficiários em todo o país.
    O aplicativo Meu INSS e a Central 135 já apresentam falhas intermitentes nos últimos dias.

    A causa da corrida é o aumento da margem consignável para aposentados e pensionistas do INSS com o reajuste salarial e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

    O salário mínimo foi reajustado para R$ 1.621,00, representando um aumento de 6,79% em relação ao ano anterior. Benefícios acima do mínimo tiveram um reajuste de 3,90%, elevando o teto do INSS para R$ 8.475,55.

    A isenção do Imposto de Renda até R$ 5.000, a partir de 1º de janeiro, aumenta o valor líquido do benefício e amplia diretamente a capacidade de crédito para milhões de segurados que antes tinham imposto  retido na fonte.

    Com o novo piso, a margem de 35% destinada a empréstimos subiu para R$ 567,35.
    A nova margem começou a ser liberada após o processamento da folha de pagamento de janeiro de 2026 na semana passada.

    Além da pane momentânea, o INSS confirmou que o sistema passará por uma paralisação programada para modernização a partir desta terça-feira (27/01), às 19h, com retorno previsto apenas para 2 de fevereiro.
    O atendimento presencial será suspenso em todo o Brasil de 28 a 30 de janeiro para a atualização dos sistemas.

     

  • Pesquisa mostra queda no preço da cesta básica em todas as capitais no segundo semestre

    Pesquisa mostra queda no preço da cesta básica em todas as capitais no segundo semestre

    O preço da cesta básica de alimentos caiu em todas as 27 capitais brasileiras no acumulado do último semestre de 2025. As  quedas oscilaram entre -9,08%, em Boa Vista (RR,) e -1,56%, em Belo Horizonte (MG).

    Os dados, divulgados nesta terça-feira (20), são do  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Desde julho de 2025, a pesquisa engloba todas as 27 capitais do país. Anteriormente, o levantamento era feito apenas em 17.

    Campeã em queda de preço entre as capitais, Boa Vista (RR) teve a redução de -9,08% no valor da cesta básica no último semestre do ano passado, com o preço passando de R$ 712,83 em julho de 2025, para R$ 652,1,4 em dezembro –  R$ 60,69 menor.

    A segunda capital com maior queda no período foi Manaus (AM), com diminuição de -8,12% no preço da cesta, de R$ 674,78 para R$ 620,42, ou seja, custo R$ 54,36 a menos.

    Fortaleza (CE) ocupa o terceiro lugar em diminuição do preço do conjunto de alimentos essenciais: queda de -7,90%, passando de R$ 738,09, em julho, para R$ 677, em dezembro, R$ 61,09 mais barata.

    As capitais que tiveram menores baixas foram Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) com quedas de -1,56%, -2,10% e -2,16%, respectivamente, no acumulado do período.

    Por regiões, Boa Vista (RR) lidera o cenário de baixa de preços não só nacionalmente, mas também no Norte, assim como Fortaleza (CE), ocupa não somente o terceiro lugar geral, mas também é campeã no Nordeste do país.

    No Centro-Oeste, Brasília (DF), é a recordista em declínio de preço da cesta no período, com variação de -7,65% nos últimos seis meses de 2025.

    No Sul, a capital mais bem colocada é Florianópolis (SC), que teve redução de -7,67% no valor do conjunto de produtos. Vitória (ES) é a capital vencedora no Sudeste do país, com redução de -7,05% no preço da cesta básica de alimentos de julho a dezembro do ano passado..

    Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado dos últimos seis meses de 2025 demonstram que a política agrícola do Brasil está no caminho certo.

    “Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”.
    Ele destacou os planos Safra dos últimos três anos, tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar.

    “Já são três anos que ambos têm valores recordes, não faltando recursos para o financiamento agrícola, e com juros subsidiados”.
     (Com Agência Brasil)

  • Fiergs prevê expansão do PIB e do emprego com acordo Mercosul-União Europeia

    Fiergs prevê expansão do PIB e do emprego com acordo Mercosul-União Europeia

    Presidente Claudio Bier aposta no aumento no fluxo de comércio entre as duas regiões; entidade estima alta de 4,6% do PIB gaúcho em 15 anos e geração de 31 mil empregos.

    O acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado neste sábado (17), no Paraguai, é “um avanço importante”, segundo a Federação das Indústrias do RS.

    “É um passo importante para o futuro da economia do Brasil e do Rio Grande do Sul, especialmente num cenário em que a diversificação de mercado é essencial”, diz o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, lembrado que “foram mais de 25 anos de negociação”.

    O acordo é benéfico para o Rio Grande do Sul,  segundo Bier. “O crescimento econômico, diz ele, será estimulado pelo aumento das exportações e pela atração de novos investimentos, parcerias e joint-ventures. Dessa maneira, se consolida a inserção do Brasil nas cadeias globais de comércio”.

    A Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS projeta que, ao longo dos próximos 15 anos, as exportações industriais gaúchas para a União Europeia possam se expandir em aproximadamente US$ 801,3 milhões.

    Os setores que devem ser mais beneficiados são tabaco (com expansão de US$ 410,5 milhões), químicos (US$ 138,3 milhões), couro e calçados (US$ 84,3 milhões), alimentos (US$ 63,8 milhões) e celulose e papel (US$ 7,4 milhões).

    Esse aumento sustentado nas vendas industriais no longo prazo implicaria impactos relevantes sobre o mercado de trabalho formal, com a geração estimada em 31 mil novos empregos na Indústria de Transformação gaúcha.

    No plano macroeconômico, o efeito agregado desse choque positivo de demanda externa resultaria em um acréscimo aproximado de 4,6% (R$ 31 bilhões) no PIB do Rio Grande do Sul no horizonte de 15 anos, evidenciando que a intensificação do comércio com a União Europeia tem potencial para produzir efeitos significativos e persistentes sobre a produção, sobre o emprego e a renda no Estado, aprofundando os encadeamentos produtivos já identificados na análise de sensibilidade.

    “Sabemos que há pressão especialmente em países como a França, ainda tenho receio que possa ocorrer algum entrave, mas confio que será mantido o posicionamento majoritário da União Europeia para que possamos aproveitar todos os benefícios para o desenvolvimento do nosso país”, diz o presidente do Sistema FIERGS.

    EXPANSÃO DE MERCADOS

    Em 2025, a UE foi o segundo principal destino como bloco econômico das exportações gaúchas (US$ 2,7 bilhões), representando 13% do total exportado e a quarta principal origem das importações (US$ 1,4 bilhão), representando 11,1% do total importado.

    No mesmo ano, o RS foi o sexto estado brasileiro que mais exportou para a União Europeia e o oitavo que mais importou do bloco.

    Nos últimos cinco anos, o Rio Grande do Sul exportou 3,7 mil tipos de produtos, enquanto a União Europeia importou 5,8 mil mercadorias distintas de diferentes países. A interseção entre esses conjuntos, isto é, produtos que o RS já exporta e que a UE já importa, alcança 3,4 mil itens. Desses, cerca de 2,3 mil mercadorias são atualmente exportadas pelo Rio Grande do Sul para a União Europeia, indicando potencial de ampliação do volume exportado desses produtos com a efetivação do acordo. Os 1,1 mil itens restantes, que o RS exporta para outros mercados e que a UE importa de outros países, configuram um potencial adicional de abertura de mercado e diversificação da pauta exportadora estadual.

    Naturalmente, um acordo desta magnitude poderá gerar sensibilidades em segmentos específicos, porém o tratado prevê um cronograma de desgravação tarifária e dispositivos de salvaguarda amplamente discutidos. Esse prazo gradual de desgravação é fundamental para que os setores mais vulneráveis realizem as adequações necessárias e garantam sua competitividade no mercado internacional. “Em relação aos setores industriais sensíveis, precisamos trabalhar junto aos governos estadual e federal instrumentos de defesa que preservem a competitividade, os empregos e a indústria do Rio Grande do Sul”, afirma Bier.

    OPORTUNIDADES E BENEFÍCIOS DO ACORDO

    •         Crescimento da economia, comércio e investimentos;

    •         Maior diversificação da economia brasileira, proporcionando ganhos mais extensos em termos setoriais;

    •         Impacto positivo sobre outras negociações, ampliando a inserção internacional do Brasil por meio de acordos com países prioritários;

    •         Redução de custos das importações de alta tecnologia, gerando ganhos de produtividade e modernização em áreas que a indústria nacional ainda não atua;

    •         Aumento dos fluxos de investimentos estrangeiros;

    •         Novas possibilidades de joint ventures e associações entre empresas;

    •         Maior segurança jurídica e homologação de práticas aduaneiras para transações de investimentos e comerciais;

    •         Aumento das linhas logísticas e eventual redução de fretes internacionais;

    •         Redução das barreiras técnicas e burocracia;

    •         Maior inserção do Brasil nas cadeias globais de valor;

    •         Aperfeiçoamento institucional do Mercosul;

    •         Boas oportunidades para setores como: celulose, soja, carnes, tabaco, couro, calçados, móveis e máquinas/implementos agrícolas.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Financeira ligada ao Master administrou Fundo do Cais Mauá de onde sumiram R$ 130 milhões

    Financeira ligada ao Master administrou Fundo do Cais Mauá de onde sumiram R$ 130 milhões

    A REAG Investimentos, que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central esta semana, deixou um rastro de milhões no Rio Grande do Sul.

    Em março de 2018, ela assumiu a gestão do Fundo de Investimentos em Participações do Cais Mauá, o principal cais de Porto Alegre, desativado e, desde 2010, concedido a um consórcio privado.

    O consórcio ganhou a concessão e criou um Fundo de Investimentos e Participações para engajar investidores no projeto, orçado em R$ 350 milhões, que incluía a construção de nove espigões de 30 andares à beira do Guaíba.

    Uma operação da Polícia Federal, meses depois, revelou que o Fundo Cais Mauá, administrado inicialmente pela Icla Trust, captara R$ 130 milhões de investidores, dos quais R$ 40 milhões já haviam sido consumidos em “despesas operacionais”,  sem que nenhuma obra tivesse iniciado.

    As investigações da PF apontaram que a maior parte daqueles R$ 130 milhões havia sido captada junto a entidades de previdência privada de servidores públicos, e de maneira fraudulenta.  Muitas queriam o dinheiro de volta.

    O IPE, Instituto de Previdência do Estado, dos funcionários públicos estaduais do Rio Grande do Sul, era uma delas.

    A Reag alegou que assumira a gestão do fundo exatamente para sanar as irregularidades, praticadas na gestão anterior, da Icla Trust.

    As revelações da PF, no entanto, levaram ao rompimento do contrato de concessão do governo do Estado  com o consórcio Cais Mauá, em julho de 2019. A PF prosseguiu com as investigações, mas o assunto saiu do noticiário.

    Em 2023, a PF revelou que dados coletados na operação de 2018 (Operação Gatekeepers) ajudaram a identificar um esquema maior de desvio de R$ 239 milhões de
    regimes de previdência em diversos estados brasileiros.
    O mesmo esquema adotado pelo FIP Cais Mauá.

    Em setembro de 2025,  a REAG e seu fundador, João Carlos Mansur, foram alvos da Operação Carbono Oculto  que investigou lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado (PCC) e ao setor de combustíveis.

    Neste janeiro de 2026, João Carlos Mansur foi preso e  a Reag tornou-se alvo central da investigação das fraudes bilionárias em fundos de investimento ligados ao Banco Master.

    O Fundo Cais Mauá tinha  R$ 130 milhões quando iniciaram as investigações da PF,  R$ 40 milhões haviam sido gasto em “despesas operacionais” e restavam R$ 90 milhões. Em janeiro de 2026, o FIP Cais Mauá do Brasil CNPJ 17.213.821/0001-09 consta como encerrado.

    Os R$ 90 milhões remanescentes mencionados nas fases iniciais da Operação Gatekeepers (2018) foram consumidos ao longo dos anos “por desvalorização de ativos, custos de manutenção de uma estrutura paralisada e taxas de administração”.  

    Registros financeiros de 2026 indicam que o fundo possui  patrimônio líquido de R$ 0,00 e status de “cancelado” ou “encerrado” nos sistemas de análise de ativos.

    Institutos de previdência que investiram no fundo tiveram que reconhecer a perda integral do capital, pois o fundo não possuía liquidez nem ativos reais após o cancelamento do contrato de concessão anterior.
    Embora o dinheiro não tenha sido recuperado,  em 16 de dezembro de 2025, o Colegiado da CVM absolveu  os dez acusados de fraude. O entendimento foi de que não houve prova de dolo (intenção de fraudar) nas operações de transferência de ações, mas sim um insucesso empresarial agravado pela rescisão do contrato pelo governo estadual em 2019. 
  • Lula sanciona orçamento de 2026 com corte de quase R$ 500 milhões nas universidades federais

    Lula sanciona orçamento de 2026 com corte de quase R$ 500 milhões nas universidades federais

    O presidente Lula sancionou a Lei Orçamentária de 2026  mantendo o corte de R$ 488 milhões na verba das universidades federais, aprovado anteriormente pelo Congresso.
    O corte incide sobre os recursos destinados ao custeio básico, como contas de água, luz, limpeza, segurança e manutenção predial.
    Há uma preocupação direta com a redução de bolsas e programas de permanência para estudantes de baixa renda.
    Com os cortes, a verba orçamentária das 69 universidades  caiu para cerca de R$ 6,43 bilhões, 7% a menos do que o executado em 2025, sem considerar a inflação do período.
    Reitores apontam que a redução nesses recursos “pode consolidar um ciclo de precarização administrativa e científica, dificultando o funcionamento pleno das universidades federais ao longo de 2026”.
    O governo justificou o corte como parte do esforço para cumprir as metas do arcabouço fiscal.
    Lula sancionou o orçamento aprovado pelo Congresso com veto a apenas dois dispositivos que destinavam cerca de R$ 400 milhões para emendas parlamentares, que não estavam previstas no projeto original.

     

     

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    A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) publicou uma nota manifestando “profunda preocupação” com os cortes no orçamento das Universidades Federais feitos pelo Congresso Nacional durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. A entidade pede a recomposição imediata dos valores, “sob pena de comprometer o funcionamento regular das universidades e limitar o papel estratégico dessas instituições no desenvolvimento científico, social e econômico do país.”

    De acordo com cálculos feitos pela própria Andifes, o orçamento originalmente previsto no PLOA 2026 para as 69 universidades federais acabou sendo cortado em 7,05%, o que significa uma redução de R$ 488 milhões.

    “Esses cortes incidiram de forma desigual entre as universidades e atingiram todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior”, diz a nota publicada pela associação.

    A Andifes argumenta ainda que os cortes, de aproximadamente R$ 100 milhões, na área de assistência estudantil, comprometem diretamente a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), instituída pela Lei nº 14.914/2024, “colocando em risco avanços recentes na democratização do acesso e da permanência no ensino superior público”.

    “Os cortes aprovados agravam um quadro já crítico. Caso não haja recomposição, o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, desconsiderando os impactos inflacionários e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente aqueles relacionados à mão de obra”, complementa o texto.

    De acordo com a Andifes, cortes semelhantes também vão impactar o orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

    “Estamos em um cenário de comprometimento do pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades Federais, de ameaça à sustentabilidade administrativa dessas instituições e à permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica”, diz a entidade.

  • Banco Master: “Maior fraude da história” começa com uma pequena corretora há 50 anos…

    Banco Master: “Maior fraude da história” começa com uma pequena corretora há 50 anos…

    A história do Banco Master começa discretamente com a fundação da Máxima Corretora de Valores e Títulos Imobiliários, em 1974.

    Quinze anos depois, em 1990 a corretora foi transformada em banco múltiplo, tornou-se o Banco Máxima..Quase 30 anos se passaram até 2017, quando Daniel Vorcaro, então, empresário do ramo imobiliário, entrou de sócio, aportando cerca de R$ 45 milhões para sanar a “insuficiência de recursos” do banco. Em setembro daquele mesmo ano, Vorcaro assumiu o controle, mas só em outubro de 2019, o Banco Central concedeu a autorização formal para a troca de controle das mãos do antigo proprietário, Saul Sabbá, para Daniel Vorcaro.

    Dois anos depois, após a consolidação da nova gestão e uma injeção total de capital superior a R$ 400 milhões, o Banco Máxima foi oficialmente rebatizado como Banco Master. A mudança de nome consolidou a nova fase do banco, marcada por uma estratégia de crescimento arrojado, incluindo diversas aquisições e foco em CDBs de alto rendimento.

    Segundo apurou a Polícia Federal, já no processo de compra do antigo Banco Máxima já teria havido fraude, incluindo o uso de terrenos superfaturados para inflar o patrimônio da instituição durante esse período de transição. Só em 2024, porém, começaram as investigações, quando já eram evidentes os sinais sobre a saúde financeira do banco e irregularidades na venda de carteiras de crédito. No início de 2025, Vorcaro ainda tenta uma saída, com a venda do Master para o BRB (Banco de Brasília). A diretoria do BRB chegou a aprovar a compra de participação majoritária no Master, mas a operação foi vetada pelo Banco Central (BC) em setembro, citando riscos excessivos.

    Dois meses depois, foi decretada a intervenção no Master. No dia 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master por “grave situação de iliquidez” e “graves violações” às normas financeiras. Paralelamente, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero e prendeu Daniel Vorcaro e outros executivos por suspeita de fraude bilionária.

    O caso segue em investigação, com discussões no TCU e no STF sobre as responsabilidades e os desdobramentos financeiros, que podem impactar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até R$ 55 bilhões.

  • Fraudes do Banco Master podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos falsos

    Fraudes do Banco Master podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos falsos

    A Polícia Federal realiza nesta manhã de quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero para investigar, novamente, o Banco Master do empresário Daniel Vorcaro.

    As autoridades apuram prática de crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

    Ao todo, 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridos em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

    Também há medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam os R$ 5,7 bilhões.

    A operação tem como objetivo interromper a atuação da organização criminosa, além de recuperar ativos.

    Preso em novembro pela PF, enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular, no Aeroporto de Guarulhos PF, Daniel Vorcaro teve a prisão relaxada e está em prisão domiciliar.

    Defesa
    Em nota, a defesa do dono do Master informou que ele tem colaborado com as autoridades: “Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.”

    “O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, complementa a nota.

    Entenda
    Em novembro, o ex-presidente do BRB e Daniel Vorcaro foram alvos da Operação Compliance Zero, que investiga a concessão de créditos falsos. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados. “Podemos estar diante da maior fraude da história bancária do país”, como disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

    Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhões, mas o Banco Central (BC) rejeitou a negociação. Em novembro, foi decretada a falência da instituição de Vorcaro.

    (Com a Agência Brasil) 

  • Ministro da Justiça nomeado por Lula ficou 14 dias no cargo no governo Dilma

    Ministro da Justiça nomeado por Lula ficou 14 dias no cargo no governo Dilma

    Wellington César Lima e Silva, nomeado pelo presidente Lula para o Ministério da Justiça, já exerceu o cargo no governo de Dilma Rousseff . Foi nomeado em março de 2016 e ficou apenas 14 dias no cargo.

    O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que integrantes do Ministério Público ( Wellington era Procurador-geral da Justiça na Bahia) não poderiam exercer cargos no Poder Executivo, a menos que pedissem exoneração definitiva de suas funções de origem.
    Entre ser Ministro da Justiça, cargo temporário, e sua carreira  no Ministério Público, Wellington optou por deixar o governo em 14 de março de 2016. Ele foi sucedido por Eugênio Aragão.

    Sua nomeação ocorreu em um momento de alta instabilidade, visando substituir José Eduardo Cardozo, que sofria pressão interna por não “controlar” a Polícia Federal durante a Operação Lava Jato.

    Neste 13 de janeiro de 2026, Wellington César Lima e Silva foi nomeado novamente para o cargo pelo presidente Lula, desta vez após ter deixado a carreira no MP para atuar como advogado e gestor (ocupava a Advocacia-Geral da Petrobras).

  • China: Xi Jinping pede “esforço vigoroso” do Partido Comunista para combater a corrupção

    China: Xi Jinping pede “esforço vigoroso” do Partido Comunista para combater a corrupção

    O líder chinês  Xi Jinping, falou nesta segunda-feira numa sessão plenária da 20ª Comissão Central de Inspeção Disciplinar do Partido Comunista, em Pequim.

    Presidente do pais, Xi é também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central.

    Xi pediu “vigorosos esforços para confinar o poder a uma estrutura institucional de forma mais bem concebida e eficaz, e promover a luta anticorrupção com uma compreensão mais clara e uma determinação mais forte”.

    Destacou que, em 2025, o Comitê Central do PCCh intensificou os esforços para melhorar a conduta do Partido, defender a integridade e combater a corrupção, alcançando resultados notáveis.

    Segundo ele, “foram feitos esforços para manter uma postura firme contra a corrupção e erradicar os criadouros e as condições que a favorecem”.

    Disse, porém, que a situação atual de combate à corrupção continua “grave e complexa”, e que a tarefa de eliminar os criadouros e as condições que alimentam a corrupção continua árdua.

    Prometeu manter uma “pressão elevada” para garantir que funcionários corruptos não tenham “onde se esconder”.
     Xi enfatizou a necessidade de eliminar as “condições que geram a corrupção”, visando tanto “tigres” (altos funcionários) quanto “moscas” (baixo escalão).
    Em 2025, um recorde de 65 oficiais e funcionários de alto escalão (os “tigres”) foram investigados, superando os 58 de 2024.
    No final do ano, a campanha atingiu fortemente o setor militar, com a remoção de nove generais e altos comandantes ligados às forças de mísseis e supervisão ideológica.
    As investigações foram expandidas para além do governo, atingindo universidades, empresas estatais e os setores de energia e finanças.
    Em setembro de 2025, o  ministro da Agricultura e Assuntos Rurais, Tang Renjian, foi condenado à morte por corrupção. Ele recebeu propinas que totalizaram mais de 268 mlhões de yuans (cerca de 40 milhões de dólares) entre os anos de 2007 e 2024.
    Em 2025, também o Partido revisou regulamentos para proibir banquetes luxuosos, carros de luxo e projetos de infraestrutura desnecessários (“elefantes brancos”).
    Pesquisas indicam que o combate à corrupção é um dos pilares da popularidade de Xi internamente, visto por muitos como um resgate da integridade do Partido.
    Analistas críticos sugerem que a campanha também funciona como uma ferramenta política para remover rivais e consolidar a lealdade absoluta ao líder. Há também preocupações sobre a falta de independência das agências de supervisão, o que pode limitar a eficácia do combate em níveis locais. 

     

  • Fim de semana em Porto Alegre: 73 acidentes de trânsito, 28 com feridos, um com morte

    A EPTC registrou 73 acidentes no trânsito de Porto Alegre entre as 18h de sexta-feira, 9, e as 6h desta segunda-feira, 12 0de janeiro.

    Do total, 41 acidentes envolveram apenas danos materiais e 28 resultaram em feridos, com uma ocorrência com morte. Três dos acidentes registrados foram atropelamentos.

    Nos casos com morte analisados pelo Programa Vida no Trânsito, os principais fatores identificados incluem:

    – Avanço de sinal vermelho ou parada obrigatória
    – Velocidade excessiva ou inadequada
    – Condução sem habilitação regular
    – Alcoolemia
    – Conversões ou circulação em locais proibidos