{"id":86073,"date":"2026-05-13T21:24:01","date_gmt":"2026-05-14T00:24:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/?p=86073"},"modified":"2026-05-13T21:24:01","modified_gmt":"2026-05-14T00:24:01","slug":"mpf-aciona-justica-para-exigir-consulta-a-comunidades-tradicionais-em-projeto-de-fabrica-de-celulose-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novo.jornalja.com.br\/noticiario\/mpf-aciona-justica-para-exigir-consulta-a-comunidades-tradicionais-em-projeto-de-fabrica-de-celulose-no-rs\/","title":{"rendered":"MPF aciona Justi\u00e7a para exigir consulta a comunidades tradicionais em projeto de f\u00e1brica de celulose no RS"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) ajuizou uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica para que o licenciamento ambiental do \u201cProjeto Natureza\u201d, da multinacional chilena CMPC, respeite os direitos de comunidades tradicionais no Rio Grande do Sul. A a\u00e7\u00e3o questiona a aus\u00eancia de consulta pr\u00e9via, livre e informada a pescadores artesanais, ind\u00edgenas e quilombolas potencialmente afetados pelo empreendimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o MPF, o processo conduzido pela Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Fepam) avan\u00e7ou sem cumprir exig\u00eancias previstas na Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT). O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m pede a realiza\u00e7\u00e3o de estudos espec\u00edficos sobre impactos sociais, ambientais e econ\u00f4micos \u00e0s popula\u00e7\u00f5es tradicionais da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A procuradoria aponta riscos relacionados ao lan\u00e7amento di\u00e1rio de 216 mil metros c\u00fabicos de efluentes no Lago Gua\u00edba, contendo subst\u00e2ncias t\u00f3xicas como compostos organoclorados, dioxinas e furanos. De acordo com a a\u00e7\u00e3o, os res\u00edduos podem afetar \u00e1reas de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em Porto Alegre e Barra do Ribeiro, al\u00e9m de impactar mais de 7 mil pescadores artesanais do Delta do Jacu\u00ed e da Lagoa dos Patos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O MPF tamb\u00e9m questiona os efeitos da expans\u00e3o da monocultura de eucalipto no bioma Pampa. A estimativa \u00e9 de que a futura f\u00e1brica demande cerca de 11,8 milh\u00f5es de toneladas de mat\u00e9ria-prima por ano. Para o \u00f3rg\u00e3o, o avan\u00e7o das planta\u00e7\u00f5es pode agravar a escassez h\u00eddrica, reduzir a biodiversidade e aumentar o risco de inc\u00eandios florestais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na a\u00e7\u00e3o, o MPF solicita que a Justi\u00e7a Federal suspenda o avan\u00e7o das licen\u00e7as at\u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o das consultas \u00e0s comunidades afetadas. Tamb\u00e9m pede que Funai, Incra e Minist\u00e9rio da Pesca coordenem os processos de consulta previstos na legisla\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso tramita na 9\u00aa Vara Federal da Justi\u00e7a Federal do RS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) ajuizou uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica para que o licenciamento ambiental do \u201cProjeto Natureza\u201d, da multinacional chilena CMPC, respeite os direitos de comunidades tradicionais no Rio Grande do Sul. A a\u00e7\u00e3o questiona a aus\u00eancia de consulta pr\u00e9via, livre e informada a pescadores artesanais, ind\u00edgenas e quilombolas potencialmente afetados pelo empreendimento. 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