Categoria: Geral

  • Lula adia viagem a Rio Grande para retomada das obras do Polo Naval

    Lula adia viagem a Rio Grande para retomada das obras do Polo Naval

    O presidente Lula decidiu adiar sua viagem  a Rio Grande, onde pretendia, junto com a ex-presidente Dilma Rousseff assinalar a retomada do Polo Naval, na terça-feira, 7.

    Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto,  nova data será definida nos próximos dias.

    O motivo do adiamento é a crise internacional deflagrada pelo ataque dos Estados Unidos à Venezuela, com o sequestro do presidente Nicolas Maduro.

  • China e Rússia foram avisadas antes do ataque à Venezuela? Há um acordo com Trump para uma nova divisão mundial?

    China e Rússia foram avisadas antes do ataque à Venezuela? Há um acordo com Trump para uma nova divisão mundial?

    São muitas as perguntas sem resposta neste sábado em que o mundo acompanha, estarrecido, o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolas Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

    A principal e a mais inquietante das perguntas é esta: esse movimento de Trump na Venezuela faz parte de um acordo com Putin, da Russia, e Xi Jimping, da China, para uma nova divisão do mundo em áreas de influência entre as três maiores potências militares?

    Desde o início de 2025, analistas internacionais vem apontando sinais claros de os três negociam uma nova ordem multipolar.

    A tolerância de Trump com Putin na Ucrânia, inclusive tentando mediar um acordo de paz, que favorece os interesses do presidente russo, é um destes sinais. Da mesma forma, as ações da China em relação a Taiwan, que não tem merecido maiores reclamações dos Estados Unidos.

    Uma entrevista do secretário de Estado, Marco Rubio, o principal formulador da política externa dos Estados Unidos, em fevereiro de 2025, é significativa neste sentido.  Disse Rúbio, segundo a BBC News:

    “Não é normal que o mundo tenha uma potência unipolar. Isso era uma anomalia, um produto do fim da Guerra Fria, mas finalmente vamos chegar a um ponto em que vamos ter um mundo multipolar, com potências em diferentes partes do planeta”.

    Este seria o sinal mais importante de que os Estados Unidos estão dispostos a ceder parte do enorme poder de que desfrutam a outros atores globais, China e Rússia antes de todos.

    As reações de Putin e Xi Jimping ao ataque à Venezuela, condenando formalmente a ação americana, mas de certa forma não além da retória,  também dão sentido às especulações. Os dois teriam sido avisados antes do ataque. Esse seria o primeiro fato a comprovar que há o acordo e que a América Latina está na área de influência dos Estados Unidos.

     

     

     

     

  • Estados Unidos sequestram Nicolas Maduro em desafio explícito à China; comissão chinesa estava na Venezuela

    Estados Unidos sequestram Nicolas Maduro em desafio explícito à China; comissão chinesa estava na Venezuela

    O ataque dos Estados Unidos à Venezuela com  o sequestro do presidente Nicolas Mauro e sua esposa na madrugada desta sábado (3), ocorreu poucas horas depois de uma reunião do presidente venezuelano com representantes oficiais do governo chinês, em Caracas.

    A China tem sido um parceiro importante do governo Maduro, que tem também o apoio decidido de Wladimir Putin, da Rússia, Ambos os países não haviam se manifestado até o início desta manhã. O governo brasileiro anunciou que o presidente Lula convocou uma reunião especial da cúpula do Palácio do Planalto. Não havia se manifestado até as 9 horas de sábado.

    O próprio Donald Trump anunciou o ataque pelas mídias sociais: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea.”

    De acordo com Trump, a ação planejada pela CIA, foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados.

    A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, disse não saber onde Maduro está e exigiu uma prova de que ele e  a mulher estão vivos.

    As primeiras notícias por volta das 4 horas da manhã (horário de Brasilia) mencionam uma “série de explosões que atingiu Caracas, capital da Venezuela”.

    A agência americana Associated Press, informou que ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos.
    Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas.
    Vídeos nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas em baixa altitude.

    Logo após o início, o governo da Venezuela emitiu um primeiro comunicado afirmando que o país estava sob ataque.
    “O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto.
    O governo venezuelano afirmou ainda que o objetivo da operação americana seria tomar recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minerais.

    No comunicado, Caracas disse que os EUA tentam impor uma “guerra colonial” e forçar uma “mudança de regime”.
    Por fim, a Venezuela declarou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.

    A pressão do governo americano começou  em agosto, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro. À época, o governo norte-americano reforçou a presença militar no Mar do Caribe.
    Inicialmente, a Casa Branca afirmou que a mobilização militar tinha como objetivo combater o narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades americanas passaram a dizer, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar o governo Maduro.
    Trump e o presidente venezuelano chegaram a conversar por telefone em novembro. No entanto, segundo a imprensa americana, os contatos terminaram sem avanços, já que Maduro teria demonstrado resistência em deixar o poder.
    No mesmo mês, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista. O governo americano acusa Maduro de liderar o grupo.
    Ainda em novembro, a imprensa internacional informou que os EUA estavam prestes a iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.
    Além disso, de acordo com o jornal The New York Times, os Estados Unidos têm interesse em assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.
    Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela. Trump também determinou um bloqueio contra embarcações alvos de sanções e acusou Maduro de roubar os EUA.