Categoria: Cultura

  • Erasure em Porto Alegre

    Erasure em Porto Alegre

    Impossível pensar em ir num show como Erasure e não deduzir que será apenas de hits ultradançantes para cantar junto. Apesar disso, Andy Bell trouxe, nesta quarta 21, muito de sua carreira solo para o público que lotou o Araújo Viana em Porto Alegre.

    Com figurino explendoroso e uma banda jovem, inclusive com a presença de Chelsea Blankinship, com quem divide o vocal de “Hart’s a Liar” (no álbum, parceria com Debbie Harry, do Blondie),  com certeza a grande surpresa foi o cover de “Xanadu“, da Electric Light Orchestra (mais conhecida na voz de Olivia Newton John em filme homônimo), especialmente quando Erasure já bebeu muito da fonte do ABBA, que nem deu os ares pelo setlist. Ainda assim, Andy Bell, no auge de seus 61 anos, mostrou carisma impecável, elogiou a plateia (falando da beleza do público aqui do sul), perguntou como se diz “I Love You” em português e fez clássicas danças de pista anos 80/90, num revival de emoções.

    O trabalho solo de Andy, “Ten Crows“, não chegou aqui com a força que o Erasure tem, sendo desconhecido ainda por grande parte do público, mesmo sendo contemporâneo e não abandonando suas origens. Ainda assim, o que levantou o público foram os clássicos “Blue Savannah Song“, “Chains of Love“, “Sometimes“, “Love 2 Hate U“, “Stop“, “Oh L’amour” e “A Little Respect“.

    Sem dúvida, a capital gaúcha vem numa crescente de shows muito interessantes, claramente voltando ao circuito das turnês nacionais, e o synthpop ainda atrai multidões, perceptível até quando, antes do telão subir, começou “Blue Monday“, do New Order, e já colocou as pessoas a dançar e se emocionar.

    Confira algumas imagens do show, de Karina Lacerda.

     

  • Passeios com o Memorial do MP-RS: “A Praça da Matriz e o Positivismo”

    Passeios com o Memorial do MP-RS: “A Praça da Matriz e o Positivismo”

    O Memorial do Ministério Público do RS realiza nesse sábado, 24 de janeiro, a continuação das caminhadas orientadas pelo professor José Francisco Alves, pesquisador e autor do livro “A Escultura Pública de Porto Alegre” (2022).
    O novo roteiro de Passeios com o Memorial vai tratar de duas importantes obras do nosso patrimônio Cultural, o *Monumento a Júlio de Castilhos* (1913) e a *Biblioteca Pública do Estado* (1912-1922).
    • *24 de janeiro*, Sábado,
    • Encontro às *10h*, no Memorial do MP-RS, Praça da Matriz, 110
    • Inscrições gratuitas realizadas pelo WhatsApp *(51) 99731-7119*
    • Vagas limitadas
    O Monumento a Júlio de Castilhos, em seu tempo considerado um dos pais fundadores da República, foi encomendado logo após a sua morte, em 1903. Para executá-lo, o governo do estado contratou o escultor e pintor Décio Villares, do Rio de Janeiro, sendo os bronzes modelados e fundidos na França. Constitui-se em um dos principais monumentos a políticos brasileiros.
    Divulgação
    A Biblioteca Publica do Estado é um dos mais interessantes palácios das belas artes (arquitetura, escultura e pintura) do Rio Grande do Sul. Foi construído em dois momentos, sendo a primeira parte concluída em 1912; a segunda, em 1922. A sua fachada é a única do mundo, destacando uma visão de mundo muito particular, o calendário positivista, fazendo de um prédio laico (Biblioteca) e público um veículo de propaganda do poder, então empolgado pelo Partido Republicano Rio-grandense, identificado com teses e com o jargão Positivista, corrente sociológica concebida por Augusto Comte.
  • Samba pra Namorar e Edu Moreira celebram bailes de clube em  noite de música, brilho e nostalgia

    Samba pra Namorar e Edu Moreira celebram bailes de clube em noite de música, brilho e nostalgia

    Depois de uma estreia marcada por público animado e muitos elogios, o Baile de Carnaval do Grezz retorna em 2026 para sua segunda edição, reafirmando-se como um dos eventos mais charmosos e afetivos do calendário carnavalesco de Porto Alegre. No dia 1º de fevereiro, a partir das 21h, o Grezz (Rua Almirante Barroso, 328 – bairro Floresta) volta a ser palco de uma noite que resgata a elegância, o brilho e a atmosfera dos grandes bailes de clube que marcaram época.

    Idealizado pelo grupo Samba pra Namorar, comandado por Andréa Cavalheiro e André Nascimento, em parceria com o cantor Edu Moreira, o evento nasceu do desejo de reviver os antigos altos bailes de Carnaval — aqueles que uniam música de qualidade, figurinos caprichados, pista cheia e um clima de celebração coletiva. O sucesso da primeira edição confirmou que havia público e saudade desse formato, impulsionando a realização do segundo ano.

    No palco, o público encontrará uma super banda, com arranjos sofisticados e energia contagiante. “Vamos ter o glamour das antigas marchinhas, unindo-as com as músicas dançantes como axé baiano, sambas enredo históricos do carnaval e músicas populares consagradas da nossa MPB, ao som de uma banda com sopro, cordas, Percussão, Rainhas de bateria e três cantores”, afirma André Nascimento. Tudo isso em um ambiente moderno e acolhedor, que oferece farto cardápio e uma carta de bebidas que agrada os gostos mais variados.

    Edu Moreira, Andréa Cavalheiro e André Nascimento. Crédito Ana Maidana / Divulgação

    Mais do que um baile, o evento se consolida como um encontro entre passado e presente, tradição e contemporaneidade, reunindo diferentes gerações em torno da música, da dança e da alegria que só o Carnaval sabe proporcionar. Os ingressos estarão à venda em breve, e a expectativa é repetir — e ampliar — o êxito do ano anterior, com mais uma noite de brilho, fantasia e celebração.

    SERVIÇO

    O QUE: Baile de Carnaval do Grezz

    DATA: 01 de fevereiro

    HORÁRIO: 18h (abertura da casa) – 21h início do show

    LOCAL:  Grezz (R. Alm. Barroso, 328, Floresta, Porto Alegre).

    INGRESSOS: já disponíveis e variam de acordo com a antecipação:

    Lote Promocional: R$ 40,00 + taxas

    Primeiro lote: R$ 50,00 + taxas

    Segundo lote: R$ 60,00 + taxas

    Terceiro lote: R$ 70,00 + taxas

     

    COMPRA PELO SITE:

    https://www.sympla.com.br/evento/aquece-de-carnaval-no-grezz-samba-pra-namorar-andrea-cavalheiro-andre-nascimento-e-edu-moreira/3269366?algoliaID=b06cb9cec2988f80b5e20462674a8c81&share_id=copiarlink

  • Três exposições na Galeria Duque, recebem visitantes até o dia 28 de fevereiro.

    Três exposições na Galeria Duque, recebem visitantes até o dia 28 de fevereiro.

    Quem estiver em Porto Alegre nesta temporada pode garantir uma programação com arte no centro histórico. A Galeria Duque, que tem um dos acervos mais completos do Estado, está com três exposições simultâneas. Em “Arte e Imaginação”, mostra com curadoria de Daisy Viola, é possível conferir obras de grandes nomes da arte como Di Cavalcanti, Burle Marx, Vicente do Rego Monteiro, Djanira, Goeldi e Vergara. O espaço também recebe as exposições “Retrospectiva” com a arte abstrata de Berenice Unikowsky, e os “Chapéus de Vidro”, de Carmen Seibert. A programação fica na galeria até o dia 28 de fevereiro com entrada franca. Para agendar grupos, entre em contato pelo telefone (51) 3228-6900 ou pelo Whatsapp (51) 8354-1022.

    Visitante admira obra de Salvador Dalí na Galeria Duque/ Divulgação

    “A imaginação é o ponto de partida para o fazer artístico, com ela podemos voar mesmo sem asas. A arte é a possibilidade de materializar nossos voos. A própria Galeria Duque é um exemplo dessa possibilidade’, pontua Daisy Viola. No templo da arte onde se encontra um dos mais completos acervos do Estado, as possibilidades se multiplicam. “Desta vez, vamos mostrar obras felizes, na cor, ou no assunto, artistas que retrataram momentos de felicidade, como este do nosso espaço, de olhar para trás e perceber um trajeto de coerência com a proposta inicial, de abertura e comunicação com os (as) artistas da cidade que também têm espaço aqui, e principalmente, com o público da cidade, que, afinal, é o grande motivo da nossa existência”, afirma Daisy.

    O Rinoceronte de Sonia Ebling/ Divulgação

    Quem visitar a exposição “Arte e Imaginação” vai conferir obras de nomes como Aldo Locatelli, Ado Malagoli, Alfredo Ceschiatti, Amílcar de Castro, Angelo Guido, Anita Malfatti, Antônio Bandeira, Bruno Giorgi, Calazans Neto, Candido Portinari, Carlos Páez Vilaró, Carlos Scliar, Danúbio Gonçalves, Djanira, Emiliano Di Cavalcanti, Glauco Rodrigues, Iberê Camargo, Ione Saldanha, Milton da Costa, Nelson Jungbluth, Oscar Crusius, Orlando Teruz, Roberto Burle Marx, Ruth Schneider, Tarsila do Amaral, Vera Torres, Zoravia Bettiol, além de homenagem a Ruth Schneider.

    Berenice Unikowsky/ Divulgação

    Mulheres na arte do RS

     A expressão contemporânea da arte produzida no Estado também está presente. Berenice Unikowsky apresenta sua mostra “Retrospectiva”, com cerca de 30 obras. Em sua arte abstrata, Berenice evoca cor e emoção. Utiliza em seu trabalho tinta acrílica, bastidores de madeiras nobres recicladas, telas de algodão puro e água de fonte natural. Expõe individualmente desde 1984 e já participou de inúmeras mostras coletivas e salões de arte em Porto Alegre, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro, recebendo prêmios e várias menções honrosas. Vive e trabalha em São Sebastião do Caí, no Vale dos Sinos.

    Escultura de Vasco Prado na Galeria Duque/ Divulgação

    Com mais de 30 anos dedicados a transformar garrafas de vidro em arte, Carmen Seibert ocupa o quarto andar da Galeria Duque com produções que são sua marca-registrada. Formada em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS, Carmen Seibert é apaixonada pelas possibilidades do vidro como material de modelagem em design e acessórios de moda. Na exposição, os “Chapéus de Vidro”, que marcaram os primeiros passos na sua trajetória artística, em 2001, ganham novas formas e cores. “Após tantos anos, quis fazer a continuação desse tema que me fascina. Sempre gostei de chapéus e, no meu cotidiano, costumo usá-los tanto no inverno como no verão”, conta. “Minha sogra, dona Maria de Lourdes, quando moça tinha uma loja de chapéus chamada ‘Casa Leonor’, que ficava na Rua da Concórdia, hoje Rua do Patrocínio, em Porto Alegre. Gostava de ouvi-la contando como os confeccionava. Associar a criação à técnica do vidro-fusão não é tarefa fácil e sempre me desafiou”, reconhece a artista.

    Exposição Arte e Imaginação – Acervo
    Exposição Retrospectiva: Berenice Unikowsky
    Exposição “Chapéus de Vidro”, de Carmen Seibert

    Galeria Duque
    Endereço: 
    Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Período da exposição: 
    até 28 de fevereiro de 2026.

    Horário de funcionamento: Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h

    Agendamento de grupos: Telefone: (51) 3228-6900 ou Whatsapp: (51) 8354-1022
    Entrada Franca
    Fotos: Cláudia Rüdiger.

  • A Sbørnia Kontr`Atracka abre a temporada de 2026, dia 16 de janeiro no Teatro da AMRIGS     

    A Sbørnia Kontr`Atracka abre a temporada de 2026, dia 16 de janeiro no Teatro da AMRIGS    

    Sequência de Tangos e Tragédias, espetáculo protagonizado por Hique Gomez e Simone Rasslan, terá 09 apresentações até 01 de fevereiro; Ingressos no www.blueticket.com.br

    Depois de uma exitosa turnê pelo Brasil, a sequência de Tangos e Tragédias,  A Sbørnia Kontr’Atracka, faz temporada no Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311), com a festiva delegação comandada Kraunus Sang (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan). De 17 de janeiro a 01 fevereiro, sempre sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h, espetáculo levará ao palco uma narrativa única, humor refinado e músicas cativantes, como o Copérnico, que há quarenta anos encanta o público e forma novos fãs a cada apresentação. Os ingressos custam R$ 160,00 (inteiro) e R$ 80,00 (meia entrada) e já podem ser adquiridos pelo site https://www.blueticket.com.br/evento/39600?c=sbornia-porto-alegre.

    Nilton Santolin/ Divulgação

    O público pode esperar desta temporada o que sempre tiveram em Tangos e Tragédias, embora sem a presença física do Maestro Pletskaya (Nico Nicolaiewsky, falecido em 2014). Sentirão sua presença no conceito do trabalho e imagens geniais suas no telão. Aliás, uma parte importantíssima do projeto com imagens riquíssimas em sincronia com as canções”, afirma Hique Gomez. No show, Kraunus (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan) estão acompanhados de sbørnianos especiais: o Professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan), reitor das Universidades de Ciências Fictícias da Sbørnia, MenThales (Tales Melati), o tocador de gaita-foles e hipnotizador das montanhas da Kashkadúnia, Pierrot Lunaire (Gabriella Castro) a grande sapateadora do Ballet Hiperbølico da Sbørnia e o “Stela Maritmus Sborniani”, as Estrelas do Mar Sbørniano, uma seleção de 12 vozes do Jungst Korhal Sbøniani. “O espetáculo é envelopado por um desenho de luz que penetra na alma do público junto com as sonoridades dos instrumentos e um desenho de som imersivo com caixas distribuídas pelo espaço da plateia. Tecnologia 100% a serviço das emoções humanas”, diz Hique.

    Nilton Santolin/ Divulgação

    A TURNÊ PELO BRASIL

    A temporada do verão 2026 acontece depois de uma turnê exitosa, em 2025, por Curitiba, Florianópolis, São Paulo, Campo Grande, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. “Todas as cidades marcaram, umas por um motivo, outras por outro. São Paulo e Rio, pela presença de maciça de fãs do Tangos e Tragédias. Florianópolis por ter lotado com tanta antecedência. Mas, em Curitiba, sentimos a força da fênix Sbørniana. Momentos mágicos que não se esquece. Um show transcendental que trouxe a certeza de que estamos de volta no cenário Brasileiro com a força do Tangos e Tragédias”, relembra Hique.

    Nilton Santolin/ Divulgação

    A Sbørnia Kontr’Atracka é uma continuação das aventuras dos excêntricos Kraunus Sang e Pletskaya, personagens que exploram temas universais com inteligência e leveza. A Sbørnia é uma ilha peculiar que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares, vagando errante pelos mares do mundo. Seu maior patrimônio cultural é a Recykla Gran Rechebuchyn, uma grande lixeira de onde se reciclam os dejetos artísticos esquecidos por outras nações. Governada pelo Anarquismo Hiperbølico, todos os seus governos são provisórios. Seu povo segue o Votørantismo, uma religião que reflete sua essência sonhadora e concreta.

    Nilton Santolin/ Divulgação

    Os personagens Kraunus Sang e Pletskaya chegaram ao Brasil em 1984, fugindo de ataques de tribos hostis como os Menudos, tornando-se os grandes embaixadores da cultura sbørniana. A saga ganhou continuidade em 2016, quando Kraunus uniu forças com a pianista sbørniana Nabiha, vivida pela talentosa maestrina, pianista e atriz Simone Rasslan, criando A Sbørnia Kontr’Atracka. “Na verdade, o projeto tem um tom de novidade sempre, mas não é o que importa. Muitas vezes promovemos encontros com artistas que se encaixam no universo da Sbørnia. Mas o que trazemos é o mesmo espetáculo, como se fosse um ritual onde o púbico vem para se sincronizar com nossa arte e fazer parte de um momento inesquecível levando para casa memórias afetivas, reflexões e uma atmosfera que pode ser acessada sempre que quiserem dentro de si. Um tipo de arte espiritual e verdadeira que eleva e expande a consciência, além de fazer rir! Não vendemos felicidade. É a própria Felicidade que se entrega sem filtros através de nós”, conclui Hique.

    Nilton Santolin/ Divulgação

    Além dos palcos, a Sbørnia também conquistou outras linguagens artísticas. Em 1990, surgiu a publicação em quadrinhos “Tangos e Tragédias em Quadrinhos”, e em 2013, ganhou vida no cinema com o aclamado longa de animação “Até Que a Sbørnia nos Separe”, dirigido por Otto Guerra e Ennio Torrezan, hoje membros da academia de cinema de Hollywood.  E, recentemente, na websérie Sbørnia em Revista, que ganhou o premio de melhor performance em Série Musical, com Simone Rasslan, além de ser escolhida a Melhor Websérie Nacional no Rio WebFestival em 2022.

    Nilton Santolin/ Divulgação

    SERVIÇO

    O QUE: A Sbørnia Kontr´Atracka

    DATA: 16,17,18,23,24,25,30,31 de janeiro e 1º fevereiro

    HORÁRIO:  sexta e sábado às 20h / domingo às 19h

    LOCAL:  Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311)

    INGRESSOS:

    R$ 160,00 (inteiro)
    R$ 80,00 (meia entrada)

     

    COMPRA PELO SITE: https://www.blueticket.com.br/evento/39600?c=sbornia-porto-alegre .

     

    Pontos de venda física: apenas 2h antes do evento

    Descontos Obrigatórios

    50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;

    50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro:

    – até 15 anos mediante RG;

    – acima de 16 anos portando carteira da UGES, UEE, UNE;

    50% para jovens entre 16 e 29 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO;

    50% para pessoas com deficiência, inclusive seu acompanhante quando necessário, e doadores de sangue.

    Outros descontos

    50% para artistas com registro profissional e regulamentado na carteira de trabalho

     

    FICHA TÉCNICA

    Criação e direção geral: Hique Gomez

    Arranjos e atuação: Hique Gomez e Simone Rasslan

    Elenco de apoio: Cláudio Levitan, Tales Melati e Gabriella Castro

    Projeções visuais: Rique Barbo

    Desenho de iluminação: Heloiza Averbuck

    Engenharia de som: Edu Coelho

    Assistente de produção: Camila Franarin

    Assistente técnico: Rafael Pacheco

    Camareira: Nelli Schineider

    Preparadora vocal: Ligia Motta

    Redes Sociais: Pamela Batú

    Administração Projetos de Lei – Daniela Ramirez

    Assessoria de Imprensa:  Adriano Cescani (51) 99664.4888

    Fotógrafo Oficial: Nilton Santolin

    Empresa de Som/Luz – Alternativa Som e Luz

    Painel Led – WB Painéis de Led

    SbørniaProjectus® Criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky para Tangos e Tragédias.

    GESTÃO CULTURAL / DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Marilourdes Franarin (51) 999716021

  • Exposição apresenta esculturas têxteis para proteger os corpos contemporâneos

    Exposição apresenta esculturas têxteis para proteger os corpos contemporâneos

     Mostra “Arquiteturas Corporais”, da artista visual Susane Kochhann, será aberta no sábado (10), às 11h, no Museu de Arte do Paço

    A artista visual Susane Kochhann apresenta no Museu de Arte do Paço a exposição “Arquiteturas Corporais”, resultado de sua mais recente pesquisa no campo do têxtil. Ela exibe, em uma instalação, 13 esculturas têxteis – também chamadas de armaduras. A curadoria da mostra é de Fábio André Rheinheimer.

    Cada escultura têxtil ou armadura mede em média 2,10 x 1,50m e é confeccionada em algodão cru e retalhos de tecidos sintéticos reaproveitados, alinhando-se aos princípios da economia circular. “As armaduras em forma de esculturas têxteis impõem-se no espaço como uma presença ao mesmo tempo monumental e sensível”, avalia Susane, profissional com carreira afirmada em Santa Maria e em ascensão no estado – ela formou-se em Artes Visuais pela UFSM em 2016.

    Artista visual Susane Susane Kochhann/ Divulgação

    Sua atual coleção teve início com uma pesquisa imagética baseada no Construtivismo Russo, movimento artístico que sempre a inspirou por explorar formas geométricas, cores vibrantes e a integração entre arte, design e vida cotidiana. A partir desse legado, construiu cada traje – outra denominação dada às peças – por meio da justaposição de recortes geométricos coloridos que, ao se encontrarem, estabelecem tensões, equilíbrios e ritmos visuais. Assim, opina a artista, as armaduras deixam de ser meros objetos de proteção e tornam-se arquiteturas corporais que evocam energia, movimento e transformação.

    A.artista Susane Kochhann veste uma das armaduras FOTO Júlia Gomes/ Divulgação

    Ela lembra que o uso de armaduras acompanha a humanidade desde a Antiguidade. “O imaginário comum associa o termo ao metal, mas armaduras são, em essência, qualquer vestimenta concebida para oferecer proteção ampliada ao corpo, uma segunda pele capaz de resguardar, amortecer impactos e simbolizar força”, explica Susane. “Nas artes visuais, essas estruturas protetivas aparecem como signos de poder, autoridade e resistência”, observa.

    De acordo com  a artista, os trajes que apresenta expandem essa compreensão. “Concebi as peças como armaduras de proteção para o corpo contemporâneo: o corpo que enfrenta pressões materiais e biológicas, o corpo que persiste, que resiste, que se afirma. São esculturas têxteis que operam simultaneamente como vestimentas e escudos”, detalha.

    Artista Susane Kochhann veste uma de suas esculturas têxteis FOTO Júlia Gomes/ Divulgação

    “Entre tradição e reinvenção, proponho uma reflexão sobre aquilo que nos protege — física, simbólica e emocionalmente — e sobre como o corpo, em sua vulnerabilidade e potência, continua sendo, para mim, o primeiro e o último território de resistência”, conclui Susane.

    Associação entre arte e moda

    Em seu texto curatorial, Fábio Rheinheimer reforça que a artista evoca a tradição ancestral de abrigo e proteção, diante dos desafios iminentes e perigos externos aos quais o corpo é submetido desde os primórdios.

    Na atualidade, ressalta o curador, as armaduras poéticas oportunizam pontual reflexão sobre a ressignificação do fazer artístico a partir da associação entre arte e moda, sob livre orientação de elementos de composição iconográficos do Construtivismo Russo, no caso. “Portanto, segundo a transversalidade do conhecimento aplicado na produção artística”, sublinha Rheinheimer.

    Artista Susane Kochhann veste de suas trajes/ Divulgação

    SERVIÇO
    Exposição: “Arquiteturas Corporais

    Artistavisual: Susane Kochhann

    Curador: Fábio André Rheinheimer

    Abertura: 10/01 (sábado), às 11h

    Visitação: de 12/01 a 6/3, de segunda a sexta, das 9h às 17h

    Museu de Arte do Paço, Praça Montevidéu, 10, Centro Histórico de Porto Alegre

    Entrada gratuita

  • A parábola diabólica de Valter Sobreiro Junior

    A parábola diabólica de Valter Sobreiro Junior

    GERALDO HASSE
    O romance “O Demônio a Ser Pago no Estúdio dos Fundos”, de Valter Sobreiro Junior, pode e deve ser lido como uma parábola sobre o poder do Dinheiro em seu massacre habitual dos trabalhadores, especialmente os praticantes das Artes.
    É narrado na primeira pessoa por um ex-programador musical da Rádio Cultura, marca emblemática da era radiofônica no Brasil.
    Internado como insano num hospital, o protagonista central conta ao médico sobre sua admiração por uma cantora de voz angelical, Leia Singer, cujo nome é formado pelas dez letras do nome de Elis Regina,
    A partir da primeira página do livro, se desenrola uma narrativa dramática que logo se revelará propícia a ser encenada em teatro, território privilegiado do autor, que começa se referindo a uma gravação de Aquarela do Brasil, o samba-exaltação de Ari Barroso, interpretado por Leia Singer de uma forma irresistivelmente subversiva.
    “Repare como a voz meneia suave e logo reage áspera, nesse afiar bruto de punhais, rasgando de alto a baixo a cortina do passado”, diz ao médico o sujeito hospitalizado. “Perceba a ironia das fontes murmurantes, da água oleosa de dejetos e doenças que só não mata é a sede”.
    A cada verso cantado, revela-se um sentido oculto. “Surdos e tamborins, repiques e pandeiros espocam flashes de documentos falsos autenticados em cartórios, flagrantes de servidores rapinando verbas públicas no fim de semana”.
    Só Leia Singer, “a mais certeira das balas perdidas”, poderia interpretar “o verdadeiro sentido do poema inzoneiro, encharcado de suor e sangue, cachaça e banhos de ervas”. Em seguida, a cantora terá sua brilhante carreira descrita numa sucessão de 58 capítulos curtos, preenchidos por dezenas de personagens cujos nomes têm também dez letras, uma engenhosa forma de lembrar a artista sacrificada no altar da MPB.
    Leia Singer é inspirada em Elis, mas pode ser Dalva, Angela, Carmen Miranda ou qualquer estrela musical do período de meio século, a partir de 1922, em que a música popular brasileira fluiu pelas ondas do rádio e os sulcos dos discos, ambos crescentemente influenciados pelo showbiz norte-americano.
    Um livro que oferece uma visão instigante da cultura brasileira.
    “O Demônio…” é a sexta obra literária de Sobreiro, que acaba de completar 84 anos.  Começou em 1987 com “Em Nome de Francisco” (Tchê); em 1990 lançou “Petrona Carrasco”, romance premiado pelo IEL e publicado pela IGEL; em 1994 publicou “A Sombra que Avança até Valério e Outras Sombras” (Tchê/IGEL); em 1995 lançou Maragato (Editora UFPEL), peça que fez duas temporadas no  Rio; em 1997, saiu “Don Leandro ou Os Sendeiros do Sangue”. (EDUCAT/UCPel). É de sua autoria, ainda, a peça “Pai de Deus”, um “pas-de-deux” metafórico sobre a relação entre dois homens, um torturador e sua vítima. Peça de fundo político encenada há três anos no Rio de Janeiro.
    Advogado trabalhista, Sobreiro dedicou toda sua vida adulta ao teatro em Pelotas, onde foi professor (de teatro), cenógrafo e diretor. Foi um dos fundadores da Sociedade de Teatro de Pelotas e do Teatro dos Gatos Pelados, que agitaram a cidade gaúcha a partir dos anos 1960. Montou e dirigiu mais de 60 espetáculos teatrais encenados em várias cidades do Brasil e também no Uruguai.
    “O Demônio” foi editado pelo autor, que pode ser contatado no Facebook e no Instagram.